Jean Louis Barthou GCTE • GCSE (Oloron-Sainte-Marie, 25 de agosto de 1862 — Marselha, 9 de outubro de 1934) foi um político francês. Ocupou o cargo de primeiro-ministro da França, entre 22 de março de 1913 e 9 de dezembro de 1913.
Vida Ocupou uma enorme variedade de cargos ministeriais: ministro da Instrução Pública, ministro da Justiça, Ministro dos Negócios Estrangeiros, ministro das Obras Públicas, ministro de Estado, ministro do Interior e ministro da Guerra por variadas ocasiões entre 1894 e a data em que foi assassinado.Atkin, Nicholas. "Power and Pleasure. Louis Barthou and the Third French Republic." Journal of European Studies 23.91 (1993): 357-359French, G. "Louis Barthou and the German Question: 1934." Report of the Annual Meeting. Vol. 43. No. 1. 1964Young, Robert J. "A Talent for All Seasons: The Life and Times of Louis Barthou." Queen's Quarterly 98.4 (1991): 846-64
Ocupou a Cadeira 28 da Academia Francesa a partir de 1918.
A 29 de maio de 1924 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada de Portugal e a 5 de outubro de 1934 com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito de Portugal.
Louis Barthou foi o principal responsável por um Pacto Franco-Soviético de Assistência Mútua, que acabou por ser assinado pelo seu sucessor Pierre Laval. Ocupava o cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros quando foi assassinado em Marselha em 1934 no atentado que vitimou o Rei Alexandre I da Jugoslávia cometido por Vlado Chernozemski.
Crise de 1934 Após os distúrbios de 6 de fevereiro de 1934, o ex-presidente da República Gaston Doumergue foi chamado por Albert Lebrun para formar um governo de unidade nacional em uma tentativa de estabilizar a política interna. Para isso, o novo chefe de governo está cercado de dois pesos-pesados políticos, próximos ao atual chefe de Estado: Albert Sarraut no Interior e Louis Barthou nas Relações Exteriores, seu cargo favorito.
Louis Barthou tentou lutar contra as maquinações de Hitler, atraindo a Grã-Bretanha, a Itália e a União Soviética para uma frente antialemã. Ele defendeu o isolamento da Alemanha, estabelecendo uma série de alianças contra ela com os estados da Europa Central aliados à França (Polônia e a Pequena Entente). Seu plano para um Pacto Oriental, no entanto, terminou em fracasso.
Ministério Ver Gabinete Barthou
Ministério de Barthou, 22 de março de 1913 - 9 de dezembro de 1913
Louis Barthou - Presidente do Conselho e Ministro da Instrução Pública e Belas Artes Stéphen Pichon - Ministro das Relações Exteriores Eugène Étienne - Ministro da Guerra Louis Lucien Klotz - Ministro do Interior Charles Dumont - Ministro das Finanças Henry Chéron - Ministro do Trabalho e Provisões de Previdência Social Antony Ratier - Ministro da Justiça Pierre Baudin - Ministro da Marinha Étienne Clémentel - Ministro da Agricultura Jean Morel - Ministro das Colônias Joseph Thierry - Ministro de Obras Públicas Alfred Massé - Ministro do Comércio, Indústria, Correios e Telégrafos
Obras literárias e históricas Paralelamente à sua atividade política, Louis Barthou publicou livros sobre literatura e história. Foi eleito membro da Académie française em 2 de maio de 1918. Ele fez dois elogios: o de Joseph Bédier em 1921 e o de Albert Besnard em 1924. Em 1921, fundou a revista Byblis: miroir des arts du livre et de l'estampe, que confiou a Pierre Gusman e que publicou dez volumes até 1931.
As principais publicações de Louis Barthou são:
Notes de voyage: en Belgique et en Hollande, trois jours en Allemagne, 1888; Thiers et la loi Falloux, 1903 (online); Mirabeau, 1913; Impressions et essais, 1913; Lamartine orateur, 1916 (online); L'Heure du droit: France, Belgique, Serbie, 1916; Toute la France pour toute la Guerre, palestra proferida em Genebra em 26 de julho de 1916, em "Pages actuelles 1914-1916" n° 95, Bloud et Gay, 1916; (texte sur Internet Archive); Sur les routes du droit, 1918; Les Amours d'un poète: documents inédits sur Victor Hugo, 1918; La Bataille du Maroc, 1919; Le Traité de paix, 1919 (online); Le Politique, 1923 (online); Wagner et le Recul du temps, 1924; La Vie ardente de Richard Wagner, Flammarion, 1925; Voyage à travers mes livres: autour de Lamartine, 1925; Victor Hugo, élève de Biscarrat, 1925; Le Neuf thermidor, Hachette, 1926; Rachel, 1926; Paroles vécues, 1928; Danton, 1932; Promenades autour de ma vie: lettres de la montagne, 1933; Leconte de Lisle et Jean Marras: documents inédits, 1933 (wikisource); Lettres à un jeune Français (s. d.).
Ver também Lista de primeiros-ministros da França Assassinatos de Marselha em 1934
Ligações externas
"The King is Dead, Long Live the Balkans! Watching the Marseilles Murders of 1934" The Watson Institute
Categoria:Primeiros-ministros da França Categoria:Ministros da Justiça da França Categoria:Ministros das Relações Exteriores da França Categoria:Mortos em 1934 Categoria:Grã-Cruzes da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada Categoria:Grã-Cruzes da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito Categoria:Membros da Academia Francesa Categoria:Assassinados na década de 1930 Categoria:Franceses assassinados