O 20º sequestrador é um possível terrorista adicional nos ataques de 11 de setembro que, por razões desconhecidas, não foi capaz de participar. O 20º sequestrador, embora não presente durante os ataques, diz-se estar profundamente envolvido nas preparações. Existiam muitas variações do plano, com o número de terroristas oscilando com os recursos disponíveis e as circunstâncias variáveis. No fim, foram 19 sequestradores: três dos aviões foram tomados por cinco membros cada e o quarto foi tomado por quatro pessoas. Este último avião, Voo United Airlines 93, colidiu num campo perto de Shanksville, Pensilvânia, devido à resistências dos passageiros antes de poder chegar ao seu alvo em Washington, D.C..
Suspeitos Várias pessoas associadas com a Al-Qaeda ou alegaram ou foram especuladas como sendo o possível 20º sequestrador nos ataques de 11 de setembro. miniaturadaimagem|Mohammed al-Qahtani durante a sua prisão na Prisão de Guantánamo .
Mohammed al-Qahtani Investigadores acusaram Mohammed al-Qahtani, um nacional saudita, de ser o planejado 20º sequestrador, e quinto sequestrador abordo do Voo 93 a 11 de setembro. Estas alegações surgiram das circunstâncias à volta da tentativa falhada de al-Qahtani de entrar nos Estados Unidos pouco antes dos ataques de 11 de setembro.
Tendo voado originalmente de Dubai a 3 de agosto de 2001, al-Qahtani desembarcou de um voo da Virgin Atlantic do Aeroporto de Londres Gatwick e chegou ao Aeroporto Internacional de Orlando no dia seguinte. Com um bilhete de ida e $2,800 em dinheiro, al-Qahtani foi questionado pelo agente de imigração José Meléndez-Pérez sob a suspeita de ser um imigrante ilegal. Al-Qahtani tinha sido parado por outro agente de imigração antes de Meléndez-Pérez, mas al-Qahtani não conseguia comunicar com o agente nem preencheu corretamente os documentos de viagem necessários.Eldridge, Thomas R.; Ginsburg, Susan; Hempel II, Walter T.; Kephart, Janice L.; Moore, Kelly (21 de agosto de 2004). 9/11 and Terrorist Travel: Staff Report of the National Commission on Terrorist Attacks Upon the United States. p. 30. Meléndez-Pérez descreveu que ao ser questionado via um intérprete do Departamento de Justiça, al-Qahtani estava beligerante e mudava frequentemente as suas razões para chegar em Orlando. Adicionalmente, Meléndez-Pérez disse que al-Qahtani tinha recusado responder a quaisquer perguntas sob juramento. Depois da entrevista de 90 minutos, al-Qahtani foi formalmente negado a entrar nos EUA sob remoção rápida e mandado de volta para Londres num voo de conexão para Dubai à sua custa. Depois de ser deportado, al-Qahtani foi fotografado e registadas as impressões digitais pelo INSPASS. Embora o passaporte saudita de al-Qahtani fosse considerado genuíno pelos inspetores da imigração, investigações posteriores descobriram que tinha um carimbo fraudulento associado com a al-Qaeda. As malas de Al-Qahtani não foram registadas pelos inspetores.Eldridge, Thomas R.; Ginsburg, Susan; Hempel II, Walter T.; Kephart, Janice L.; Moore, Kelly (August 21, 2004). 9/11 and Terrorist Travel: Staff Report of the National Commission on Terrorist Attacks Upon the United States. p. 31. Meléndez-Pérez mais tarde depôs que al-Qahtani se virou para ele e outro inspetor e disse "Eu vou voltar." em inglês antes de entrar no seu voo de volta.
Depois dos ataques de 11 de setembro, circunstâncias à volta do incidente levantou suspeitas entre o Federal Bureau of Investigation (FBI) e os seus profissionais de contraterrorismo. O FBI tinha alegadamente descoberto que uma chamada telefónica tinha sido realizada do Aeroporto Internacional de Orlando para um número telefónico conhecido associado com a Al-Qaeda no dia do incidente. Além disso, o FBI tinha obtido imagens de vigilância dos estacionamentos do aeroporto e encontrou um carro arrendado que eles identificaram pertencer a Mohamed Atta, o cabecilha dos ataques. Os arquivos militares especulam que Atta era o contacto planeado de al-Qahtani nos Estados Unidos. Segundo o FBI, Atta não deixou o estacionamento do aeroporto até ser confirmado que al-Qahtani ia voltar para o Dubai.
Captura A 15 de dezembro de 2001, a meio da Batalha de Tora Bora, al-Qahtani foi capturado no Afeganistão pelo Exército paquistanês e pelas forças do Frontier Corps. al-Qahtani estava com um grupo de árabes liderados por Ali al-Bahlul fugindo para a fronteira do Paquistão. Depois de ser transferido para custódia dos EUA, al-Qahtani foi transferido para a Força-Tarefa Conjunta Guantánamo a 13 de fevereiro de 2002 com um Número de Série de Internamento de 063. al-Qahtani alegou aos interrogadores estadunidenses que tinha estado no Afeganistão para seguir o seu interesse em falcoaria. Segundo a autora Jane Mayer, os investigadores não conseguiam identificar a identidade de al-Qahtani até julho de 2002, quando uma análise de impressões digitais de rotina correspondeu com as impressões digitais de al-Qahtani tiradas em Orlando.
A 3 de março de 2006, a revista Time publicou um registo vazado detalhando 49 dias das interrogações a al-Qahtani na Prisão de Guantánamo de 23 de novembro de 2002 a 11 de janeiro de 2003. O registo descrevia que al-Qahtani era injetado com fluídos intravenosos, drogas, e enemas de forma forçada, para manter o seu corpo a funcionar bem o suficiente para as interrogações continuarem. A Autoridade de Convocação das Comissões Militares de Guantánamo Susan J. Crawford afirmou que as interrogações de al-Qahtani equivaliam a tortura. A declaração de Crawford foi a primeira vez que qualquer oficial da Presidência Bush tinha descrito publicamente o tratamento dos detidos em Guantánamo como tortura.
A 6 de março de 2022, al-Qahtani foi transportado por via área de Guantánamo por militares estadunidenses e voou de volta para a Arábia Saudita para uma instalação de tratamento de saúde mental depois de 20 anos em custódia estadunidense. A sua libertação foi anunciada pelo Departamento de Defesa dos EUA no dia seguinte.
Descobertas da Comissão do 11 de setembro No relatório final da Comissão do 11 de Setembro, al-Qahtani é inicialmente descrito como "O operativo mais provavelmente planeado para arredondar a equipa para [o United 93]". A Comissão relatou que numa suposta conversa entre Mohamed Atta e Ramzi Binalshibh, os dois referiram-se a al-Qahtani como "o amigo que vem como um turista" quem Mustafa al-Hawsawi estava a mandar como "o último" para "completar o grupo". Meléndez-Pérez acreditava que al-Qahtani tinha-se feito passar por um típico turista saudita que procurava visitar o Walt Disney World.
O depoimento de Meléndez-Pérez à Comissão de 11 de setembro foi influente para a sua avaliação de um possível 20º sequestrador e a importância de al-Qahtani nos ataques. Depois do depoimento de Meléndez-Pérez, o membro da Comissão Richard Ben-Veniste afirmou "É inteiramente plausível sugerir que as suas ações em fazer o seu trabalho de forma eficiente e competente possa ter contribuído para salvar o Capitólio ou a Casa Branca e todas as pessoas que estavam nesses edifícios, aqueles monumentos à democracia". miniaturadaimagem|201x201px|Fotografia de registo de Moussaoui, 2006
Zacarias Moussaoui Zacarias Moussaoui, cidadão francês de origem marroquina, foi referido como o 20º sequestrador. Inteligência francesa começou a seguir Moussaoui em 1996, depois de ser visto com extremistas em Londres. Oficiais afirmaram que Moussaoui tinha voado para o Afeganistão múltiplas vezes para frequentar campos de treino terroristas e encontrar-se com oficiais da Al-Qaeda em Candaar e Jalalabad. Moussaoui pode ter sido considerado como um substituto para Ziad Jarrah, que ameaçou sair do esquema pelas tensões entre os conspiradores. A Comissão do 11 de setembro afirmou que Moussaoui recebeu dinheiro e informação do principal arquiteto dos ataques, Khalid Sheikh Mohammed (KSM), durante as etapas de planeamento. No fim, Moussaoui não teve um papel no esquema final do sequestro.
O suposto papel de Moussaoui e importância geral nos ataques tem sido sujeito de debate e repetidas contradições. Oficiais de inteligência e KSM ambos afirmaram que Moussaoui não era suposto participar nos ataques de 11 de setembro, mas numa segunda onda de ataques. Uma gravação de aúdio atribuída a Osama bin Laden dita em tradução que Moussaoui "não tinha conexão nenhuma com o 11 de setembro... Eu sou o responsável pelos 19 irmãos e eu nunca designei o irmão Zacarias para estar com eles nessa missão ... Visto que Zacarias Moussaoui ainda estava a aprender a voar, ele não era o número 20 no grupo, como o fosse governo alegou". A voz alegou ser bin Laden e taambém sugeriu que a confissão de Moussaoui era "nula" pois era um resultado de pressões aplicadas durante a sua detenção. Por outro lado, a Comissão do 11 de setembro comentou que se o FBI soubesse sobre a conexão de Moussaoui com a Al-Qaeda mais cedo, os EUA podiam concebivelmente perturbado ou descarrilado os ataques de 11 de setembro. Moussaoui alegou que ele tinha sido agendado para sequestrar um avião separado durante os ataques.
Treino e captura De 26 de fevereiro a 29 de maio de 2001, Moussaoui frequentou cursos de treino de voo na Escola de Voo Airman em Norman, Oklahoma, onde foi descrito como um estudante "abaixo da média". Apesar de 57 horas de aulas de aviação, Moussaoui falhou e foi-se embora sem ter voado sozinho. Em agosto de 2001, Moussaoui começou a ter aulas de aviação na Academia de Voo Pan-Am International em Eagan, Minnesota. Moussaoui recebeu milhares de dólares para financiar o seu treino, e pagou as suas propinas em notas de $100. Segundo os colegas e o instrutor em Eagan, Moussaoui foi imediatamente visto como suspeito devido à sua agressão e interesse incomum em voar aviões de fuselagem larga como o Boeing 747-400 apesar da sua falta de experiência. Os supervisores da escola contactaram o FBI, e Moussaoui foi preso e acusado de violação de imigração a 16 de agosto.
Julgamento Durante o julgamento, Moussaoui depôs que ele e o "terrorista do sapato" Richard Reid eram suposto sequestrar um quinto avião no 11 de setembro e atingir a Casa Branca. Nenhuma conexão direta entre Moussaoui e Reid tinha sido alegada antes, e este depoimento contradizia o depoimento prévio de Moussaoui que ele tinha sido agendado para uma operação depois do 11 de setembro. Moussaoui declarou-se culpado em 2005 de colaborar com outros sequestradores, e foi sentenciado a prisão perpétua sem a possibilidade de condicional em maio de 2006, fazendo dele a única pessoa a ser condenada num tribunal civil estadunidense de um crime em conexão ao 11 de setembro. Comentadores disseram que a preferência de Moussaoui de morrer como um planejador identificado do 11 de setembro na vez de receber uma sentença perpétua como um membro de um esquema não realizado causa dúvidas quanto à sua auto-admitida conexão ao 11 de setembro. Moussaoui está atualmente detido em ADX Florence em Colorado. esquerda|miniaturadaimagem|179x179px|Bin al-Shibh, c. 2023
Ramzi bin al-Shibh