Os militares da Praça Altamira foram um grupo de inicialmente catorze oficiais militares venezuelanos, ativos e da reserva, que em 22 de outubro de 2002 se manifestaram contra o governo de Hugo Chávez na Praça Altamira, na região leste de Caracas, declarando a praça uma "zona liberada" e convidando seus colegas de farda a se juntarem a eles com o objetivo de forçar a renúncia de Chávez. O grupo recebeu amplo apoio da sociedade civil, e ao longo do protesto pelo menos mais 102 militares se juntaram ao grupo, além de milhares de manifestantes da oposição. Em 6 de dezembro, o garçom João de Gouveia abriu fogo contra a multidão reunida na praça, matando três pessoas e ferindo outras 25. João foi contido e entregue às autoridades momentos depois. Em 20 de fevereiro de 2003, outras quatro pessoas que participavam do protesto, incluindo três militares, foram encontradas mortas, após aparentemente terem sido sequestradas dias antes na praça.
O governo decidiu permitir que o protesto continuasse, sem reprimi-lo. Após vários meses, o movimento perdeu força e não alcançou seus objetivos.
Ver também Golpe de Estado na Venezuela em 2002 Deserção na crise venezuelana Pronunciamiento
Leituras adicionais
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