Zareavã () foi uma localidade do distrito (gavar) de Zalcota ou Bagrauandena, da província de Airarate, do Reino da Armênia.

Nome

Zareavã é um topônimo composto por Zaré (, Zareh), a grafia armênia de Zariadres, e -avã (, -awan), "cidade". Nesse sentido, seu nome significa "Cidade de Zariadres".

História

A localização exata de Zareavã é desconhecida e o assentamento pode ter pertencido ao distrito (gavar) de Zalcota ou Bagrauandena, da província de Airarate, do Reino da Armênia. Foi sugerido que pudesse ser a futura Diadine, mas o historiador considerou a sugestão pouco plausível e identificou Zareavã com a futura vila de Juchã. Nesse sentido, Zareavã não estava muito longe de Diadine, no sopé do monte Nifates, perto da nascente do rio Murate, em sua margem direita, próximo a Bagauna, na rota das caravanas entre Tabriz, Carim (atual Erzurum) e Trapezo (atual Trebizonda). A julgar por seu nome, Zareavã deve ser uma cidade helenística fundada no por em honra a seu pai Zariadres, aos moldes das inúmeras cidades batizadas como Alexandria. Configurou-se como um importante centro comercial e urbano.

Zareavã foi mencionada pela primeira vez por Ptolomeu no como Zaruana (). Fausto, o Bizantino () citou que tinha uma população armeno-judaica, e é possível que os habitantes judeus tenham sido levados para lá no reinado de Tigranes, o Grande . Em 368-369, como consequência da Paz de Nísibis assinada pelo Império Romano e o Império Sassânida, o xainxá invadiu a Armênia e saqueou a cidade, cuja população foi deportada. Desde sua destruição, foi referida por fontes posterior (Lázaro de Farpe, Sebeos e Estêvão de Taraunitis) como uma cidade pouco povoada e/ou uma vila sem importância. No contexto da revolta de contra a autoridade do xainxá , os rebeldes, liderados pelo católico , massacraram os magos zoroastristas de Zareavã que estavam tentando cortar o abastecimento de água.

Nos anos 650, no contexto da conquista muçulmana da Armênia, os árabes evitaram confrontos com as tropas do Império Bizantino na região e fugiram pelo rio Murate rumo a Zareavã, onde se fortificaram. Essa menção indica que, no , era um assentamento murado. Simbácio de Zareavã () foi líder do que se espalhou a partir da vila de Tondraque. Embora não seja mencionado nos séculos subsequentes, existiu como uma pequena vila habitada por armênios até o , e na segunda metade daquele século já estava deserta, e os habitantes haviam migrado para várias direções.

Bibliografia

Categoria:Bagrauandena Categoria:Zalcota Categoria:Localidades do Reino da Armênia (Antiguidade)