Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça (Nazaré da Mata, – Recife, 29 de março de 2025) foi um professor, advogado, jornalista, ensaísta e poeta brasileiro.

Membro da Academia Brasileira de Letras, da Academia Pernambucana de Letras, da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Brasiliense de Letras e ex-ministro e presidente do Tribunal de Contas da União.

Era filho único de Antônio de Souza Vilaça e Evalda Rodrigues Vilaça e pai do falecido Marchand Marcantonio Vilaça.

Principais atividades ex-Ministro e Presidente do Tribunal de Contas da União Professor de Direito Internacional Público na Universidade Federal de Pernambuco, desde 1964, e de Direito Administrativo (1967/1968) Professor de Direito Internacional Público na Faculdade de Direito da Universidade Católica de Pernambuco Professor de História Política, Econômica e Social do Brasil, na Faculdade de Filosofia do Recife Professor do Seminário Especial para Líderes Estudantes Brasileiros, copatrocinado pela Universidade de Harvard - USA (1965) Professor de História do Brasil, no Ginásio de Limoeiro (Pernambuco) Diretor da Caixa Econômica Federal Membro do Conselho Diretor PIS-PASEP Secretário Executivo do Programa Especial de Módulos Esportivos - PEME Coordenador do "Programa Nacional de Centros Sociais Urbanos - CSU" (Vinculado à SEPLAN - Presidência da República) Chefe da Casa Civil do Governo de Pernambuco Secretário de Estado do Governo de Pernambuco Assessor Jurídico da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco Secretário Particular do Presidente da República Presidente da Fundação Legião Brasileira de Assistência - LBA Membro do Conselho de Administração Financeira do SINPAS, do Ministério da Previdência e Assistência Social Curador da Fundação Nacional pró-Memória, do Ministério da Cultura , já tendo sido seu Presidente Membro do Conselho Diretor da Fundação Joaquim Nabuco (1966/1972, 1978/1984, 1984/1990), tendo ocupado, também, cargos na Procuradoria Jurídica e na Assessoria Especial Membro do Conselho de Administração da Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil Presidente da Fundação Nacional de Arte - FUNARTE Chefe da Assessoria Jurídica do Grupo Especial para a Nacionalização de Agroindústria Canavieira do Nordeste - GERAN (1969) Secretário da Cultura do Ministério da Educação e Cultura Membro do Conselho Federal de Cultura Presidente do Conselho Consultivo do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, do Ministério da Cultura Membro do Instituto Hispano Luso Americano de Direito Internacional e da Associação Argentina de Direito Internacional Autor de livros com edições no Brasil, Itália, França, Inglaterra e Venezuela Condecorações nacionais e estrangeiras.

Em 1967, Vilaça foi admitido pelo presidente português Américo Tomás à Ordem de Cristo no grau de Oficial. Em 1987, foi admitido por Mário Soares à Ordem do Infante D. Henrique no grau de Grande-Oficial, sendo promovido a Grã-Cruz em 2005 por Jorge Sampaio. Em 1995, foi condecorado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso com a Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial especial.

Academia Brasileira de Letras Na Academia Brasileira de Letras foi o sétimo ocupante da cadeira 26. Foi eleito em 11 de abril de 1985, na sucessão de Mauro Mota, seu conterrâneo, e recebido em 2 de julho de 1985 pelo acadêmico José Sarney. Recebeu os acadêmicos Ariano Suassuna, Alberto da Costa e Silva e Marco Maciel. Foi seu presidente no biênio 2006/2007, tendo tomado posse em 15 de dezembro de 2005.

Academia Pernambucana de Letras Na Academia Pernambucana de Letras foi o primeiro ocupante da cadeira 35, tendo sido eleito em 30 de outubro de 1965, e tomado posse em 18 de novembro do mesmo ano, sendo atualmente o seu mais antigo membro. Foi seu presidente no biênio 1970/1972.

Morte Vilaça morreu em 29 de março de 2025, aos 85 anos, vítima de falência múltipla de órgãos. O acadêmico estava internado na Clínica Florença, no bairro Graças, no Recife, Pernambuco.

Obras 1958 - Conceito de Verdade 1958 - A Escola e Limoeiro 1960 - Americanas (Crônicas de Viagem 1961 - Em Torno da Sociologia do Caminhão 1962 - Presença na Faculdade (Discursos) 1964 - Cooperação, Cultura e Ruralismo 1965 - Coronel, Coronéis 1970 - Política Internacional e Trópico 1971 - Academia Setuagenária e Menina 1971 - Ato de Semeadura 1972 - Nordeste: Secos & Molhados 1972 - Recife Azul, líquido do céu 1973 - Falas do Ofício 1974 - Limoeiro: Pensamento e Memória 1975 - Uma revolução a serviço da modernização econômica e do reformismo político 1977 - Palavras e Letras 1980 - O Menino Gilberto Freyre 1983 - O Tempo e o Sonho 1995 - Retorno à Palavra 1997 - Itinerário na Corte 1999 - No Paladar das Palavras 2002 - De Ícones e Dedicações 2003 - Trajetória e Convicções 2004 - O Coronelismo no Nordeste Brasileiro 2005 - Da Arca Sacra 2014 - Livro dos prefácios 2014 - Para simplesmente não arquivar

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