Audiohacking é o uso de métodos e estratégias que utilizam estímulos sonoros para influenciar o sistema nervoso e induzir estados mentais desejados. Esses estados mentais podem ser sono, concentração ou relaxamento.
Inspirado no biohacking, que é a arte de modificar o ambiente e a biologia interna para otimizar o corpo e a mente, o audiohacking se concentra especificamente no impacto que os sons têm no cérebro.
Sendo assim, o audiohacking é um tipo de biohacking que utiliza sons e músicas para induzir o cérebro a estados mentais desejados.
Um exemplo interessante é efeito de redução da ansiedade demonstrado no estudo de Bradt et al. (2013), que examinou os efeitos das intervenções musicais com tratamento padrão versus tratamento padrão sozinho nas respostas psicológicas e fisiológicas em pessoas com cardiopatia congênita. O estudo conclui que ouvir música pode ter um efeito benéfico sobre a ansiedade em pessoas com doença cardíaca coronária, especialmente aquelas com infarto do miocárdio. Além disso, ouvir música pode ter um efeito benéfico sobre a pressão arterial sistólica, frequência cardíaca, frequência respiratória, qualidade do sono e dor em pessoas com doença cardíaca coronária.
Aliado a isso, o audiohacking utiliza conceitos e técnicas da programação neurolinguística (PNL). Os sons são empregados como uma técnica para reprogramar o cérebro e alterar padrões de pensamento e comportamento.
De forma geral, o audiohacking pode ser entendido também como uma forma de sound healing. O sound healing é uma prática terapêutica que utiliza o som para promover a harmonia e o relaxamento do corpo e da alma.
Outra fonte de conhecimento utilizada no audiohacking é a escuta ativa. A escuta ativa no contexto do mindfulness é uma prática que envolve ouvir com atenção plena e presença total, buscando compreender não apenas as palavras que estão sendo ditas, mas também as emoções e intenções por trás delas.