Sophie é o segundo e último álbum de estúdio da cantora e produtora inglesa Sophie. É um álbum póstumo, lançado em 25 de setembro de 2024. Seu irmão, Benny Long, finalizou a produção das faixas após sua morte. Todas, exceto a primeira, têm um artista convidado.
O álbum teve cinco singles, sendo eles, respectivamente, "Reason Why", "Berlin Nightmare", "One More Time", "Exhilarate" e "My Forever".
Antecedentes Após a morte inesperada de Sophie em 2021, devido a uma queda acidental de um prédio de três andares em Atenas, começaram a ser discutidos planos de lançar suas obras ainda não lançadas. Em junho de 2021, Benny Long considerou a possibilidade de um lançamento póstumo do álbum que sucederia Oil of Every Pearl's Un-Insides, seu álbum de estreia, afirmando que tal projeto "só precisava de retoques finais".
Segundo Long, o álbum estava "quase completo" na época da morte de Sophie. A lista de faixas foi "esboçada" por ela. Como o engenheiro de estúdio dela por muito tempo, Long completou o álbum. Suas duas irmãs também estavam envolvidas no processo. Detalhes como arranjos e produção já haviam sido preparados em muitas das canções. Algumas músicas precisavam apenas de mixagem e masterização mínimas, enquanto outras estavam entre esboços e demos. Algumas discussões extensas com Sophie o orientaram na determinação da direção que cada faixa deveria tomar.
Em 21 de junho de 2024, vários vídeos e postagens apareceram no canal de Sophie no YouTube e em uma nova conta de mídia social de nome "@msmsmsm_forever", provocando um anúncio em 24 de junho de 2024. Na data anunciada, o primeiro single do álbum, "Reason Why", com Kim Petras e BC Kingdom, foi lançado junto com o anúncio do álbum póstumo autointitulado a ser lançado em setembro do mesmo ano.
A família de Sophie postou uma declaração sobre o álbum via Instagram.
Apesar de estar marcado para 27 de setembro de 2024, o álbum foi lançado em serviços de streaming dois dias antes, logo após a estreia de um vídeo de seis minutos apresentando entrevistas dos colaboradores do álbum.
Recepção Segundo o Metacritic, o álbum recebeu críticas geralmente favoráveis, com uma nota de 71 de 100 baseada em 12 críticas.
A revista americana Rolling Stone alegou que o álbum estava "cheio de sucessos extremamente inventivos" e "estabelece um novo padrão para outros músicos ultrapassarem se ousarem". O jornal britânico The Guardian definiu o álbum como "denso e imprevisível, nunca se acomodando nos ritmos fáceis de um tributo póstumo", pontuando que, embora os álbuns póstumos sejam frequentemente meios de ganhar mais dinheiro por selos ou equipes administrativas oportunistas, o lançamento de Sophie se destaca, sendo uma "declaração mais completa". A revista britânica musicOMH considerou que o álbum é "uma adição adequada ao seu legado". Para a revista britânica DIY, foi "mais comemorativo do que conclusivo - uma celebração de boas-vindas; uma mensagem de secretária eletrônica revisitada". Drew Gillis para o jornal americano The A.V. Club descreveu-o como "uma homenagem comovente, embora não consiga capturar tudo o que ela era". Jesse Dorris, da americana Pitchfork, chamou o álbum de uma "declaração agridoce, difícil de definir e invulgarmente segura de um dos maiores tomadores de riscos do século XXI", enquanto Josh Korngut, da canadense Exclaim! considerou-o bem-sucedido, mas "não exatamente um projeto da SOPHIE".
No entanto, Alex Rigotti, para a britânica NME, teve uma opinião menos positiva, opinando que "há uma impessoalidade corrosiva que assola muitas das faixas" e chegando à conclusão de que "o álbum não executa totalmente a visão única de SOPHIE". Karl Smith, para a britânica The Quietus, declarou que "a ausência de SOPHIE é mais intensamente sentida nas muitas lacunas neste álbum póstumo de colaborador convidado", com muitas das características de sua música "reduzidas ou, em alguns casos, completamente inexistentes". Charles Lyons-Burt, para a americana Slant Magazine, sentiu que "sem sua mistura patenteada de humor brincalhão e expressividade sincera para guiar o projeto, [o álbum] parece mais uma recriação do ChatGPT da marca única do pop de uma verdadeira visionária". Escrevendo para a britânica Resident Advisor, Sasha Geffen opinou que o "segundo álbum subdesenvolvido revela o quanto do impacto de sua música veio de seus detalhes finais" e sente que, no álbum, faltava o "som propulsor e dinâmico da música que SOPHIE compartilhou poucos meses antes de sua morte", incluindo sua "HEAV3N livestream" de 2020.
Faixas Créditos retirados da versão em vinil. Todas as faixas foram produzidas por Sophie e Benny Long.
Notas
"Always and Forever" tem uma interpolação de "One Man", da Chanelle.
Créditos Sophie – produção Benny Long – produção Alex Evans – mixagem Matt Colton – masterização Renata Baksha – direção criativa, fotografia XK Studio – arte da capa International Magic – design, gatefold Calum Morton – consultoria artística
Categoria:Álbuns póstumos Categoria:Álbuns de 2024