direita|thumb|150px|O brasão da Sertã inclui a inscrição "Sartago Sternit Sartagine Hostes" (A Sertã derruba os seus inimigos com uma sertã), uma referência à lenda.
A lenda da Celinda, por vezes também chamada lenda da fundação da Sertã é uma tradição oral, mas entretanto vertida em prosa escrita, que atribui a edificação do Castelo da Sertã a Sertório e data de 74 a.C,Quinto Sertório um militar romano exilado por motivos políticos, que liderou os povos da Península Ibérica contra os exércitos da República Romana. .
A cerca de 80 a.C., Quinto Sertório chegou à Península Ibérica e aliou-se aos lusitanos, tornando-se num líder de carisma comparável a Viriato (assassinado a 139 a.C.).
Segundo a lenda, nas lutas ocorridas pela conquista da Lusitânia houve um ataque romano ao castelo, no qual pereceu o seu chefe. Ao saber da notícia, e apercebendo-se que o inimigo chegava às muralhas, a sua esposa Celinda subiu às ameias com uma enorme sertã ou sertage (um tipo de frigideira quadrada), cheia de azeite a ferver, na qual fritava ovos, lançando o azeite fervente sobre os soldados que se dispersaram. Obteve, desse modo, tempo para que chegassem reforços dos lugares mais próximos. Teria sido assim que o nome Sertã foi dado ao lugar.
Para uma pequeníssima animacão sobre a lenda ver aqui.
Em 2024, no contexto da celebração dos 194 anos da Filarmónica União Sertaginense, esta orquestra encomendou ao compositor Nuno Osório uma peça musical, uma fantasia musical inspirada na Lenda da Celinda. https://www.molenaar.com/details/1/20820/en
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