Vaanes Aravelênio (; ; ) foi um nobre armênio (nacarar) do da família Corcorúnio, ativo no correinado de e .

Nome

Vaanes () é a forma latina do teofórico armênio Vaã (, Vahan), que derivou de Vaagne (, Vahagn). Vahagn, por sua vez, foi um deus da mitologia armênia que derivou seu nome do parta Varragne (*Warhragn) / Vartagne (*Warθagn), do persa antigo Vertragna (Vṛθragna) e do avéstico Veretragna (vərəθraγna), que era o nome de um dos deuses do panteão iraniano. Como teofórico foi citado em armênio como Verã (Vrām), em persa médio como Vararã (Warahrān) e Varã (Wahrām), em grego como Boanes (, Boánes), Baanes (, Baánēs), Baranes (, Baranēs), Baânio (, Baanios), Uarrames / Varrames (, Ouarrámes), Barã (, Baram), Baramo (, Báramos) e Baram(a)anes (, Baram(a)anēs), em georgiano como Barã (, Baram), em latim como Veramo (Veramus) e Vararanes e em persa novo como Barã (, Bahrām).

Contexto

thumb|upright=1.05|Dinar de thumb|upright=1.05|Soldo de Teodósio I

Em 387 foi firmada a Paz de Acilisena entre o imperador e o xainxá que dividiu o Reino da Armênia em duas zonas de influência, a romana (ocidental) e a sassânida (oriental). Na porção ocidental, governou , enquanto na oriental, . Parte da nobreza armênia decidiu permanecer junto de Ársaces, enquanto outros optaram por permanecer com Cosroes.

Vida

A parentela de Vaanes é desconhecida, exceto que pertenceu à família Aravelênio. Quando ocorreu a divisão da Armênia, optou por permanecer com Ársaces, mas ao ser falsamente acusado por seus parentes de Sispiritis perante o rei, quis fugir à Armênia Oriental e recebeu ajuda de Surena, Vaanes e Axídares. Durante a tentativa de fuga, foram impedidos pelo exército de Ársaces e foram obrigados a esperar um momento mais oportuno. Isaque conseguiria fugir primeiro, mas os demais continuaram esperando. Quando Ársaces começou a transferir seu tesouro da fortaleza de Ani (atual Quemaque, na Turquia) para Sofena, os três o roubaram e fugiram sob perseguição de Samuel Mamicônio. Esconderam-se numa caverna e foram sitiados pelas forças de Samuel até que foram resgatados por Isaque acompanhado do exército de Cosroes. Depois, foram escoltados à corte de Cosroes, que os recebeu com louvor pelo feito.

Bibliografia

Categoria:Armênios do século IV Categoria:Família Aravelênio Categoria:Armênios do Império Sassânida Categoria:Romanos antigos do século IV