Athelia termitophila é uma espécie de fungo do género Athelia. O género, descrito em 1818 por Christiaan Hendrick Paarson é o teleomorfo de Fibularhizoctonia. Este fungo produz esclerócios, nesta espécie chamados também de bolas de cupim, porque imita os ovos dos cupins-do-solo
Este fungo é visível como uma fina camada branca, branco acinzentado ou creme pálido, de aspecto aveludado e às vezes com rachaduras leves, com basídio facilmente separável do substrato. Esta espécie foi descrita no Japão e não se têm dados de sua presença em outros lugares.
Sua característica distintiva respeito a outros fungos do gênero Athelia é a criação de esclerócitos, uma massa compacta de micélio endurecido contendo reservas alimentares, que estimula os cupins-do-solo a cuidar delas.
Taxonomia O nome A. termitophila foi dado para referir-se a sua associação com os cupins-de-solo (em ingles Termite)
Holótipo: JAPÃO, Prefeitura de Tottori, Tottori, Katsurami, em um ramo morto de uma árvore de folhas largas, coletado por H. Yokoi 13 de abril de 2011.
Descrito por N. Maek., Yokoi & Sotome, como tendo basídios aveludados, finos e himênio liso, com a superfície do branco, ao creme pálido ou até branco acinzentado.
Basídios supinos, levemente adnatos, efuso, fino e frágil; superfície himenial branca, branca-cinzenta ou até creme pálida quando em cultivo, virando ocra-pálido ou ocra, liso, reticulado ou continuo, às vezes rachado, quando seco; margem de branco a branco-cinzento quando fresco, indeterminado. Sistema hifal monomitico, hifas de 2.5-5,5 μm de diâmetro, liso, com paredes mediano-finas, com septos simples, mas às vezes com conexões a grampo no septo no subículo, parcialmente incrustado com um material parecido com cristal. Lepto cistídio raramente presente no himênio, com paredes finas, sem grampo basal. Basídio clavada, com paredes finas e septos simples na base, produzindo 4 sterigmata. Basidiósporos elipsoides a ovoidal.
Classificação Segundo o database do Index Fungorum, 31 espécies são consideradas parte do Genus Athelia, algumas das quais tem sido estudadas em cultura. Ainda, algumas destas tem sido observadas produzindo esclerocitos nos micelios em cultura. [A. arachnoidea (Berk.) Jülich (Stalpers, 1978); A. epiphylla Pers., A. neuhoffii (Bres.) Donk (Stalpers, 1978), A. psychrophila (Stalpers & R. P. de Vries) P.M. Kirk (as Fibularhizoctonia psychrophila Stalpers & R.P. de Vries; de Vries, de Lange, Wosten, € & Stalpers, 2008)].
Dados para estudos filogenéticos estão disponíveis somente para poucas espécies.
A. laxa foi transferida para o genus Lyoathelia por Hjortstam e Ryvarden (2004)
Interações Embora o estagio de vida independente da sua interação com os cupins-do-solo seja pouco conhecido, existe um estudo que conecta sua fase de vida parasítica em forma de esclerócio, as baixas temperaturas com sua habilidade de competir com outros fungos decompositores de madeira.
Imitando os fungos dos cupins por forma e rastros químicos, este fungo consegue se introduzir nas colônias destes animais em maneira tão eficiente que as vezes nas colônias existem mais esclerócios que ovos de cupim. Durante as estações quentes, quando os cupins estão ativos, indicadores físico-químicos ambientais são criados dentro das colônias dentro da madeira morta. Exemplos, o ar contem menos oxigênio e específicos feromônios são secretados pela rainha e os soldados. Isso tudo afeta o crescimento micelial, inibindo-o. Em quanto isso, estes falsos ovos são protegidos e limpos pelos trabalhadores da colônia, estando assim em uma situação segura e sem competidores.
Nas estações frias, a atividade dos cupins-de-solo diminuem e a maioria se retira no subsolo. Neste período não há ovos no ninho e os falsos ovos não são cuidados pelos trabalhadores, os sinais físico-químicos mudam e os fungos germinam. Há a hipótese que o fungo possa germinar também em caso existam muitos falsos ovos em um ninho, no ponto que estes não possam ser cuidados adequadamente pelos trabalhadores da colônia.
Competição O mesmo estudo que fala sobre a interação deste fungo com os cupins-de-solo, indica uma maior resistência ao frio o que permite ao fungo de ser mais ativo e competitivo nos períodos invernais, e sobreviver em modo passivo nos meses mais quentes graças a fase de esclerócio.
Este estudo sugere que as temperaturas baixas tenham um forte efeito positivo na habilidade competitiva do A. termophila contra outro fungos degradadores de madeira. O experimento competitivo, a uma temperatura de 5°C chega a substituir os oponentes, graças a sua taxa de crescimento hifal maior nestas temperaturas. Em temperaturas maiores (25°C, temperatura ideal para vários outros fungos que degradam madeira), A. termophila acaba tendo uma velocidade de crescimento menor a de outros fungos competidores.
Referências