A Semana de Visibilidade Assexual ou Semana Ace (anteriormente chamada de Semana de Conscientização Assexual) é uma campanha de conscientização internacional, realizada anualmente durante a segunda quinzena de outubro, com o objetivo de educar sobre as vivências de assexuais. Durante essa semana, grupos assexuais ao redor do mundo organizam workshops, palestras e conferências sobre assexualidade, criam materiais acessíveis voltados para a comunidade assexual e seus aliados, ou se manifestam contra a difamação de pessoas no espectro assexual na mídia ou na cultura pop.

História Este evento foi fundado pela ativista Sara Beth Brooks em 2010, como uma campanha online dirigida à comunidade LGBT, tendo posteriormente expandido internacionalmente. Durante a Semana Ace, várias postagens informativas ou de positividade são feitas em redes sociais e blogues sobre a assexualidade. Ao redor do mundo, eventos e encontros são organizados, levantando discussão de experiências assexuais que sempre permaneceram em sua essência.

Em 2015, foi organizada a primeira Parada Assexual do Brasil na cidade de São Paulo.

Terminologia A palavra ace, que em inglês significa ás, é usada como termo guarda-chuva e inclusivo para todas as pessoas e identidades no espectro assexual, como demissexuais, assexuais estritos, a área cinza e a arromanticidade assexual, sendo o oposto de alossexual, por vezes abreviado a alo ( ou allosexual).

Em português, é comum ver traduções como assexuado, porém esse termo não é adotado pela comunidade assexual, visto que está associado à reprodução assexuada. Chamar um ser humano de assexuado pode ser considerado pejorativo ou inadequado. Porém, no passado, alguns se denominavam como assexuados.

Objetivos Os objetivos de visibilidade assexual incluem:

Promover a compreensão de que existe uma diversidade de orientações sexuais e românticas, incluindo assexualidade e arromanticidade. Ajudar as pessoas nos espectros assexual e arromântico a não se sentirem sozinhas ou "defeituosas". Ajudar outras pessoas a realmente entender o que significam assexualidade e arromanticidade, refutando os mitos sobre essas questões. Promover a compreensão de que amor e sexo não estão intrinsecamente relacionados e que a falta de um não torna o outro menos importante. Diferenciar a assexualidade de celibato, virgindade ou abstinência sexual. Promover o entendimento de que pessoas arromânticas podem sentir amor não romântico, como o queerplatônico, combatendo a amatonormatividade. Divulgar informações sobre as formas de violência, estigma, preconceito e discriminação contra assexuais e arromânticos. Promover a dignidade e os direitos humanos de assexuais. Ajudar a reduzir essas formas de violência, incluindo assédio e abuso sexual. Ajudar as pessoas a saber como apoiar essas comunidades. Divulgar informações de contato de grupos de apoio para aqueles que precisam deles.

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