Amadeu Ataliba Arruda Amaral Leite Penteado (Capivari (hoje Monte-Mor), – São Paulo, ) foi um poeta, folclorista, filólogo e ensaísta brasileiro.
Estudos linguísticos Autodidata, surpreendeu a todos por sua extraordinária erudição, num tempo em que não havia, em São Paulo, os estudos acadêmicos e os cursos especializados que se especializariam pouco depois. Dedicou-se paralelamente à poesia aos estudos folclóricos e, sobretudo, à dialectologia. No Brasil, foi o primeiro a estudar cientificamente um dialeto regional. O Dialeto Caipira, publicado em 1920, escrito à luz da linguística, estuda o linguajar do caipira paulista da área do vale do rio Paraíba, analisando suas formas e esmiuçando-lhe sistematicamente o vocabulário. Esta obra é considerada como sua melhor contribuição às Letras.
Percurso literário Sua poesia enquadra-se na fase pós-parnasiana, das duas primeiras décadas do século XX. Como poeta, não esteve à altura de seus dois predecessores, Gonçalves Dias e Olavo Bilac, mas destacou-se pelo desejo de contribuir, com suas obras, para a elevação de seus semelhantes.
Seu primeiro Livro, Urzes, revela a influência pelo Simbolismo, notadamente na parte referente aos sonetos, estética da qual se afastaria gradualmente dos volumes posteriores, Névoa e Espumas, já ligados ao Parnasianismo. Em seu último livro de versos, Lâmpada Antiga, é constituído de sessenta sonetos, os quais verifica os princípios de humildade, na análise de personalidade do ser humano e dos princípios da moral e cívica, visando diretamente ao aperfeiçoamento humano.
Academia Brasileira de Letras Foi eleito para a cadeira 15 da Academia Brasileira de Letras, na vaga de Olavo Bilac, recebido em 14 de novembro de 1919 pelo acadêmico Magalhães Azeredo.
Memória O poeta, folclorista, filósofo e ensaísta Amadeu Ataliba Arruda Amaral Leite Penteado, que residiu em São Carlos no início do século passado. Imortal da Academia Brasileira de Letras, Amadeu Amaral foi morar em São Carlos em 1893, quando sua família transferiu-se para a cidade. Lá, publicou suas primeiras poesias no jornal "O Popular", casou-se com sua prima Emília e foi redator do jornal "Correio de São Carlos", onde mantinha uma seção sobre fatos locais e publicava caricaturas.
Ainda na cidade, escreveu boa parte do livro de poesias intitulado "Névoa". Em 1940, seu nome foi atribuído à Biblioteca Municipal de São Carlos. Ele é também patrono de uma rua nos bairros Vila Marcelino e Vila Lutfalla.
Obras
Urzes, poesia (1899) Névoa, poesia (1910) Espumas, poesia (1917) Letras floridas, ensaio (1920) O Dialeto Caipira, filologia (1920) Lâmpada antiga, poesia (1924) O elogio da mediocridade, ensaio (1924) Tradições populares, folclore (1948) Obras completas de Amadeu Amaral, com prefácio de Paulo Duarte (1948).
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