Tristão de Alencar Araripe (Icó, — Rio de Janeiro, ) foi um escritor, magistrado, jurista, maçom, heraldista e político brasileiro.

Biografia

Filho do coronel Tristão Gonçalves de Alencar Araripe (revolucionário da Confederação do Equador) e de D. Ana Tristão de Araripe - intitulada, Ana "Triste", após a morte do marido - foi estudar Direito na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na então Província de São Paulo, tendo se graduado em 4 de novembro de 1845.

Passou por diversos cargos públicos, como Juiz Municipal de Fortaleza, em 1847; juiz de Direito de Bragança, na então Província do Pará, em 1854; Juiz Especial do Comércio, de Recife; Desembargador das Relações da então Província da Bahia e da Província de São Paulo (das quais foi presidente) e da Corte; Presidente do Rio Grande do Sul e da Província do Pará; Ministro do Supremo Tribunal de Justiça; ministro da Justiça e da Fazenda (no governo do Marechal Deodoro); Chefe de polícia na então Província do Espírito Santo (1856), Pernambuco (1858) e Ceará; Conselheiro de Estado; Presidente das províncias do Rio Grande do Sul e da então Província do Pará por decreto de 30 de agosto de 1885, assumindo em 5 de outubro de 1885 e sendo exonerado do cargo em 16 de março de 1886;Deputado da Província do Ceará (em três legislaturas); oficial da Imperial Ordem da Rosa, por decreto de 24 de janeiro de 1874; e Membro de inúmeras associações culturais dentre elas o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro e da Associação Maçônica Grande Oriente do Brasil. Nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal permaneceu no cargo até a sua aposentadoria, em 25 de janeiro de 1892.

Foi casado com sua prima-irmã Argentina Franklin de Alencar Lima, com quem teve oito filhos, entre os quais, Araripe Júnior, Advogado e intelectual brasileiro e Argentina de Alencar Araripe, casada com João Tomé da Silva.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 3 de julho de 1908, sendo sepultado no Cemitério São Francisco Xavier.

É Tio-Avô de seu homônimo, Marechal Tristão de Alencar Araripe (1894-1969).

Foi Maçom filiado ao Grande Oriente do Brasil Participou nas datas de 27 de Junho e 4 de Julho de 1881 de Sessão Extraordinária Eleitoral na Instituição Maçônica Grande Oriente do Brasil na qualidade como Secretário.

É autor do desenho do brasão de Fortaleza e ainda realizou a composição de projetos de escudos para todos os Estados e cidades do Brasil tais como Ouro Preto/MG, Curitiba/PR.

Bibliografia publicada Tem uma vasta obra literária, histórica e jurídica publicada, as vezes com o pseudônimo de Philopoemen. Algumas de suas obras mais importantes são:

Eleição de 1853 (Pernambuco Philopoemen, 1863); Males Presentes (Pernambuco Philopoemen, 1864); História da Província do Ceará, desde os tempos primitivos até 1850 (Tipografia do Jornal do Recife, 1867); O Rei e o Partido Liberal (Recife, 1869); Negócios do Ceará (Tipografia Imp. e Const. De J. Villeneuve& Cia., 1872); A Questão Religiosa, o Beneplácio e a Desobediência (1873); Como cumpre escrever a história pátria (1876); Patriarcas da Independência (1876); Consolidação do Processo Criminal do Império do Brasil (1876); Primeiras linhas sobre o processo orfanológico (1879); Pater-famílias no Brasil nos tempos coloniais (1880); Visconde do Rio Branco na Maçonaria (1880); Guerra Civil no Rio Grande do Sul (1881); Notícias sobre a Maioridade (1882); 25 de março. O Ceará no Rio de Janeiro (1884); Classificação das leis do processo criminal e civil (1884); Código Civil Brasileiro (1885); Neologia e Neografia Geográfica do Brasil (1885); Expedição do Ceará em auxílio do Piauí e Maranhão (1885); Independência do Maranhão (1885); Movimento Colonial da América (1893); Primeiro navio francês no Brasil (1895); Cidades petrificadas e inscrições lapidares no Brasil (1896); Primazias do Ceará (1903).

Traduções Ataque e tomada da cidade do Rio de Janeiro pelos franceses em 1711, sob o comando de Duguay-Trouin; Vida do Padre Estanislau de Campos; História de uma viagem à terra do Brasil, por João de Leri; Relação verídica e sucinta dos usos e costumes dos Tupinambás, por Hans Staden; Comentários de Álvaro Nunes Cabeça de Vaca, por Pedro Fernandes; História do Ceará – 2ª Parte (inédita).

Ligações externas Biografia no sítio do Ministério da Fazenda do Brasil Biografia no sítio do Supremo Tribunal Federal Disponibilizado pelo Center for Research Libraries. Fala com que o exmo. conselheiro Tristão de Alencar Araripe, presidente da província do Pará, abriu a sessão extraordinária da Assembléia Legislativa Provincial no dia 5 de novembro de 1885 Fala com que o exmo. sr. conselheiro Tristão de Alencar Araripe, presidente da província do Pará, abriu a 1ª sessão da 25ª legislatura da Assembléia Provincial no dia 25 de março de 1886 Relatório com que o exmo. sr. conselheiro Tristão de Alencar Araripe passou a administração da província ao exmo. sr. conselheiro João Antônio de Araújo Freitas Henriques em 15 de abril de 1886 Relatório apresentado ao Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil pelo Ministro de Estado dos Negócios da Fazenda Tristão de Alencar Araripe em junho de 1891

Categoria:Governadores do Rio Grande do Sul (Império) Categoria:Governadores do Pará (Império) Categoria:Ministros do Governo Deodoro da Fonseca Categoria:Ministros da Fazenda do Brasil Categoria:Ministros do Interior do Brasil Categoria:Ministros do Supremo Tribunal Federal (Império) Categoria:Ministros do Supremo Tribunal Federal Categoria:Deputados provinciais do Ceará Categoria:Oficiais da Imperial Ordem da Rosa Categoria:Escritores do Ceará Categoria:Naturais de Icó Categoria:Mortos no Rio de Janeiro (cidade) Categoria:Família Alencar Araripe Categoria:Heraldistas do Brasil