Joaquim Inojosa de Andrade (São Vicente Férrer, — Rio de Janeiro, ) foi um advogado, jornalista, poeta e crítico pernambucano, responsável por divulgar em Pernambuco as inovações estéticas do modernismo paulista. Sua plaquete A Arte Moderna, publicada em 5 de julho de 1924, repercutiu na imprensa e dividiu opiniões entre os que endossavam as ideias modernistas e os que defendiam uma literatura regionalista. Azevedo, 1984, p.56

Biografia thumb|esquerda|250px|A família de Joaquim Inojosa (primeiro à esquerda) em 1908 em São Vicente Férrer, com seus pais e irmãos

Nascido na zona da mata pernambucana, na Vila de São Vicente (atualmente o município de São Vicente Férrer), filho de João Inojosa de Albuquerque Andrade Lima, pernambucano, e de Ninfa Pessoa de Albuquerque Vasconcelos, paraibana de Umbuzeiro. Estudou em sua vila natal, em Timbaúba, em Recife e finalizou o curso secundário no Lyceu Paraibano em 1918. Ingressa na Faculdade de Direito do Recife em 1919, bacharelando-se em 1923. Em 1920, publica na Paraíba seu primeiro livro, Tentames. Inojosa, 1975, p.5-6

Em 1922, foi ao Rio de Janeiro secretariando uma embaixada de estudantes ao 1º Congresso Internacional de Estudantes nas Festas do Centenário. Azevedo, 1984, p. 35 Aproveita a viagem para conhecer São Paulo e, visitando a sede do Correio Paulistano, conhece Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Nessa viagem é apresentado a todo o grupo literário envolvido na Semana de Arte Moderna, e volta a Recife trazendo edições da revista Klaxon e exemplares de livros de Oswald e Mário de Andrade. Inojosa, 1975, p.25

De volta a Pernambuco, torna-se um entusiasmado divulgador do modernismo paulista, editando entre 1923 e 1924 uma revista chamada Mauricéia (em referência à Pauliceia Desvairada de Mário de Andrade), e publicando em 1924 uma plaquete intitulada A Arte Moderna, convidando os colegas paraibanos da revista Era Nova a se juntarem ao movimento modernista. Cândido, 1983, p.75

Envolve-se diretamente com os acontecimentos que levam à criação do Território de Princesa, sendo obrigado a abandonar sua terra após a Revolução de 1930. Transfere-se definitivamente para o Rio de Janeiro em 14 de dezembro de 1930, dedicando-se principalmente à advocacia e ao jornalismo. Inojosa, 1975, p.37-38 Entre 1939 e 1942, dirige no Rio o jornal Meio Dia. Inojosa, 1975, p.43-44

Obras Tentames, contos (1920) A Arte Moderna, plaquete (1924) O Brasil Brasileiro, conferência (1925) República Socialista, conferência (1933) Episódios - Campanha política de 1937 (1955) Diário de um turista apressado (1959) Diário de um estudante - (1920-1921) (1960) Crônicas de outros tempos (1963) Crítica e Polêmica (1963) Discursos e Conferências (1963) O Movimento Modernista em Pernambuco, 4 volumes (1968/1969/1984) No Pomar Vizinho (1969) Um movimento imaginário (1972) Carro Alegórico (1973) Os Andrades e outros aspectos do Modernismo (1975) A Arte Moderna - O Brasil Brasileiro, edição cinquentenária (1977) Pá de Cal (1978) 60 Anos de Jornalismo (1917/1977) (1978) 70 Atas Sabadoyleanas (1980) José Américo de Almeida - Algumas cartas (1980) República de Princesa (José Pereira X João Pessoa - 1930) (1980) Sursum Corda (1981) A Tragédia da Rosa dos Alkmins, crônicas (1984)

Bibliografia AZEVÊDO, Neroaldo Pontes de. Modernismo e Regionalismo: Os Anos 20 em Pernambuco. João Pessoa, A União Cia. Editora, 1984. CÂNDIDO, Gemy. História Crítica da Literatura Paraibana. João Pessoa, A União Cia. Editora, 1983 INOJOSA, Joaquim. Notícia Biobibliográfica de Joaquim Inojosa. Rio de Janeiro, Editora Meio-Dia, 1975. INOJOSA, Joaquim. A Arte Moderna. Rio de Janeiro, Editora Cátedra, 1984.

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