Samba pras Moças é o nono álbum de estúdio do cantor e compositor brasileiro Zeca Pagodinho, lançado em 1995, e é considerado a "obra prima irretocável" do artista. O crítico Mauro Dias, em uma coluna de crítica musical, citou este disco como "perfeito" em artigo no jornal O Estado de S. Paulo. Já Mauro Ferreira, crítico do jornal O Globo, cita o disco como um "repertório irregular", mas superior aos outros discos lançados no gênero do samba naquele ano.
Após sua relação conturbada com a gravadora RCA, Zeca entendeu que precisava se profissionalizar. Para isso, assinou contrato com a PolyGram e seus discos passariam então a ter novos personagens que seriam tão importantes para a mudança de patamar do artista, a ponto de fazerem parte do seu time de então até os dias atuais. Trata-se de Rildo Hora como produtor musical e Max Pierre como diretor artístico.
O arranjador, maestro e gaitista Rildo Hora era já um profissional considerado experimentado no meio musical, tendo produzido álbuns de sucesso de grandes nomes como Martinho da Vila e Beth Carvalho, e foi considerado o nome ideal para este novo momento na carreira de Zeca. Este foi o início de uma parceria que renderia à dupla 4 Grammys Latinos e Rildo Hora seria então considerado um Midas do Samba, colecionando mais de 150 discos de ouro em cinquenta anos de carreira.
Com o novo produtor, a sonoridade musical de Zeca se alterou e sua música passou a apresentar arranjos mais trabalhados e introduções musicais marcantes, uma receita que já vinha experimentando com Martinho da Vila, mas alcançaria seu ápice com o disco Samba pras Moças. Além de inserir uma sonoridade orquestral, o maestro introduziu uma tonalidade baiana à canção, para que ela se assemelhasse com o axé, que fazia muito sucesso na época.
Este foi o último disco em que Zeca aparece como compositor em várias faixas, tendo colaborado em 7 canções. À partir de então, o artista passaria a inserir em seus discos apenas gravações de grandes compositores do samba, além de dar oportunidade para compositores em início de carreira, pois segundo o próprio artista, "o lado artista sufoca o compositor. Em primeiro lugar, não sobra tempo. São tantos compromissos que é difícil conseguir parar para compor. E, depois, falta a inspiração."
O grande turning point para a imagem de Zeca se alterar perante o público nacional teria sido a entrevista onde o cantor foi a principal atração do programa Jô Soares Onze e Meia, em 24 de julho de 1995, feita especificamente para a divulgação deste disco. Ali, criou-se o mito de um artista alegre, comunicativo, humilde e boêmio irreparável, que lhe rendeu fama nacional a ponto de se tornar o principal garoto propaganda de uma empresa de cerveja.
O disco Samba pras Moças vendeu 300 mil cópias, atingindo disco de Platina.
Em 2020, 25 anos após o lançamento original, o álbum foi disponibilizado nas plataformas digitais em versão remasterizada.
Faixas
Certificações PaísCertificaçãoDataVendas certificadas (ABPD)1995250.000**número de vendas baseado na certificação
Categoria:Álbuns de 1995 Categoria:Álbuns de Zeca Pagodinho Categoria:Álbuns lançados pela PolyGram