Luiz Escañuela (São Caetano do Sul) é um artista visual brasileiro. Sua produção parte da cartografia histórica e combina pintura, cerâmica fria, gravura em metal e materiais industriais reaproveitados, em obras que sobrepõem referências anatômicas, experimentações com a matéria e documentação cartográfica.

Pesquisa artística Escañuela trabalha sobre cartas de posse, limite e rotas do território brasileiro, como mapas de capitanias, cartas corográficas e registros de expedições. Sobre esses mapas, aplica cerâmica fria modelada em formas anatômicas, como tendões, veias e artérias, ou grava os traçados a água-forte em chapas de ferro-velho e aço carbono, deixadas em seguida a oxidar. Os suportes incluem lona de caminhão usada, algodão cru e ferro encontrado, materiais que trazem marcas de uso anteriores ao trabalho. O procedimento sobrepõe duas escalas, a da matéria e do corpo e a do mapa oficial, e é descrito pelo artista como uma operação "contracartográfica": o documento cartográfico, produzido para registrar limites e organizar o território, deixa de funcionar apenas como registro e passa a responder às transformações do material, como a corrosão, a ferrugem e o enrugamento da cerâmica ao secar.

Biografia e carreira Escañuela cresceu na Vila Prudente, na Zona Leste de São Paulo. Formou-se no curso técnico de comunicação visual em 2009 e em design gráfico pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo em 2014. Em 2015 obteve bolsa integral para o curso de artes visuais na mesma instituição, que frequentou até 2018, e participou de sua primeira exposição coletiva, no Museu de Belas Artes de São Paulo. Sua produção inicial concentrou-se na pintura hiper-realista a óleo de fragmentos do corpo humano, reunida na primeira individual, Disrupto, na Galeria Luis Maluf, em 2019. Em 2019 foi incluído na lista Forbes Under 30 Brasil. Em 2022 realizou a individual Não Se Esqueça do Que É Épico, na Usina Luis Maluf, com texto crítico de Victor Gorgulho, participou do 19º Salão Nacional de Arte do Museu de Arte Contemporânea de Jataí e foi artista residente no Museu do Café, em programa realizado em razão do bicentenário da Independência. Realizou as exposições em dupla Carne, Pele, Luz e Metal (2023, com Leandra Espírito Santo, curadoria de Agnaldo Farias) e Corpo em bruma (2025, com Lucas Milano, curadoria de Jessica Factor). Foi finalista do Prisma Art Prize, em Roma, com a obra Dorsal Mesoatlântica. Em 2026 participou da Bienal de Arquitetura Brasileira, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, e da coletiva O elã da trama, no Apartamento 61, em São Paulo.

Ligações Externas Site Oficial: https://luizescanuela.com.br

Instagram: https://www.instagram.com/luizescanuela/

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