Renato de Azevedo Rezende Neto, assina pelo nome artístico Renato Rezende (São Paulo, 8 de Abril de 1964) é um poeta, artista visual, crítico literário, teórico da arte, curador independente, tradutor e editor brasileiro.
Iniciou seus estudos acadêmicos no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo – USP, e foi diplomado summa cum laude como Bachelor of Arts pela University of Boston – Umass/Boston, em 1989 e tem mestrado e doutorado em Processos Artísticos Contemporâneos pela UERJ. Foi pesquisador do Programa Avançado de Cultura Contemporânea – PACC – ECO/UFRJ e do Projeto Prossiga do CNPq entre 1997 e 2002. Foi professor visitante e é mestre e doutor em Arte e Cultura Contemporânea no Instituto de Artes da UERJ e pesquisador visitante do Museo Reina Sofia, em Madrid.
É autor de Ímpar (Lamparina, 2005, Prêmio Alphonsus de Guimaraens da Fundação Biblioteca Nacional), Noiva (Azougue, 2008), Coletivos (com Felipe Scovino, 2010), No contemporâneo: arte e escritura expandidas (com Roberto Corrêa dos Santos, 2011), Experiência e arte contemporânea (com Ana Kiffer, 2012), Conversas com curadores e críticos de arte (com Guilherme Bueno, 2013), Poesia e vídeoarte (com Katia Maciel, Bolsa FUNARTE 2012), Poesia brasileira contemporânea – crítica e política (2014), Flávio de Carvalho (com Ana Maria Maia, 2015) e da “Trilogia da Fantasia” (Amarração, Caroço e Auréola), entre outros.
Tem apresentado trabalhos de artes visuais em diferentes suportes em eventos como a Draw drawing London biennale (2006), o festival de poesia de Berlim (com o coletivo GRAP = rap + poesia + grafitti, 2007), o Anarcho Art Lab, em Nova Iorque (2011), e o Urbano Digital, no Parque Lage, Rio de Janeiro (2009). Em 2014 assinou, em parceria com Armando Lôbo, a obra musical Noiva – esboço de uma ópera. Em parceria com Dirk Vollenbroich em 2010 apresentou a intervenção urbana MY HEART IN RIO, no Oi Futuro de Ipanema (curadoria de Alberto Saraiva) e em 2015 S.O.S Poesia, no MAR – Museu de Arte do Rio (curadoria de Paulo Herkenhoff e Clarissa Diniz). Renato Rezende também é tradutor, editor-chefe da editora Circuito e curador.
Obras Poesia 1990 - Passagem. São Paulo: João Scortecci 1997 - Aura. Rio de Janeiro: 2AB 1999 - Asa. Rio de Janeiro: Velocípede 2000 - Leaves of Paradise. São Paulo: 100 leitores 2001 - Passeio. Rio de Janeiro: Record 2005 - Ímpar. Rio de Janeiro: Lamparina 2008 - Noiva. Rio de Janeiro: Azougue (reimpressão especial, 2019)
Romance 2011 - Amarração. Rio de Janeiro: Circuito 2012 - Caroço. Rio de Janeiro: Azougue 2013 - Auréola. Rio de Janeiro: Circuito
Crítica Literária 2010 - Guilherme Zarvos por Renato Rezende. Rio de Janeiro: Eduerj 2011 - No contemporâneo: arte e escritura expandidas (com Roberto Corrêa dos Santos). Rio de Janeiro: Circuito 2013 - Poesia e videoarte (com Katia Maciel). Rio de Janeiro: Circuito 2014 - Poesia brasileira contemporânea – crítica e política. Rio de Janeiro: Azougue
Teoria da Arte 2010 - Coletivos (com Felipe Scovino). Rio de Janeiro: Circuito 2012 - Experiência e arte contemporânea (org. com Ana Kiffer e Christophe Bident): Rio de Janeiro: Circuito 2013 - Conversas com curadores e críticos de arte (com Guilherme Bueno). Rio de Janeiro: Circuito 2015 - Flávio de Carvalho (com Ana Maria Maia). Rio de Janeiro: Azougue 2018 - Flávio de Carvalho expedicionário (com Amanda Bonan). Rio de Janeiro: Circuito 2020 - Trauma – arte contemporânea brasileira (com Juliana de Moraes Monteiro). Rio de Janeiro: Circuito
Coleções (trabalho editorial) Coleção Circuito (fonte primária sobre manifestações, tendências e práticas artísticas e culturais no Brasil de nossos dias). Editora Circuito Coleção Trás-os-mares (com Maria João Cantinho) (prosadores portugueses contemporâneos). Editora Circuito Coleção Nomadismos Argentina (com Teresa Arijón, Barbara Belloc e Sergio Cohn) (ensaístas argentinos contemporâneos). Editora Circuito e Azougue Editorial Coleção Nomadismos Brasil (com Teresa Arijón e Barbara Belloc) (ensaios de artistas brasileiros). Editora Manantial (Buenos Aires) Coleção Nomadismos México (com Teresa Arijón, Barbara Belloc) (ensaístas mexicanos contemporâneos). Editora Circuito Coleção Ataque (com Acácio Augusto) (políticas de esquerda militante no Brasil a partir de junho 2013). Editora Circuito Coleção Transversões (com Charles Feitosa) (pensamento acadêmico trans-disciplinar)
Traduções 1995 - As duas culturas e uma segunda leitura (C.P. Snow). São Paulo: Edusp 2002 - Duveen – o marchand das vaidades (S.N. Behrman). São Paulo: Bei 2003 - Caos – terrorismo poético & outros crimes (Hakim Bey). São Paulo: Conrad 2003 - Sobre a História e outros ensaios (Michael Oakeshott). Rio de Janeiro: Topbooks 2005 - Brasil experimental: arte/vida: proposições e paradoxos (Guy Brett). Rio de Janeiro: Contracapa 2005 - Mar de glória – viagem americana de descobrimento (Nathaniel Philbrick). São Paulo: Companhia das Letras 2006 - Uma questão de vida e sexo (Oscar Moore). Rio de Janeiro: José Olympio 2011 - Museu é o mundo (Hélio Oiticica). Rio de Janeiro: Azougue 2012 - La Doce (Gustavo Grabia). São Paulo: Panda 2014 - Intervenções críticas (Josefina Ludmer) (com Ariadne Costa). Rio de Janeiro: Circuito 2015 - Suturas. Um breviário (Daniel Link). (com Marcelo Reis de Mello). Rio de Janeiro: Circuito 2015 - Fala, poesia (Tamara Kamenszain) (com Ariadne Costa e Ana Isabel Borges). Rio de Janeiro, Circuito 2016 - The Conspiracy of Modern Art (Luiz Renato Martins). Londres: Brill 2017 - Long Roots of Formalism in Brazil (Luiz Renato Martins). Londres: Brill
Obras publicadas no exterior 2013 - Materialismos (Hélio Oiticica) (org. com Teresa Arijón e Barbara Belloc). Buenos Aires: Manantial 2013 - El método documental (Ana Cristina Cesar) (org. com Teresa Arijón e Barbara Belloc). Buenos Aires: Manantial 2014 - Laura Lima – the fifth floor (org.). MAMBA/Bonnenfantenmuseum 2014 - Fecha de elaboración/ fecha de vencimento (Ferreira Gullar) (org. com Teresa Arijón e Barbara Belloc). Buenos Aires: Manantial 2016 - Ímpar. (trad. Teresa Arijón). Buenos Aires: Gog y Magog 2017 - Línea de tiempo (Helóisa Buarque de Hollanda) (org. com Teresa Arijón e Barbara Belloc). Buenos Aires: Manantial 2019 - Hélio Oiticica – experimentar o experimental (org.). Lisboa: Oca
Curadoria 2011 - A dança (Maria Navarro). Rio de Janeiro: Midrash 2014 - Artevismo hoje. Rio de Janeiro: A Mesa (experiência 4) 2015 - Glossário dos nomes próprios (Alex Cerveny). Rio de Janeiro: Paço Imperial: São Paulo: galeria Triângulo 2015 - Ronald Duarte. Rio de Janeiro: galeria Índica 2015 - Vênus no espelho (Fernando Codeço). Rio de Janeiro: galeria Índica 2016 - Out of shape (com Jari Ortwig). Essen: TOTALE Maschinenhaus 19 2016 - Menina de ouro (Claudia Roquette-Pinto). Rio de Janeiro: Marré de si 2017 - Cassino (Heleno Bernardi). Rio de Janeiro: IED 2017-2018 - Flávio de Carvalho expedicionário (com Amanda Bonan). Brasília e São Paulo: Caixa Cultural
Arte pública 2010 - Eu posso perfeitamente mastigar abelhas vivas. Curadoria de Alberto Saraiva. Rio de Janeiro: Oi Futuro Ipanema 2011 - MY HEART IN RIO (com Dirk Vollenbroich). Curadoria de Alberto Saraiva. Rio de Janeiro: Oi Futuro Ipanema 2015 - S.O.S. POESIA (com Dirk Vollenbroich). Curadoria de Paulo Herkenhoff e Clarissa Diniz. Rio de Janeiro: MAR – Museu de Arte do Rio
Filmes 2015 - Filme de artista (com Cláudio Oliveira e Roberto Corrêa dos Santos) 2016 - Fomos filosofia e poesia... seremos crime? (com Charles Feitosa e Vinicius Nascimento)
Referências: livros, resenhas e artigos BARBOSA, Luiz Guilherme. “Romances de artista”. Rascunho, junho 2013 BARBOSA, Luiz Guilherme. “Uma e três críticas”. Prefácio: REZENDE, Renato. Poesia brasileira contemporânea: crítica e política. Rio de Janeiro: Azougue, 2014 BASILIO, Astier. “A metafísica do mínimo: um passeio pela poesia de Renato Rezende”. A União, João Pessoa, 29 e 30 junho 2002 BASILIO, Astier. “Poeta carioca redescobre-se em Ímpar”. Jornal da Paraíba, 23 de fevereiro de 2006 BOSCO, Francisco. “Morrer como programa”. Revista Cult, 128, setembro 2008 BUARQUE DE HOLLANDA, Heloísa. “Aura, de Renato Rezende”. www.klickescritores.com.br BUENO, Alexei. “Passeio”. Prefácio: REZENDE, Renato. Passeio. Rio de Janeiro: Record, 2001 CARPINEJAR, Fabrício. “Uma escritura que não se ofende com o sujo, o escatológico”. Suplemento de Cultura, OESP, 13 de maio de 2007 CARPINEJAR, Fabrício. “Vou comprar dúvidas no mercado público (ou As cidades visíveis e invisíveis”). VOX XXI, n. 17, abril 2002 COELHO, Joaquim-Francisco. “Renato Rezende”. In: Os meus orfeus. Asa: Porto, 2001 CORRÊA DOS SANTOS, Roberto. “Em algum solo da dor [a propósito de Auréola, de Renato Rezende]. Confrariadovento, junho 2014 DAMAZIO, Reynaldo. “Amarração”. Guia Folha, Folha de S.Paulo, 28 de julho 2012 DINIZ, Clarissa. “Coletivos”. Revista Dasartes, n. 2, abril/maio 2011 DINIZ, Júlio. “Alguns rabiscos e rasuras sobre poesia brasileira”. In: FARIA, Alexandre (org.). Anos 70 – poesia & vida. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2007 DINIZ, Julio. “Aura”. Poesia Sempre, n. 9, março 1998 FAGUNDES, Igor. “Do sagrado amor”. Rascunho, n. 103, novembro 2008. Reimpresso em: FAGUNDES, Igor. 33 motivos para um crítico amar a poesia hoje. Rio de Janeiro: Multifoco, 2011 FAJARDO, Elias. “Amarração”. O Globo online, 19 de novembro de 2012 FLORIDO CÉSAR, Marisa. “S.O.S. POESIA – Renato Rezende e Dirk Vollenbroich”. Revista Dasartes, n. 30, maio, 2015 GONÇALVES, Guilherme. “Entre...”. Revista Usina, 15 de junho de 2014 HENRIQUE DA COSTA, Cristina. “S.O.S. POESIA: a metáfora viva de Paul Ricouer e a imaginação poética hoje”. In: SILVEIRA RIBEIRO, Gustavo; PINHEIRO, Tiago Guilherme; HORTA NASSIF VERAS, Eduardo (orgs.). Poesia contemporânea – reconfigurações do sensível. Belo Horizonte: Quixote+Do Editoras Associadas, 2018 HERKENHOFF, Paulo. “S.O.S. Poesia / MAR extracúbico”. In: S.O.S. POESIA. Catálogo da exposição. Rio de Janeiro: Circuito/MAR, 2015. JUNQUEIRA, Ivan. “Aura: raro ouro”. In: O fio de dédalo. Rio de Janeiro: Record, 1998 LEILA, Állex. “Noiva, de Renato Rezende”. Via Atlântica, n. 15, junho 2009 LOSSO, Eduardo Guerreiro Brito. “Mística secularizada na poesia brasileira contemporânea: leitura de Noiva, de Renato Rezende”. In: REIS PINHEIRO, Marcus; LUCCHETTI BINGEMER, Maria Clara (orgs.). Mística e filosofia. Rio de Janeiro: Editora da Puc-Rio, 2010 LOSSO, Eduardo Guerreiro Brito. Renato Rezende por Eduardo Guerreiro B. Losso. Coleção Ciranda da Poesia. Rio de Janeiro: Eduerj, 2014 MANNARINO, Ana. “No contemporâneo: arte e escritura expandidas”. Arte & Ensaios, n. 23, novembro 2011 MARQUES, Fernando. “Em busca das palavras essenciais”. Prosa & Verso, O Globo, 29 de dezembro de 2001 MARQUES, Fernando. “Morte e renascimento”. Pensar, Correio Braziliense, 18 de março de 2006 NAZAR DAVID, Sérgio. “A Ítaca de Renato Rezende”. Matraga, v. 14 jul/dez. 2007 NUNES, Célio. “Renato Rezende: do simples ao mito”. Arte & Palavra. Suplemento Cultural do Jornal da Manhã, Aracaju, n. 25, outubro 1992 OLIVEIRA, Cláudio. “O caroço-oco de Renato Rezende – ou do escrito, do amor e de seus dejetos”. Posfácio: REZENDE, Renato. Caroço. Rio de Janeiro: Azougue, 2013 OLIVEIRA, Cláudio. “Uma noiva assassina”. Revista Cult online, dez. 2016 OLIVEIRA, Nelson. “A contemplação do mundo que se dissolve no ar”. Página Central, n. 16, abril 1999 PALACIO GAMBOA, Martín. “Renato Rezende”. In: Bicho de siete cabezas. Córdoba: Detodoslosmares, 2014 PEREIRA, Rogério. “Passeio entre minas e flores”. Rascunho, n. 25, maio 2002 PETRONIO, Rodrigo. “Escrita como uma forma de travessia”. Prosa & Verso. O Globo, 13 de fevereiro de 2007 PETRONIO, Rodrigo. “Vazio pleno”. Revista Desenredos, n. 19, dezembro 2013 PINHEIRO, Marcelo. “Pulsating Art”; “Arte pulsante”. Arte!Brasileiros, n. 2, março 2010; n. 8, março 2011