thumb|direita|200px|Muitas vezes, subúrbios são considerados cidades-dormitórios. Na foto, subúrbio de Colorado Springs, no Colorado, nos Estados Unidos. Cidade-dormitórioAcademia Brasileira de Letras. Disponível em http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23. Acesso em 5 de abril de 2013. é uma designação usada para se referir a aglomerados urbanos surgidos nos arredores de uma grande cidade tipicamente para servir de moradia a trabalhadores da cidade-núcleo da região. Geralmente, a divisão entre subúrbios e cidades-dormitórios é imprecisa, devido à conurbação das cidades. Cidades-dormitórios costumam estar ligadas por meios de transporte de massa aos locais de trabalho da maioria de seus residentes.
Um resumo da definição "cidade-dormitório" pode ser o seguinte: cidades-dormitório são aquelas em que as atividades existentes não são suficientes para empregar e fixar a sua população ativa, o que leva a maioria dos moradores a se deslocarem diariamente para a cidade mais próxima (em geral, a capital do estado ou uma cidade populosa) para, aí, exercer a sua profissão.
Um grande exemplo de cidade-dormitório é no Paraná, em Almirante Tamandaré, onde não há empresas, universidades, indústrias, hipermercados, shoppings centeres ou comércio, assim obrigando os moradores virem a trabalhar em Curitiba, voltando apenas à noite para dormir.
Outros exemplos de cidade dormitório: Carapicuíba, Jandira, Taboão da Serra e Cotia, são cidades dormitórios para Osasco e Barueri, com indústria, polos educacionais e um setor de serviços forte na Grande São Paulo.
Assim como Limeira e toda a Grande Americana figuram como dormitório para Campinas, no interior de São Paulo.
Nos Estados Unidos e na Europa
Cidades-dormitório surgiram em vários países do primeiro mundo nos anos 1950, com a migração de pessoas do centro das cidades para os subúrbios em busca de qualidade de vida. Esse movimento está também associado com o baby boom, o crescimento da população dos Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial, levando à construção de novas áreas residenciais para atender a uma crescente demanda por moradia.
Nesses países, o estabelecimento de cidades-dormitório foi acompanhado pela criação de uma vasta rede de autoestradas e trens de subúrbio para atender às necessidades de transporte do trabalho para o lar.
Nos países em desenvolvimento thumb|direita|200px|A Cidade Tiradentes, distrito do subúrbio de São Paulo, no Brasil, possui o maior aglomerado de conjuntos habitacionais da América Latina Os países em desenvolvimento sofrem, ou sofreram, com o êxodo rural, que é a migração de pessoas do campo para as cidades em busca de emprego e qualidade de vida. Na maioria destes países, a migração exagerada levou ao surgimento de cidades dormitório para abrigar os migrantes. Tais cidades, geralmente, apresentam sérios problemas de infraestrutura devido ao rápido crescimento e falta de planejamento, agravados pelo fato de essas cidades, muitas vezes, não possuirem nenhuma renda, servindo simplesmente como uso residencial.
Algumas cidades-dormitórios estão tentando contornar essa situação através da criação de empregos: por exemplo, a cidade brasileira de Duque de Caxias investe na criação de um polo industrial gás-químico, porém a maior parte dos seus funcionários graduados moram no Rio de Janeiro, que é uma cidade vizinha. Como resultado, a cidade possui o 13º maior produto interno bruto do país, mas convive com situações de abandono.
Muitas vezes, bairros ou distritos da metrópole também podem ser considerados cidades-dormitório: é o caso de Cidade Tiradentes, que, apesar do nome, é um distrito do extremo leste da cidade de São Paulo. Cidade Tiradentes conta com o maior aglomerado de conjuntos habitacionais da América Latina e com uma população de mais de 200 000 habitantes. Apesar do comércio da região, muitos vão até o centro da metrópole a trabalho, principalmente a regiões como o Centro de São Paulo, Avenida Paulista, Itaim Bibi e Santo Amaro. Cidades vizinhas de São Paulo se tornaram cidades-dormitório de São Paulo, como Ferraz de Vasconcelos, Suzano, Mogi das Cruzes (um importante polo industrial), Itaquaquecetuba, entre muitas outras.
Brasil Principais "cidades-dormitórios"
Alvorada Águas Lindas de Goiás Ananindeua Aparecida de Goiânia Belford Roxo Cabedelo Cariacica Ferraz de Vasconcelos Gravataí Ibirité Itapecerica da Serra Itaquaquecetuba Jandira Japeri Lauro de Freitas Luziânia Maracanaú Maranguape Mesquita Nilópolis Paracambi Paulista Carapicuíba Poá Queimados Ribeirão das Neves Santana São José Simões Filho Várzea Grande Viamão
Outras Cidades que, apesar de apresentarem alto desenvolvimento econômico, e/ou uma considerável "independência" em termos de serviços, ainda possuem boa parte de sua população economicamente ativa trabalhando na cidade-núcleo, sendo seu produto econômico muito dependente da proximidade com essa cidade principal.
Araucária Americana Barueri Betim Camaçari Caucaia Contagem Diadema Duque de Caxias Guarulhos Hortolândia Jaboatão dos Guararapes Jaraguá do Sul Mauá Mogi das Cruzes Niterói Itapevi Nova Iguaçu Osasco Santo André São Bernardo do Campo São Caetano do Sul São José dos Pinhais São Gonçalo São Vicente Serra Sumaré Suzano Várzea Paulista Vila Velha
Ver também Cidade-satélite Subúrbio
Dormitorio Categoria:Conceitos urbanísticos Categoria:Terminologia de estudos urbanos e planeamento