Marko Perković (Čavoglave, 27 de outubro de 1966), conhecido pelo seu nome artístico Thompson é um músico croata, vocalista da banda Thompson desde 1991.
Perković nasceu na vila de Čavoglave, na RS da Croácia, na então Iugoslávia,. Ele participou da Guerra da Independência Croata, durante a qual iniciou sua carreira com a música patriótica Bojna Čavoglave (Batalhão Čavoglave). Em 2002, ele iniciou sua primeira grande turnê após o lançamento do álbum E, moj narode (Ah, meu povo). Desde 2005, ele organiza uma celebração não-oficial do Dia da vitória em sua vila de nascimento.
Ele foi proibido de se apresentar em vários países por causa de suas simpatias fascistas. Em particular, ele celebra o Estado Independente da Croácia, o regime croata pró-nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
Vida pregressa direita|miniaturadaimagem| Marko Perković em Frankfurt Marko Perković nasceu em 1966 em Čavoglave na RS da Croácia, então parte da Iugoslávia, filho de Marija e Ante. Ele raramente via seu pai, que trabalhava como Gastarbeiter na Alemanha e raramente voltava para casa. Ele terminou o ensino médio em Split. Em 1991, a Croácia declarou independência da Iugoslávia, iniciando a Guerra de Independência da Croácia. Ele se juntou à Guarda Nacional Croata, onde recebeu a arma americana Thompson, que se tornou o apelido dado por seus companheiros de batalha.
Foi quando ele defendeu sua vila natal que Perković se inspirou a escrever uma das músicas mais populares durante a guerra: Bojna Čavoglave (Batalhão Čavoglave), que iniciou sua carreira musical. Em 1992, Perković realizou concertos por toda a Croácia e lançou seu primeiro álbum no mesmo ano. Ele continuou a escrever canções para elevar o moral durante a guerra. Em 1995, ele retornou ao exército croata e à 142ª brigada Drniš e se tornou um dos primeiros soldados a entrar nas cidades capturadas de Drniš e Knin durante a Operação Tempestade.
Carreira Em 15 de setembro de 2002, ele realizou seu maior show até o momento no Estádio Poljud, em Split, com cerca de 40 mil visitantes. Em 2007, ele superou o concerto de 2002 no Estádio Maksimir em Zagreb no dia 17 de junho de 2007, com a participação de 60 mil pessoas. Seu show no estádio foi transmitido ao vivo pelo canal estatal HRT plus, via pay-per-view e vários dias depois também no canal nacional principal.
Durante sua carreira, Perković citou Mate Bulić, Nightwish, Iron Maiden, AC/DC e Dream Theater como suas principais influências.Thompson: "God-willing, maybe I'll sing in English" , Slobodna Dalmacija, 17 April 2008; retrieved 24 April 2008.
Controvérsia Durante sua carreira, ele foi acusado de promover o ultranacionalismo e de glorificar os Ustaše, o regime fascista do Estado Independente da Croácia, por causa disso ele foi proibido de se apresentar na Suíça em 2009. A proibição foi posteriormente suspensa e ele continuou a fazer shows na Suíça. direita|miniaturadaimagem|250x250px| ovem rapaz vestindo uma camisa com uma legião negra, sinal da milicia Ustaše num show de Thompson.
As letras de suas músicas geralmente apresentam sentimentos patrióticos e se relacionam com religião, família, Guerra de Independência da Croácia, política e mídia, mas também contêm referências notórias a crimes de guerra. Acusada de neo-nazismo, a banda foi proibida de se apresentar em Amesterdão pelas autoridades locais em 2004, embora ele tenha realizado um show em Roterdão.
Em 2009, um show na cidade de Lucerna na Suíça foi cancelado depois que o Partido Social Democrata da Suíça pediu uma declaração urgente sobre a questão do show de Thompson, chamando Perković de fascista. Isso resultou em uma proibição de três anos da Suíça.
Como a Suíça é membro do Acordo de Schengen, Thompson foi proibido de entrar em todos os países de Schengen por um período de três anos, confirmado por Michele Cercone, porta-voz do vice-presidente da Comissão Europeia.
Perković criou polêmica ao supostamente tocar Jasenovac i Gradiška Stara (Jasenovac e Gradiška Stara), uma canção que glorifica abertamente o regime Ustaše, seus crimes contra a humanidade durante a Segunda Guerra Mundial e o genocídio aos sérvios. O Simon Wiesenthal Center apresentou queixas ao canal de televisão estatal da Croácia sobre a transmissão de um cantor acusado de expressar nostalgia pelo Ustaše, embora Perković tenha negado qualquer conexão com esse período. As queixas foram ignoradas."Wiesenthal Center slams Croatian star nostalgic for pro-Nazi regime"; accessed 5 March 2014. Perković negou ter escrito ou mesmo apresentado a música, afirmando que ele é "um músico, não um político".
Um organizador de uma turnê de Thompson pela cidade de Nova Iorque em 2007 também defendeu Perković, alegando que o músico não escreveu a música nem há uma cópia disponível em nenhum de seus álbuns. Muitos de seus fãs são conhecidos por seu ultranacionalismo, demonstrado pelos uniformes da Ustaše (incluindo chapéus pretos associados ao movimento), símbolos e faixas. No início da sua famosa música Bojna Čavoglave, Perković invoca o lema Ustaše Za dom spremni (Pela pátria, prontos).
Vida pessoal Em meados da década de 1990, ele estava em um relacionamento com a cantora croata Danijela Martinović. Embora nunca tenham se casado legalmente, eles tiveram uma cerimônia católica de casamento. Após a separação, ele buscou uma anulação da Igreja, que foi concedida pelo Tribunal Eclesiástico em Split em 2005. Assim, ele conseguiu um casamento na igreja com sua esposa Sandra, uma croata-canadense que conheceu durante um show no Canadá. Foi com Sandra que Perković tem cinco filhos.
Ele possui uma participação de 20% da estação de rádio Narodni, a estação de rádio croata de maior sucesso, notável por transmitir exclusivamente canções croatas. O papa Bento XVI recebeu Perković em uma audiência em dezembro de 2009.
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