A Universidade Federal de Ciência e Inovação de Minas Gerais (UFCIMG) é uma universidade pública federal brasileira, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), com sede em Belo Horizonte, Minas Gerais. A instituição atua na educação de nível médio e superior, abrangendo a educação profissional técnica de nível médio, cursos de graduação e pós-graduação, além de atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação, com ênfase nas áreas científica e tecnológica.
A UFCIMG possui onze unidades acadêmicas distribuídas pelo estado de Minas Gerais. Três delas estão localizadas em Belo Horizonte, nos câmpus I, II e VI, situados na Avenida Amazonas. As demais unidades estão localizadas nos municípios de Araxá, Contagem, Curvelo, Divinópolis, Leopoldina, Nepomuceno, Timóteo e Varginha. A instituição também mantém centros de referência nos municípios de Campo Belo, Itatiaiuçu e Matozinhos.
A UFCIMG possui origem na instituição anteriormente denominada Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), cuja trajetória remonta à criação da Escola de Aprendizes Artífices de Minas Gerais, em 1910. Ao longo de sua história, a instituição ampliou progressivamente sua atuação, passando da formação profissional e técnica à oferta de cursos superiores, programas de pós-graduação e atividades de pesquisa e extensão.
História direita|thumb|Árvore centenária na entrada do campus II. direita|thumb|Placa existente no campus II informando sobre estrutura do antigo curso de Engenharia de Operações da ETF-MG. Em 23 de setembro de 1909, o Presidente Nilo Peçanha, através do Decreto nº 7.566, criava a Escola de Aprendizes Artífices de Minas Gerais,Decreto Nº 7.566, de 23 de setembro de 1909, Portal da Câmara dos Deputados hoje Universidade Federal de Ciência e Inovação de Minas Gerais (UFCIMG).
Instalada na Avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte, onde funciona atualmente o Conservatório de Música da UFMG, a Escola oferecia ensino primário profissionalizante para crianças carentes de 12 a 16 anos.
Naquela época, Belo Horizonte ainda não apresentava demanda para a área industrial e, por isso, os alunos eram formados para o artesanato manufatureiro. Havia cursos de serralheria, sapataria, ourivesaria, marcenaria e carpintaria.
Somente em 1942, com a industrialização, é que a escola se tornou técnica, primeiro com o nome de Escola Técnica de Belo Horizonte e, em 1959, com a denominação de Escola Técnica Federal de Minas Gerais. Em 30 de junho de 1978, a instituição se transformou em CEFET-MG, a partir da aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional.
Essa mudança representou um grande avanço institucional, uma vez que ampliou as possibilidades de oferta de educação tecnológica em nível superior, incluindo graduação, pós-graduação lato sensu e licenciatura, além dos cursos técnicos, de educação continuada e das atividades de pesquisa.
Em 2011 tomou posse o diretor-geral Márcio Silva Basílio, com campanha de conduzir o Centro à transformação em Universidade Tecnológica Federal
Escola de Aprendizes Artífices de Minas Gerais A Escola de Aprendizes Artífices de Minas Gerais (EAA-MG) foi criada em 23 se setembro de 1909.
O arquivo morto do CEFET-MG, relacionado com o EAA-MG, limita-se apenas a um livro de ata com o resultado das avaliações realizadas em todas as turmas no final dos anos de 1928 a 1939 e livros sobre treinamento dos alunos da EAA-MG em ações militares conhecidos como tiro de guerra.
Em 1914, o jornal A Tarde faz uma denúncia contra o diretor Sr. Antônio Augusto Ferreira Leal. Segundo a publicação, quase todo o corpo docente da EAA-MG era substituído por amigos do Sr. diretor, o que acabou por chamar a atenção do ministro para o devido fato.Escola de Aprendizes Artífices de Minas Gerais: origem do CEFET- MG, na voz de seus alunos pioneiros (1910-1942).
Entre os trabalhos produzidos nas oficinas da EAA-MG, podemos destacar os seguintes: mesas, armários diversos, porta-vasos, estantes, aparelho para o ensino de leitura, jóias de ouro e prata, mezaninos, pás e enxadinhas para jardinagem, caixa para depósito de água, jogo de ferramenta para moldador, além de muitos outros objetos.
Escola Técnica Federal de Minas Gerais Em 1942, com o início da industrialização de Belo Horizonte e das cidades da Região Metropolitana, é que a escola se tornou técnica, primeiro com o nome de Escola Técnica de Belo Horizonte e, em 1959, com a denominação de Escola Técnica Federal de Minas Gerais.
Segundo pesquisas, os professores de Educação Física da Escola Técnica Federal de Minas Gerais elegiam a aptidão física e o esporte como referenciais importantes na organização dos planejamentos pedagógicos. Havia forte caráter disciplinar na área e ainda a presença de normas e valores das instituições esportiva e militar no ambito escolar.
Em 1958 foi pintado o Painel "Ceia" da Sala de Convivência dos Professores, ano da inauguração do Campus I, pelo artista João Guimarães Vieira, o Guima. A obra foi doada pelo Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria. A obra tornou-se um dos ícones da instituição.
Pioneirismo na assistência estudantil direita|thumb|Cantina no hall do campus I. direita|thumb|Cantina no campus II. Alguns programas de assistência estudantil da instituição foram pioneiros no país. Cabe destacar o Programa de Alimentação, iniciado na década de 1980, através de bolsas aos estudantes, e que era custeado em 70% pela instituição. Nesta ocasião a ASCEFET administrava a cantina, atendendo os alunos bolsistas.
Em 1984, o CEFET, através da Seção de Assistência ao Estudante (SAE) passou a administrar o Programa de Alimentação. O Governo Federal através do Programa Estadual de Alimentação Escolar (PEAE) enviava alguns gêneros. Os estudantes participam ativamente, doando utensílios, trabalhando na produção das refeições e no cultivo de uma horta comunitária no campus II. E já no próximo ano ocorre a reforma das instalações físicas, adequação nos cardápios, ampliação do atendimento de 120 para 200 refeições diárias (em 1987 esse número seria aumentado para 300 refeições diárias).
Com a implantação de políticas neoliberais na década de 1990, aliada a um fortíssimo arrocho orçamentário contra a instituição, os programas de assistência estudantil entraram em colapso. Houve a redução de verbas institucionais, a extinção da FAE e o fim da remessa de gêneros pelo PEAE. além disso, ocorreu o fim do recolhimento da taxa de matrícula dos estudantes pelo então CEFET-MG, passando a ser arrecadada pela Caixa Escolar, alterando o programa em sua estrutura.
Por iniciativa e pressão da comunidade acadêmica, em meados de 1995 ocorreram novos investimentos em equipamentos e pessoal. Houve a ampliação para 300 refeições/turno. Os profissionais da assistência estudantil passam a ter a sua ação restrita à seleção e acompanhamento dos estudantes, ficando a administração do programa sob a responsabilidade da Caixa Escolar. Já em 2002, no campus II, passou a ocorrer o fornecimento de bolsas emergenciais aos estudantes em risco de evasão, para cobrir gastos com alimentação.
Em 2004 há nova reestruturação do Programa. Em 2009 aconteceu a inauguração do restaurante do então CEFET-MG no campus II, universalizando o atendimento aos estudantes e estendendo à participação dos servidores, e 2010 é o ano da inauguração das novas instalações do restaurante do campus I, com capacidade para 2.000 refeições/dia, com universalização do atendimento aos estudantes estendendo à participação dos servidores.
Lei 15.521/2026 e transformação em universidade Em 24 de setembro de 2026 foi sancionada pelo presidente Lula da Silva a Lei nº 15.521/2026, que transformou o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) e o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET-RJ) em universidades federais de ciência e inovação. O CEFET-MG se transformou em Universidade Federal de Ciência e Inovação de Minas Gerais (UFCIMG).
Unidades miniaturadaimagem|Campus III - Leopoldina thumb|direita|Portaria do Campus VII - Timóteo Campus Campus I - Belo Horizonte (sede) Campus II - Belo Horizonte Campus III - Leopoldina Campus IV - Araxá Campus V - Divinópolis Campus VI - Belo Horizonte Campus VII - Timóteo Campus VIII - Varginha Campus IX - Nepomuceno Campus X - Curvelo Campus XI - Contagem
Centros de Educação Tecnológica CET - Itabirito FUNEC - Fundação de Ensino de Contagem
Diretoria de Pesquisa e Pós-Graduação A Diretoria de Pesquisa e Pós-Graduação (DPPG) se ocupa da proposição, implementação e acompanhamento dos cursos de pós-graduação stricto e lato sensu, bem como da política de incentivos e de acompanhamento da pesquisa realizada na Instituição.
A DPPG conta em sua estrutura organizacional, com quatro coordenações gerais:
Coordenação do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu Coordenação de Programas de Fomento à Pesquisa e Pós-Graduação Coordenação de Divulgação Científica e Tecnológica Coordenação de Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual
A UFCIMG tem sete cursos de mestrado recomendados pela Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e quatorze de especialização. A Instituição conta com quarenta grupos de pesquisa no âmbito dos quais convivem professsores-pesquisadores e alunos dos níveis médio, graduação e pós-graduação e cuja produção tem sido divulgada e publicada em eventos técnicos e científicos nacionais e no exterior.
Ensino técnico A UFCIMG oferece as seguintes opções de cursos técnicos em suas diversas unidades pelo estado de Minas Gerais: direita|thumb|Vista do campus I do UFCIMG, localizado na avenida Amazonas, em Belo Horizonte.
Integrado thumb|Banda militar a tocar no aniversário de 100 anos de educação tecnológica do então Cefet-MG. Para o ensino técnico integrado, o aluno selecionado faz o curso técnico na UFCIMG integradoConforme parecer CNE/CEB Nº 39/2004, o "… curso integrado entre ensino médio e ensino técnico não pode e nem deve ser entendido como um curso que represente a somatória de dois cursos distintos…" ao ensino médio, obedecendo à opção de curso técnico feita no processo seletivo. Nesse caso, o aluno deve ter concluído o 1° ano do ensino médio, para assim dar início ao curso técnico.
No ENEM de 2008, as unidade de Divinópolis e Araxá (com a pontuação final de 68,96 e 66,56, respectivamente) apareceram em 1º lugar entre as escolas públicas das respectivas cidades. Em Leopoldina, o então CEFET-MG atingiu 66,14, ficando com a 1ª colocação entre todas escolas do município, incluindo as particulares. A unidade de Timóteo obteve uma nota de 60,14, sendo que neste ano ocorreu a sua primeira participação no exame.
A unidade do então CEFET-MG em Belo Horizonte obteve média de 70,46 e entrou na lista das 20 melhores escolas públicas do Brasil. Em Minas Gerais, o então CEFET-MG ficou com a 7ª colocação entre as escolas públicas, sendo que apenas a nível municipal, conquistou o 3º lugar entre as escolas públicas de Belo Horizonte.
Em 2014, o campus I e a unidade Timóteo ficariam em 8º e 9º lugar entre as escolas públicas do Brasil no ranking das notas do ENEM, ambas com média de 658 pontos.
Concomitância externa Para o ensino técnico com concomitância externa, o aluno selecionado faz o curso técnico na UFCIMG simultaneamente ao ensino médio cursado em outra instituição. Nesse regime, o aluno deve estar cursando, o 2º ou 3º ano do ensino médio, para efeito de matrícula no respectivo curso técnico.
Subsequente Para o ensino técnico subsequente, o aluno aprovado no processo seletivo e portador do certificado de conclusão do ensino médio ou equivalente, pode iniciar o curso de nível técnico pretendido. Ensino superior