Os impactos ambientais da mineração são diversos e apresentam-se em diversas escalas ocorrer por meio de práticas de mineração direta e indireta, resultando desde problemas em escalas locais específicos até alterações biológicas, geomorfológicas, hídricas e atmosféricas de grandes proporções, entre os quais, erosão, fossas, perda de biodiversidade ou contaminação do solo, águas subterrâneas e águas superficiais pelos produtos químicos emitidos nos processos de mineração. Esses processos também têm um impacto na atmosfera, especialmente com as Emissões de CO2 que afetam a qualidade da saúde humana e da biodiversidade. Alguns métodos de mineração podem ter efeitos ambientais e de saúde pública tão significativos que as empresas de mineração em alguns países devem seguir rigorosos códigos ambientais e de reabilitação para garantir que a área minerada retorne ao seu estado original.
Impactos genéricos thumb|upright=1.3|Imagem de satélite de Brumadinho antes e depois de rompimento da barragem, em 2019. Abaixo das formas de relevo e das coberturas vegetais estão os recursos minerais. Para que estes sejam úteis à economia, precisam ser retirados da crosta terrestre, em um procedimento que causa grandes impactos ambientais.
Em uma extração a céu aberto, como na exploração do minério de ferro ou de manganês, há que se retirar a camada de cobertura vegetal que protege o solo e até mesmo o próprio solo, para então se chegar às camadas rochosas onde se encontram os minérios. Podemos identificar aí a primeira agressão feita pelas atividades extrativistas minerais ao meio ambiente natural. Após a devastação da mata e do solo, as formas de relevo também vão sendo alteradas, já que suas estruturas rochosas são retiradas para o aproveitamento dos minerais. No Brasil, este fato é perceptível em Itabira, Minas Gerais, por exemplo, onde montanhas inteiras foram retiradas da paisagem original.
Contudo, nem tudo o que é retirado da paisagem é aproveitado como recurso mineral, há toneladas de rejeitos, os quais são constantemente lançados em rios ou em lagoas, provocando a poluição destes cursos d'água. Pode ocorrer prejuízo à vida dos rios e lagoas, assim como à vida da população ribeirinha. Outro problema consequente da exploração de minérios a céu aberto é a poeira produzida pelas escavações, que polui o ar e provoca problemas respiratórios nos trabalhadores e nos moradores de vilas próximas.
O garimpo de ouro, por sua vez, feito por meio do desbarrancamento de encostas e da utilização do mercúrio, também cria grandes danos ao ambiente, primeiramente, ao desbarrancar as encostas dos morros com jatos d'água, os garimpeiros jogam grandes quantidades de lama nos cursos d'água, causando o assoreamento destes. Além disso, há a poluição dos rios pelo uso do mercúrio, causando a morte dos animais, dos vegetais e dos próprios humanos que se utilizam desta água.
Apesar de ter um impacto menor sobre a superfície, já que é realizada em profundidade, a exploração em minas traz grandes problemas sociais. Os trabalhadores de tais minas permanecem durante muito tempo abaixo da superfície, em ambientes insalubres pela falta de luz solar e pela má qualidade do ar, infestado de poeira saída da extração do carvão. como a do carvão em Santa Catarina.
Principais acidentes com mineração no Brasil Rompimento de barragem em Mariana, 2015 Rompimento de barragem em Brumadinho, 2019
Ver também Lista de rompimentos de barragens Problemas ambientais do Brasil
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