O Washington Examiner é uma revista de notícias conservadora estadunidense sediada em Washington, D.C., com um site e uma edição impressa semanal. Pertence ao empresário bilionário Philip Anschutz, por meio da MediaDC, subsidiária da Clarity Media Group.

De 2005 a 2013, o Examiner foi publicado como um jornal diário em formato tabloide, distribuído por toda a região metropolitana de Washington, D.C. O jornal se concentrava principalmente em notícias locais e comentários políticos. A edição local deixou de circular em junho de 2013, e o conteúdo passou a se concentrar quase exclusivamente na política nacional sob uma perspectiva conservadora. A edição impressa do Examiner deixou de ser um jornal diário e passou ao formato ampliado de revista impressa semanal.

História miniaturadaimagem|direita|upright|Um distribuidor do Washington Examiner, da época em que a publicação era um jornal diário gratuito.

A publicação que viria a se chamar Washington Examiner começou como um conjunto de jornais suburbanos conhecidos como Journal Newspapers, distribuídos não em Washington, D.C., mas apenas em seus subúrbios: Montgomery Journal, Prince George's Journal, Fairfax Journal e Arlington Journal. Os dois últimos foram posteriormente reunidos sob o nome Northern Virginia Journal. Philip Anschutz comprou a empresa controladora, Journal Newspapers Inc., em 2004. Em 1 de fevereiro de 2005, o jornal passou a se chamar Washington Examiner e adotou logotipo e formato semelhantes aos de outro jornal que Anschutz possuía, o San Francisco Examiner.

O Washington Examiner ganhou espaço nos círculos políticos conservadores e contratou muitos profissionais vindos do The Washington Times. Em março de 2013, o site DCist escreveu: "Apesar da inclinação à direita das páginas editoriais [do Examiner] e das manchetes sensacionalistas da primeira página, ele também construiu a reputação de ter uma das melhores seções locais de D.C." A cobertura local do jornal também chamou atenção. Uma reportagem do The New York Times tratou de sua participação na prisão de mais de cinquenta fugitivos, por meio de uma seção que destacava, a cada semana, uma pessoa procurada pelas autoridades.

Em março de 2013, a empresa anunciou que deixaria de imprimir uma edição diária em junho e passaria a se concentrar na política nacional. A edição impressa foi convertida em revista semanal, enquanto o site continuou a ser atualizado regularmente. O novo formato foi comparado ao do The Hill. Em dezembro de 2018, a Clarity Media anunciou que a revista passaria a ter uma edição impressa ampliada e disponível ao público.

Em 27 de janeiro de 2020, Roy Moore entrou com uma ação de difamação no valor de US$ 40 milhões contra o Washington Examiner. Ex-presidente da Suprema Corte do Alabama e candidato na eleição especial de 2017 para o Senado dos Estados Unidos no Alabama, pela vaga aberta quando Jeff Sessions passou a integrar a administração Trump, Moore afirmou que a revista publicara repetidamente ataques de "fake news" decorrentes das acusações de que, quando tinha pouco menos de 40 anos, teria feito investidas sexuais e românticas indesejadas contra meninas de apenas 15 anos. Um tribunal do Alabama rejeitou a maior parte das alegações de Moore em 2022, e um tribunal federal rejeitou seu recurso em 2024.

Em janeiro de 2020, o editor de notícias de última hora Jon Nicosia foi demitido após mostrar aos colegas um vídeo sexualmente explícito. Nicosia negou ter cometido qualquer irregularidade e disse que só havia compartilhado o vídeo "porque achava que ele poderia viralizar ... e virar notícia". Nicosia acusou o editor-executivo Toby Harnden de comportamento abusivo no trabalho. Uma denúncia de um funcionário obtida pela CNN afirmava que Harnden havia criado um "ambiente de trabalho tóxico" e um clima de "terror e intimidação no local de trabalho". O editor-chefe Hugo Gurdon anunciou então a saída de Harnden e disse que estava "contratando um terceiro para conduzir uma investigação completa" no Examiner. A CNN informou, porém, que funcionários e ex-funcionários do Examiner disseram que "Gurdon sabia do estilo brutal de gestão de Harnden" muito antes de o problema se tornar público e nada fez a respeito.

Em outubro de 2020, o Examiner contratou Greg Wilson como novo editor-executivo. Quando era editor da versão on-line da Fox News, Wilson havia publicado uma reportagem que apoiava a teoria conspiratória envolvendo o assessor democrata assassinado Seth Rich e a WikiLeaks.

Em junho de 2020, o Examiner publicou um artigo de opinião assinado por "Raphael Badani", persona fictícia que fazia parte de uma rede maior de propaganda favorável aos Emirados Árabes Unidos e contrária ao Catar, à Turquia e ao Irã. O The Daily Beast revelou depois que as "fotos de perfil foram roubadas do blog de um desavisado fundador de uma startup de San Diego" e que seu "perfil no LinkedIn, que o apresentava como formado pela George Washington e Georgetown, é igualmente fictício".

Distribuição e leitores Em 2013, a editora da revista disse que procuraria distribuí-la a pelo menos "45.000 profissionais do governo, de assuntos públicos, da defesa de causas, do meio acadêmico e da política". A editora também alegou que os leitores do Examiner teriam maior probabilidade de assinar uma petição, entrar em contato com um político, comparecer a um comício político ou participar de um grupo de defesa de interesses junto ao governo do que os leitores de Roll Call, Politico ou The Hill. A editora afirma que o Examiner tem um público de renda e escolaridade elevadas, com 26% dos leitores tendo mestrado ou pós-graduação e uma grande parcela recebendo mais de US$ 500.000 por ano, provavelmente em cargos executivos ou de alta gerência.

Colunistas e colaboradores

Kristen Soltis Anderson Michael Barone John Bolton Tim Cavanaugh David Freddoso Quin Hillyer Timothy P. Carney Philip Klein Julie Mason Larry O'Connor Tara Palmeri Bill Sammon Geovanny Vicente Byron York

Conteúdo e linha editorial miniaturadaimagem|A redação do Examiner fica no número 1152 da 15th Street NW, em Washington.

O Examiner é conservador. Quando Anschutz lançou a publicação em formato de jornal diário, pretendia criar um concorrente do The Washington Post com linha editorial conservadora. Para a página editorial, as instruções de Anschutz eram explícitas. Ele "não queria nada além de colunas conservadoras e autores conservadores de artigos de opinião", disse um ex-funcionário ao Politico.

A Columbia Journalism Review escreveu que, dentro da mídia conservadora, o Examiner "é estruturado mais ou menos como um jornal convencional, com distinções claras entre as funções de reportagem e comentário. O veículo tem uma das maiores redações da mídia conservadora on-line, com repórteres dedicados às notícias de última hora, repórteres mais especializados em suas áreas e uma hierarquia editorial completa". O editor-chefe Hugo Gurdon afirmou que o conservadorismo da cobertura noticiosa se baseava em grande parte na escolha das pautas e citou o The Daily Telegraph como inspiração.

O Examiner apoiou John McCain na eleição presidencial de 2008 e Adrian Fenty na eleição para prefeito de Washington, D.C., em 2010. Em 14 de dezembro de 2011, apoiou Mitt Romney para a indicação presidencial republicana de 2012, publicando um editorial que dizia que ele era o único republicano capaz de derrotar Barack Obama na eleição geral.

No dia seguinte ao depoimento da ex-assessora de Trump na Casa Branca, Cassidy Hutchinson, perante o comitê seleto da Câmara que investigava o ataque de 6 de janeiro, em 2022, o Examiner publicou um editorial intitulado "Trump proven unfit for power again".

Matérias anti-imigração Em janeiro de 2019, o Washington Examiner publicou uma matéria com a manchete "Border rancher: 'We've found prayer rugs out here. It's unreal'". Pouco depois, o presidente Donald Trump citou a matéria como mais uma justificativa para um muro na fronteira, durante a paralisação do governo federal de 2018–2019. A matéria citava um fazendeiro anônimo que não apresentou provas da existência de tapetes de oração. Também não dizia como ele sabia que os tapetes seriam tapetes de oração muçulmanos. A autora da matéria havia trabalhado como secretária de imprensa da organização anti-imigração Federation for American Immigration Reform. Relatos sobre tapetes de oração muçulmanos na fronteira são lendas urbanas repetidas desde pelo menos 2005, sem provas.

Em abril de 2019, a Quartz informou que o assessor da Casa Branca Stephen Miller vinha vazando deliberadamente ao Examiner informações sobre detenções na fronteira e solicitantes de asilo para que o jornal publicasse matérias com estatísticas alarmantes, algumas delas críticas à secretária do Departamento de Segurança Interna, Kirstjen Nielsen. Miller poderia então mostrar essas matérias a Trump para enfraquecê-la. Nielsen foi demitida em abril de 2019, supostamente por não adotar uma linha suficientemente dura sobre imigração.

Mudanças climáticas O Washington Examiner publicou artigos de opinião que contestam ou negam o consenso científico sobre as mudanças climáticas. Em fevereiro de 2010, publicou um artigo de opinião de Michael Barone, comentarista que escreve com frequência em defesa do ceticismo em relação à ciência do clima, no qual ele chamou dados da Climatic Research Unit, de East Anglia, e partes de um relatório do IPCC de "propaganda baseada em provas tão precárias e desonestas". Daniel Sarewitz, da Universidade do Estado do Arizona, criticou Barone e escreveu que ele e outros comentaristas conservadores sobre o clima apresentavam erroneamente os desvios em relação à certeza científica e noções altamente idealizadas do "método científico" como provas contra as mudanças climáticas. Sarewitz comparou essa abordagem a exposições "igualmente ingênuas e idealizadas" do outro lado do debate, como o filme Uma Verdade Inconveniente.

Em 2017, o conselho editorial do Washington Examiner apoiou a retirada unilateral de Trump do Acordo de Paris, que chamou de "um grande e chamativo conjunto de promessas vazias... O clima da Terra está mudando, como sempre mudou. E parte da razão dessa mudança é a atividade humana. Mas esses dois fatos não justificam nem o alarmismo e uma ação reflexiva, porém ineficaz, nem o sacrifício da soberania para dar aos políticos uma dose passageira de falsa virtude e aos guerrilheiros verdes mais uma arma para emboscar a formulação democrática de políticas públicas".

Em 31 de agosto de 2019, o Washington Examiner publicou uma coluna de opinião de Patrick Michaels e Caleb Stewart Rossiter intitulada "The Great Failure of the Climate Models". O texto afirmava que os modelos climáticos geralmente aceitos não eram ferramentas científicas válidas. Alguns cientistas chamaram o artigo de opinião de altamente enganoso e disseram que ele continha muitas afirmações falsas e fazia seleção tendenciosa de dados.

Em julho de 2025, o Washington Examiner publicou um artigo de opinião do administrador da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, Lee Zeldin, no qual ele defendeu o "domínio energético americano" e criticou a administração Biden por ter abandonado "de forma irresponsável" fontes de energia como carvão, petróleo, gás natural, energia nuclear e hidrelétrica.

Ligações externas Site oficial Versão arquivada do site do Washington Examiner em 30 de agosto de 2005

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