El Chavo del Ocho  é um personagem fictício mexicano e protagonista da série de televisão cômica mexicana de mesmo nome. É um órfão de oito anos de idade interpretado e criado por Roberto Gómez Bolaños (1929–2014), e na série animada sua voz é interpretada por Jesús Guzmán. "Chavo" significa "menino" em espanhol mexicano coloquial; seu nome verdadeiro é desconhecido. No Brasil, Chaves teve cinco dubladores, sendo eles Marcelo Gastaldi, Sérgio Galvão, Cassiano Ricardo, Tatá Guarnieri e Daniel Müller, sendo a voz de Gastaldi a mais conhecida.

Em dezembro de 2016, um boato envolvendo o livro El diario del Chavo del Ocho, escrito por Gómez Bolaños em 1995, revelou que seu nome verdadeiro é Rodolfo Pietro Filiberto Raffaelo Guglielmi, porém foi negado por fontes oficiais.

Descrição do personagem El Chavo é um garoto órfão, pobre e desnutrido que passa a maior parte do tempo em um barril localizado na frente das casas da vila de classe média que pertencentem ao Senhor Barriga. Inicialmente, ele era chamado de "El Chavo del 8" porque essa série era transmitida no canal 8 da TV mexicana (hoje Nueve), mas quando o programa começou a ser exibido em outro canal devido à sua popularidade, o próprio personagem explicou aos demais que era uma falsa crença que ele morava no barril do pátio e que o "8" era porque morava no apartamento de número 8. Embora seu nome verdadeiro não seja conhecido, nem com quem ele mora, pois nas ocasiões em que lhe perguntam sobre isso, alguém o interrompe antes que ele possa responder.

Na vila, ele está sempre brincando com Quico, Chiquinha, Popis, Nhonho, Godines, Paty e outras crianças, com quem frequentemente enfrenta conflitos típicos de crianças que geralmente terminam em brigas e são resolvidos de forma hilária, às vezes com a intervenção dos outros personagens, embora no final prevaleça o sentimento de amizade entre ele e seus vizinhos.

Embora seja verdade que Chaves é desajeitado e pouco esperto, em algumas ocasiões ele tem passeios muito engenhosos e cômicos, ganha a vida fazendo recados, às vezes reciclando latas e garrafas vazias, economizando dinheiro de seu cofrinho para a Cruz Vermelha, Natal, véspera de Ano Novo, o Dia de Reis (segundo ele), vendendo jornais e revistas, água, trabalhando como garçom e outros. Ele é muito honesto, embora isso não se aplique à comida dos outros, que ele costuma comer quando os donos são descuidados.

Ele é apaixonado por Paty, sobrinha de Gloria (em vários episódios originais e várias temporadas da série animada porque recebe beijos, embora sinta grande apreço por Chiquinha, que já o beijou em outros episódios), é muito amigo de todos, especialmente de Seu Madruga, e embora receba golpes dele, sabe que nunca o decepcionará e o vê como um modelo a ser imitado, mesmo sabendo de seus defeitos. No que diz respeito às lutas, sabe-se que ele geralmente é melhor que Quico, mas nunca conseguiu acertar Nhonho, que se defende com a barriga, e até Godines, que responde batendo com mais força.

Ele pensa constantemente em comida, adora sanduíches de presunto, sendo comida o único motivo e objeto para o qual ele pode roubar. Quando se assusta com algo, ele fica com piripaque, um ataque que o imobiliza em uma posição específica (em pé, um pouco curvado, com um braço dobrado à frente do peito e o outro estendido para baixo, as pernas dobradas e a cabeça olhando por cima do ombro esquerdo), quase em estado de inconsciência; como Chaves explica: "Sinto que não estou sentindo nada", a única forma de fazê-lo voltar à razão é jogar água fria no rosto dele.

Possui muitas frases características, como "Foi sem querer querendo"; "Me escapuliu"; "Tá bom, mas não se irrite"; "Ninguém tem paciência comigo"; "Você vai ver a saída" e seu clássico "Isso, Isso, Isso". Quando está feliz bate os pés como se estivesse dançando e, quando está bravo, chuta o chão de forma violenta e furiosa, ele costuma brincar com uma vassoura que tenta manter equilibrada no pé, cria seus brinquedos de forma simples usando latas, papelão e ioiôs de brincadeira, rolamentos e mais, mas esses são ofuscados pelo Quico, quando ele traz o mesmo tipo de brinquedo, porém caro e mais atraente.

Criação e aparência miniaturadaimagem|Traje usado por Roberto Gómez Bolaños para caracterizar o personagem.|263x263px|esquerda A inspiração de Roberto para a criação do personagem veio quando ele observou que, em toda a América Latina, ele sempre se deparava com crianças que viviam com dificuldades: não tendo muitas vezes brinquedos ou até mesmo o que comer, mas que eram muito otimistas e encaravam a vida como um grande presente.Entrevista do Chesperito ao programa Viva a Noite, em 1991. O figurino de Chaves foi confeccionado por Graciela Fernández, a primeira esposa de Bolaños, e se manteve igual durante toda a série.Chaves - a História Oficial Ilustrada (Roberto Gómez Bolaños, Editorial Televisa; 2012), p. 50 e 51. Chaves é sardento e usa um boné verde xadrez com viseira e protetores de orelha, uma camiseta branca remendada com listras horizontais marrons e amarelas, calça marrom presa por dois suspensórios vermelhos no ombro esquerdo e sapatos que Chiquinha lhe deu, e são pretos com laços amarelos.

Nome Apesar de sempre ser chamado de Chaves, não é este seu verdadeiro nome, o qual nunca é revelado devido a interrupções não intencionadas de outros personagens quando está prestes a ser pronunciado. Isso acontece em 4 oportunidades: com o Seu Madruga, Jaiminho, com a Chiquinha e com o Quico. Embora não seja revelado diretamente seu nome, certas cenas deixaram pistas de que se chamaria "Cente" no universo do seriado.

Em um dos episódios do seriado, após esquecer sequentemente os nomes improvisados de um amigo que inventou para a Chiquinha, Chaves projeta o primeiro nome que lhe vem à cabeça [Cente] e depois usa seu mesmo perfil de menino órfão, que adora comer sanduíche de presunto, para o descrever. Em uma oportunidade, quando questionado sobre o nome de seu amigo [Cente], Chaves responde ao Quico que ele tem o mesmo nome que o seu, o que induz o Quico a questionar seu verdadeiro nome. Já em uma cena do episódio "Jaiminho Carpinteiro" de 1984, após entrar chorando irritado no barril, Chaves retruca com a Chiquinha dizendo "eu não sou o Chaves, sou o Cente".

Ligações externas

Página sobre "Chaves" no site do Grupo Chespirito

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