direita|miniaturadaimagem|200px|A jornalista Rachel Sheherazade. Lista de críticas e controvérsias envolvendo Rachel Sheherazade.

Acusação de incitação à violência Antecedentes Em 4 de fevereiro de 2014, Sheherazade comentou a ação de um grupo de pessoas que espancou um assaltante adolescente e o prendeu pelo pescoço a um poste com uma tranca de bicicleta, dizendo que o acontecimento era "até compreensível" e que aconteceu uma "legítima defesa coletiva" contra a violência urbana.A subsombra desumana de Raquel Sheherazade - CartaCapitalPsol representará contra o SBT por apoio a tortura e linchamento - Congresso em FocoSBT: Comentário polêmico de Rachel Sheherazade é de responsabilidade dela - O Globo No comentário, a jornalista classificou o caso como resultado da "desmoralização da polícia" e da "omissão do Estado", além de dizer era "compreensível" que o "cidadão de bem" reagisse dessa maneira. Ela chamou o adolescente agredido de "marginal" e pediu, em tom irônico, aos grupos em defesa de direitos humanos que estavam com "pena" do jovem que "adotassem o bandido".

Reações O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e sua Comissão de Ética emitiram uma nota de repúdio à jornalista, dizendo que ela desrespeitou o código de ética da profissão ao incitar a violência e o crime e ao desrespeitar os direitos humanos. Por conta do comentário que a jornalista fez, a deputada federal Jandira Feghali, do PCdoB, entrou com uma representação contra Rachel e o SBT, visto que, segunda ela, ambos "incorreram no crime de apologia e incitamento ao crime, à tortura e ao linchamento, tipificado no art. 287 do Código Penal" A denúncia feita pela deputada contra a jornalista foi levada ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que afirmou ver a situação com "muita preocupação". No início de 2014, o PSOL também fez uma denúncia contra a jornalista e o SBT ao Ministério Público por apologia ao crime.

Em 25 de setembro de 2014, o Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma ação civil contra o SBT pelo comentário feito por Sheherazade sobre os "justiceiros". Sheherazade teria de se retratar, caso contrário o SBT teria que pagar multa de 500 mil reais por dia de atraso. Além da retratação, o MPF exigia uma indenização de 532 mil reais por dano moral coletivo. Sheherazade chamou a ação do Ministério Público Federal de "descabida".Rachel Sheherazade critica ação do Ministério Público contra o SBT: 'Descabida' Em outubro de 2016, Justiça Federal julgou improcedente a ação do MPF.

Em abril de 2014, Rachel voltou ao telejornal depois de 15 dias de recesso, porém o SBT decidiu barrar os comentários de seus âncoras durante o SBT Brasil, o principal telejornal da rede de televisão. Segundo a emissora "essa medida tem como objetivo preservar os apresentadores". Em maio de 2014, no entanto, o SBT afirmou que a jornalista poderia voltar a fazer comentários ao vivo na bancada do jornal, mas que o conteúdo dessas opiniões deveria ser menos agressivo e discutido previamente com a direção do canal. Em sua defesa, Sheherazade disse: "Eu defendo a justiça, não o justiçamento. Jamais defenderia a justiça com as próprias mãos. Sou cristã." E afirmou ainda que "algumas pessoas distorceram" seus comentários por conta de "interesses escusos".

Em outubro de 2016, algumas das pessoas defendidas por Sheherazade foram presas por acusações de tráfico de drogas, roubo e furto de automóveis, receptação, estupro e tentativa de homicídio durante a Operação Chafariz, da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Os jovens de classe média que foram presos também eram suspeitos de participarem do grupo black bloc à frente de depredações nos bairros Laranjeiras, Catete, Flamengo e Botafogo durante os protestos no Brasil em 2013.

Opiniōes Laicismo Em 30 de novembro de 2012, sobre a mensagem "Deus seja louvado" nas notas de real, a apresentadora afirmou que os defensores do laicismo são "ingratos" para com o cristianismo, que, segundo ela, é o responsável por princípios como liberdade, honestidade, respeito e justiça. "É no mínimo uma ingratidão à doutrina que inspirou nossa cultura, nossos valores e até mesmo a nossa própria constituição promulgada sob a proteção de Deus." Afirmou ainda que "o próximo alvo dos laicistas" será a constituição, para dali tentar tirar a referência a Deus. "Mas aí não bastará uma simples ação civil, [porque] eles terão de emendar a constituição."

Marco Feliciano No dia 20 de março de 2013, Sheherazade defendeu a postura do pastor e deputado federal Marco Feliciano, conhecido por suas críticas polêmicas ao aborto, ao afirmar que ele tem o direito de manifestar opiniões e que foi eleito democraticamente. Veja São Paulo

Bolsonaro Na rádio Jovem Pan, no programa do dia 10 de dezembro de 2014, ao defender o deputado Jair Bolsonaro por este ter atacado a também deputada Maria do Rosário, que segundo ele "não merecia ser estuprada", a radialista errou ao basear sua defesa a partir de uma história fictícia, criada pelo site humorístico Joselito Müller.

Controvérsia com Silvio Santos no Troféu Imprensa Em 2017, repercutiu o discurso que Silvio Santos fez para Rachel Sheherazade e Danilo Gentilli no Troféu Imprensa. Silvio Santos diz: "Você começou a fazer comentários políticos no SBT e eu pedi para você não fazer mais, porque você foi contratada para ler notícias, não para dar sua opinião (…) Se você quiser fazer política, compra uma estação de televisão e faz por sua conta." Sorrindo, Rachel Sheherazade responde de forma constrangida: "Quando você me contratou, você me contratou para opinar." Silvio Santos responde: "Não (…) Eu contratei você para você continuar com sua beleza e com sua voz para ler as notícias do teleprompter (…) Na internet, você pode fazer o que quiser. Combinei com o Danilo (Gentili) que a partir de agora ele só vai elogiar os políticos". Esse evento fez com que o Ministério Público entrasse com um ação coletiva contra o SBT, pedindo que a emissora indenizasse em 10 milhões de reais Rachel Sheherazade, Maisa Silva, e Milene Uehara, que segundo o Ministério Público, foram constrangidas em outras ocasiões. O SBT foi liberado de pagar a indenização em novembro de 2019, segundo a juíza do caso, não houve constrangimento.

Acusações de censura Em março de 2018, Jeff Benício, do portal Terra, chamou de censura quando o SBT tirou o espaço de opiniões da jornalista Rachel Sheherazade do jornal. A primeira suspensão ocorreu em 2014, no mesmo ano, a jornalista começou a receber ameaças de morte. Jeff escreveu: miniaturadaimagem|Sheherazade já esteve envolvida em polemicas com o político Jair Bolsonaro e o apresentador Silvio Santos. Completou, se referindo ao incidente no Troféu Imprensa com Silvio Santos. Após a suspensão do espaço de opiniões, o modo como Rachel Sheherazade vem apresentando determinadas notícias, tem chamado a atenção do público e da imprensa.

Em julho de 2019, a reação negativa da jornalista ao ouvir uma notícia enquanto apresentava o SBT Brasil, tornou-se um vídeo viral nas redes sociais. No momento da reação, Carlos Nascimento falava do comentário controverso de Jair Bolsonaro sobre morte do pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Em janeiro de 2020, disse que seria censura a retirada do especial de Natal do Porta dos Fundos, da Netflix, que seria feita por ordem judicial.

Em maio de 2020, questionou brevemente no jornal: "foi erro, ou foi crime?" Antes tinha sido exibida uma reportagem com especialistas apontando que o Caso João Pedro, jovem morto em operação policial, em São Gonçalo (RJ), teria tido "erros". Algumas semanas antes, Rachel Sheherazade aplaudiu o posicionamento da ministra Cármen Lúcia, após ter sido exibida uma reportagem com a magistrada pedindo "igualdade" entre homens e mulheres ao presidente da Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Em 27 de maio de 2020, emitiu uma opinião após ser exibida a reportagem sobre o caso da Morte de George Floyd: George Floyd foi morto em uma controversa operação policial nos Estados Unidos, gerando protestos contra o racismo. Em 18 de agosto de 2020, comentou sobre o caso do ataque de extremistas direcionados a uma menina na frente de um hospital, onde fez um aborto: "Curioso é que não vi nenhum defensor da vida protestando na frente da delegacia, né?"Sheherazade ironiza extremistas contra aborto de criança estuprada: "Não os vi na delegacia" Em 8 de setembro, ao anunciar uma reportagem sobre a operação Furna da Onça, que apura prática de rachadinhas de Flávio Bolsonaro, Rachel Sheherazade interrompeu o texto e comentou: "Não, rachadinhas não. A palavra certa é peculato. Crime de peculato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro".

Comentário sobre prisões em canal do Youtube Em agosto de 2019, Rachel postou um vídeo na sua conta no YouTube intitulado "Monstros contra monstros", no qual ela comenta a respeito do presídio onde ocorreu o Massacre em Altamira em 2019, no Pará, criticando o ministro da Justiça Sergio Moro e o presidente Jair Bolsonaro, responsabilizando-os pela chacina que deixou 56 mortos, 16 por decapitação. Foi apontado pela imprensa que o trecho "monstros" causou desgosto nos agentes.

O trecho do vídeo que baseia "monstros" é o seguinte: Porém, ao longo dos anos reportagens da imprensa já mostravam os diversos problemas nas prisões do Brasil (ver: Sistema carcerário no Brasil). A Organização das Nações Unidas (ONU) disse em 2016 que os presos estavam mantidos de formas "cruéis, desumanas ou degradantes".

Imediatamente houve reação de um sindicato que representa os funcionários do sistema prisional do Estado de São Paulo, que foram até o SBT demonstrar seu repúdio às declarações da jornalista, anunciando também que iriam tomar as medidas necessárias para mover um processo judicial contra Rachel.

Por conta da controvérsia, a partir do dia 9 de agosto de 2019, Rachel Sheherazade passou a ser afastada todas as sextas-feiras do SBT Brasil, a pedido de Silvio Santos. Um dia antes, Rachel Sheherazade suspendeu a conta do Twitter alegando "motivo de força maior". A jornalista publicou em uma rede social uma foto com o trecho da música "Cálice", de Chico Buarque lançada durante a Ditadura militar brasileira (1964-1985): "Afasta de mim esse: - Cale-se!".

Sugestão de demissão do SBT feita por patrocinador Em junho de 2019, Luciano Hang sugeriu que Silvio Santos deveria demitir Rachel Sheherazade do SBT, ao acusar falsamente que ela teria "ideologia comunista". Sheherazade reagiu, ao dizer que iria processar judicialmente o empresário. O fato teve repercussão na imprensa. Após o evento, Danilo Gentili publicou a frase: " 'Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados'. Millôr Fernandes" Segundo o jornal O Dia é uma indireta ao caso.

Segundo Tony Goes, da Folha de S.Paulo, Rachel Sheherazade

Segundo o colunista, Luciano Hang viu na demissão de jornalistas promovida pelo SBT uma espécie de caça às bruxas e "Rachel Sheherazade se tornou um farol de lucidez na barafunda que é o jornalismo do SBT. Silvio terá a sabedoria de mantê-la em seus quadros? Ou cederá à pressão dos alucinados que chamam de 'comunistas' a quem não pensa 100% como eles?".

Silvio Santos colocou a participação de Rachel Sheherazade no "Jogo dos Pontinhos", do Programa Silvio Santos na frente de outros já gravados. Segundo Gabriel Perline, do Notícias da TV essa foi uma atitude de apoio a jornalista e uma indireta a Luciano Hang. Ao comentar a saída de Rachel Sheherazade do SBT, Maurício Stycer comentou no UOL: "A ser verdade que a pressão de Hang contribuiu para a não renovação do seu contrato, Sheherazade sai do episódio como vítima de uma empresa cada vez mais vinculada ao governo Bolsonaro".

Repercussões