A Federação Ibérica de Juventude LibertáriaA FIJL é referida como a "Federação Ibérica de Juventude Libertária" em, entre outros: George Richard Esenwein, The Spanish Civil War: a Modern Tragedy, 2005, pág 269. Alexandre Skirda, Facing the Enemy: a History of Anarchist Organization from Proudhon to May 1968, 2002, pág 158. Peter Marshall, Demanding the Impossible: A History of Anarchism, 2010, pág 466. Graham Kelsey, Anarchosyndicalism, Libertarian Communism, and the State: the CNT in Zaragoza and Aragon, 1930-1937, 1991, pág 250. (Espanhol: Federación Ibérica de Juventudes libertarias (FIJL)), às vezes abreviada como Juventude Libertária (Juventudes libertarias), é uma organização socialista libertáriaJosé Peirats & Chris Ealham, The CNT in the Spanish Revolution, Volume 2, 2001, pág. 76. "O movimento anarquista de jovens havia sido fundado logo após o nascimento da Segunda República ... Mais tarde, eles se espalharam por toda a Espanha até virem representar o terceiro ramo da grande família libertária ... A FIJL tinha concordado com a seguinte declaração de princípios: "... Esta Associação deve se esforçar para investir os jovens com uma convicção libertária, de forma a equipá-los individualmente para lutar contra a autoridade em todas as suas formas, seja em questões sindicais ou ideológicas, de modo a alcançar um arranjo social libertário'" criada em 1932 em Madrid.Esenwein, pág.269 Existe até hoje.
História A FIJL foi criada em 1932 em Madrid. Em Fevereiro de 1937, a FIJL organizou um plenário de organizações regionais (segundo congresso da FIJL). Em Outubro de 1938, de 16 a 30 de Março em Barcelona, a FIJL participou num plenário nacional do movimento libertário, na qual participaram também membros da Confederação Nacional do Trabalho (CNT) e da Federação Anarquista Ibérica (FAI).Gómez Casas, p.237 thumbnail|Poster da FIJL dos anos 30
Durante a purga nas jornadas de maio do Partido Operário de Unificação Marxista (POUM) e outroa organizações anti-stalinistas, que teve lugar em Barcelona no final da Guerra Civil Espanhola, muitos membros da FIJL foram assassinados por aqueles que agiam sob as ordens de Josef Stalin. Beevor(1982) The Spanish Civil War, London, Cassell, pág. 275; photograph p.304. Após a Guerra Civil, a FIJL atuou em duas filiais: uma no exílio em Paris e uma organização doméstica secreta e ilegal sob o regime de Franco. Alguns membros da FIJL foram associados ao Grupo do Primeiro de Maio. A FIJL foi proibida na França em 1963.Alted Vigil, Alicia, and Lucienne Domergue. El exilio republicano español en Toulouse (1939 - 1999). Madrid: Univ. Nacional de Educación a Distancia, 2004. pág. 116
O membro mais famoso da organização foi Federico Borrell García, o tema da fotografia mais conhecida de Robert Capa, The Falling Soldier. A imagem, tirada em 1936, retrata o momento da morte de García durante a Guerra Civil Espanhola. thumbnail|Escritórios da Federação Ibérica de Juventude Libertária Libertária (FIJL). Rua De la Paz em Valência nos anos 30
Século 21 Durante o início dos anos 2000, a FIJL começou a evoluir para posições insurrecionistas e as suas diferenças com o anarco-sindicalismo tornaram-se mais evidentes; isto deveu-se à influência do black bloc nos protestos de altermundialismo e à influência dos desenvolvimentos da Itália e da Grécia. Depois disso, sofreu um período de repressão estatal significativa, resultando em inatividade.Comunicado da FIJL
Em 2006, uma nova geração de jovens anarquistas decidiu estabelecer uma nova FIJL. A nova organização diferenciava-se da FIJL insurrecionista, defendendo criticamente o anarco-sindicalismo.Juventudes Anarquistas de León, "La Teoría de Cuerdas del Sindicalismo" o Grupo Bandera Negra "Lo que es y no es el 19 de julio" Em 2007, após um período sem comunicação da FIJL original, o novo grupo restabeleceu-se como FIJL, mas ao tomar conhecimento de um comunicado da organização insurrecionista nomeou-se Federação Ibérica de Juventude Anarquista (Espanhol: Federación Ibérica de Juventudes Anarquistas (FIJA) ), mas afirmou representar o patrimônio ideológico da FIJL. Eles publicam um jornal chamado El Fuelle.
Em Março de 2012, o insurgente FIJL separou-se,Comunicado de disolución de la Federación Ibérica de Juventudes Libertarias (FIJL) levando a FIJA a reivindicar novamente o nome. Actualmente, esta FIJL está presente nas Astúrias, em Cádis, em Donosti, em Granada, em Lorca (Múrcia) e em Madrid.Directorio de la Federación Ibérica de Juventudes Libertarias
Referências
Fontes Esenwein, George Richard. The Spanish Civil War: A Modern Tragedy, Routledge, 2005. Gómez Casas, Juan (1986). Anarchist Organisation: The History of the F.A.I., Black Rose Books Ltd., .
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