miniaturadaimagem|Joaquim Augusto Filho, em imagem de Militão Augusto de Azevedo. Joaquim Augusto Ribeiro de Sousa Filho (Niteroi/RJ, 23 de janeiro de 1842 - São Carlos/SP - 24 de agosto de 1895) foi importante ator, diretor e empresário teatral em São Paulo e pioneiro no ramo gráfico e de jornal na cidade de São Carlos, interior de São Paulo.

Filho do ator dramático Joaquim Augusto Ribeiro de Sousa e de Maria Angelica de Sousa, Joaquim Augusto Filho iniciou sua trajetória artística aos 14 anos de idade no papel de Henrique, personagem do drama "A duquesa de Marsan", peça representada em 1 de junho de 1856 no Teatro Sete de Setembro, na cidade do Rio Grande, província do Rio Grande do Sul. De 1856 a 1858, Joaquim Augusto Filho permaneceu em atividade em teatros de Pelotas, Rio Grande, Jaguarão e Porto Alegre, no elenco da companhia teatral dirigida por seu pai. BIANCHINI, José Augusto Souza e Silva (2025). O príncipe da cena brasileira. a trajetória do ator Joaquim Augusto na cena teatral brasileira oitocentista (1841-1873). São Paulo: Universidade de São Paulo (dissertação). doi:10.11606/D.27.2024.tde-27032025-102522

Em 1862, Joaquim Augusto Filho integrou o elenco da Companhia Dramática Nacional que se instalou no teatro da cidade de São Paulo, atuando ao lado de seu pai e de Maria Velluti em peças como "O Pelotiqueiro" e "Luxo e Vaidade", de Joaquim Manuel de Macedo.Correio Paulistano, N. 1788. 24 de abril de 1862. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_02/6699Correio Paulistano. N. 1957. 14 de novembro de 1862. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_02/7351Correio Paulistano, 2 de dezembro de 1862. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_02/7407

Em 1863, subiu ao palco paulistano para representar a comédia "Os íntimos", de Victorien Sardou.Correio Paulistano, 24 de fevereiro de 1863. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_02/7670 Em agosto de 1865, apresenta no Teatro de São José a peça "A noiva de 64 anos", traduzida do italiano por Maria Velluti.Correio Paulistano, edição 2754, 1865. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_02/1295

Em outubro de 1868, pela Companhia de Eugénia Câmara, entra em cena ao lado de seu pai no drama "O Gonzaga", de Castro Alves.Correio Paulistano. Ed. 3716, 1868. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_02/5102 Em 1869, apresentou-se nos dramas "Os caminhos das galés" e "Manon Lescaut", traduzido por Ferreira de Menezes.Correio Paulistano. Ed. 3929. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_02/5851Correio Paulistano. Ed. 3893. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_02/6070

Entre 1870 e 1873, sob a direção de Joaquim Augusto Filho, a Companhia Dramática Nacional apresenta um extenso programa de operetas, dramas e comédias no Theatro São José, em São Paulo. Em 1870, são encenadas a opereta portuguesa "O Trinca-Ferro" e as comédias "Pilades e Orestes" e "Olho vivo, olho vivo contra as peneiras nos olhos".Correio Paulistano. Ed. 4290. 28 de outubro de 1870. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_03/912

Em 1871, a Companhia apresenta o drama "Maria Aubert ou a doida de Montmayour" e a comédia "A pantera amorosa".Correio Paulistano. Ed. 4614. 27 de dezembro de 1871. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_03/2165

Em 1871 e 1872, leva à cena a famosa "A Morgadinha de Val-Flor", de Pinheiro Chagas, representada pela primeira vez em Portugal, em 1868, no Teatro D. Maria I.Silva. Edson Santos. Teatro São José - presença portuguesa nos palcos paulistanos. Revista Lumen et Virtus. ISSN 2177-2789. Vol. II, Nº 4. Maio de 2011. Disponível em: http://www.jackbran.com.br/lumen_et_virtus/numero4/PDF/TEATRO%20S%C3%83O%20JOS%C3%89-%20PRESEN%C3%87A%20PORTUGUESA%20NOS%20PALCOS%20PAULISTANOS.pdf Ainda em 1872, também são encenados "A Estatua de Carne", "Sonho e Realidade", "Amores de um Sacristão", "Noronha a Graça a Deus", "Os pobres de Paris", "os Difamadores" do escritor português Ernesto Biester, "Fiammina" de Mario Uchard, "O Livro Negro", "O Trapeiro de Paris", "Os mártires da Germânia" de Cardoso de Menezes, "As Asas de um Anjo" de José de Alencar, "Trabalho e Honra" de Cezar de Lacerda, "Mulher e Mãe" de Eudoro Berlink.Correio Paulistano. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_03/2493Correio Paulistano. Ed. 4707. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_03/2517Correio Paulistano. Ed. 4713. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_03/2537Correio Paulistano. Ed. 4724. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_03/2577Correio Paulistano. Ed. 4735. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_03/2623Correio Paulistano. Ed. 4789. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_03/2838Correio Paulistano. Ed. 4806. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_03/2906 Em Campinas, A Companhia de Joaquim Augusto participa da inauguração da estação de trem, com duas apresentações.Correio Paulistano. Ed. 4827. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_03/2988miniaturadaimagem|Joaquim Augusto Filho em imagem de 1871.Com a interdição do Theatro São José, em 1873, A Companhia Dramática de Joaquim Augusto Filho passa a se apresentar no Theatro de Salão do Club Artístico, onde apresentam "A Cauda do Diabo", "Os Pupilos do Escravo", "Dois Mundos", "A República dos Pobres", "Direito por Linhas Tortas", "Seis Degraus do Crime", "O Filho Exilado", "Judas em Sábado de Aleluia", "O Fogo do Céu" e "Os Homens de Mármores" de Mendes Leal.Correio Paulistano. Ed. 4957. 28 de fevereiro de 1873. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/pdf/090972/per090972_1873_04957.pdfCorreio Paulistano. Ed. 4936. 01 de fevereiro de 1873. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_03/3411Correio Paulistano. Ed. 4945. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_03/3439Correio Paulistano. Ed. 4967. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_03/3519Correio Paulistano. Ed. 4973. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_03/3545Correio Paulistano. Ed. 4976. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_03/3557Correio Paulistano. Ed. 4977. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_03/3561

Em abril de 1873, Joaquim Augusto Filho e sua companhia teatral apresentaram na cidade de Itu as peças "Direito por linhas tortas", "Ventura o bom velhote", "A Cauda do Diabo" e "A República dos Pobres". No mesmo período, foram realizadas a inauguração da estação de trem e do tráfego férreo da Companhia Ytuana e a reunião do partido republicano paulista, que ficou conhecida como Convenção de Itu.O Ytuano. 27 de abril de 1873. Disponível em: http://www.obrasraras.usp.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/3772/Ytuano_ano1_n16_1873.pdf?sequence=1Correio Paulistano. Ed. 4990. 10 de abril de 1873. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/pdf/090972/per090972_1873_04990.pdf miniaturadaimagem|Theatro São José, palco de inúmeras peças de Joaquim Augusto Filho. Registro de Militão Augusto de Azevedo. Sem poder se apresentar no Theatro São José, que se encontrava interditado, Joaquim Augusto Filho resolveu edificar outro teatro, denominado Teatro Provisório Paulistano. O Teatro Provisório abriu suas portas em 23 de agosto de 1873, com o drama "A Calúnia", especialmente escrito na ocasião pelo poeta Carlos Ferreira e pelo professor José Felizardo Junior. Desempenharam os principais papéis na peça os atores Dias Braga, Joaquim Augusto, Simões, Vasques, Júlia Carlota e Maria Cordal. O espetáculo começou a declamação da poesia “A Arte”, de Carlos Ferreira, pela atriz Rosina Augusta Muniz. Depois de “A Calúnia”, representou-se no Teatro Provisório “A República dos Pobres”, com a colaboração do Coral Germânia sob a direção do maestro Gabriel Giraudon.Ribeiro Neto, O. (1969). Os primeiros teatros de São Paulo. Revista Do Instituto De Estudos Brasileiros, (7), 63-78. https://doi.org/10.11606/issn.2316-901X.v0i7p63-78

A Empresa Albuquerque, tendo à frente o empresário Manuel Ferreira de Albuquerque e como ator principal Joaquim Augusto Filho, intentava montar no dia 8 de julho de 1877 um espetáculo para homenagear o casal imperial que se encontrava na cidade de São Paulo para festejar a abertura da linha férrea Estrada do Norte. O programa contemplaria o drama "A família do Corsário", de Desnoyer e Nus Fellet; entretanto, por falta de tempo para os ensaios, o drama fora substituído pelo espetáculo circense "Cendrillon", dirigido por José Mancini, à frente de um grupo de artistas infantis do Circo Inglês.Silva. Edson Santos. Teatro São José - presença portuguesa nos palcos paulistanos. Revista Lumen et Virtus. ISSN 2177-2789. Vol. II, Nº 4. Maio de 2011 Disponível em: http://www.jackbran.com.br/lumen_et_virtus/numero4/PDF/TEATRO%20S%C3%83O%20JOS%C3%89-%20PRESEN%C3%87A%20PORTUGUESA%20NOS%20PALCOS%20PAULISTANOS.pdf

Em 3 de novembro de 1878, apresentou na capital de Santa Catarina o drama "Solar de Pontalec". Findo o espetáculo, Joaquim Augusto Filho foi chamado ao palco e "recebido com estrondosas rodas de palmas, ramos de flores, coroas, versos, chuva do ouro, soltando-se pombos adornados com fitas".A Regeneração, 10 de novembro de 1878. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/pdf/709603/per709603_1878_01016.pdfJornal da Tarde, 16 de novembro de 1878. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/docreader/713120/27

Na edição de 19 de janeiro de 1879, O Jornal da Tarde, de São Paulo, assim descreve a atuação de Joaquim Augusto na peça "A cigana de Paris": “Damos uma sucinta opinião, felicitando a empresa, a testa da qual se acha o laborioso sr. Joaquim Augusto, rebento de uma árvore frondosíssima, digno herdeiro de uma das maiores glórias do palco brasileiro, que, ainda ontem, em um difícil papel, deu eminentes provas do que vale como artista consciencioso, apto para qualquer gênero que adote, onde fulgura sempre o seu invejável talento, a par da arte e do estudo”.Jornal da Tarde. 19 de janeiro de 1879. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/docreader/713120/281

Em junho de 1879, a Companhia de Joaquim Augusto se apresenta na inauguração do teatro de Pindamonhangaba, interior de São Paulo.Jornal da Tarde. 27 de maio de 1879. Disponível em http://memoria.bn.gov.br/docreader/713120/790M No início de janeiro de 1880, Joaquim Augusto se apresenta na cidade de Santos, ao lado do também ator Eugênio de Magalhães.Jornal da Tarde. 03 de janeiro de 1880. Disponível em http://memoria.bn.gov.br/docreader/713120/1651

Em 24 de janeiro de 1880, o Jornal da Tarde noticia uma apresentação especial no Theatro de São José em benefício do ator Joaquim Augusto, que se encontra "gravemente enfermo e retirado de cena".Jornal da Tarde. 24 de janeiro de 1880. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/docreader/713120/1735 Ainda enfermo e impossibilitado de trabalhar, em 12 dezembro do mesmo ano, a sociedade dramática particular "Recreio Familiar do Braz" apresenta em seu benefício o drama "O guia da montanha".Jornal da Tarde, 12 de dezembro de 1880. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/docreader/713120/3003 "O beneficiado tomou parte no drama, encarregando-se de um dos principais papéis, o qual desempenhou com satisfação geral, não obstante seu estado enfermo" relata o Jornal da Tarde do dia seguinte.Jornal da Tarde, 13 de dezembro de 1880. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/docreader/713120/3007