Segunda Batalha de Kismayo foi uma ofensiva militar combinada liderada pelas forças do Exército Nacional da Somália e seus aliados da Missão da União Africana para a Somália (AMISOM) e do Movimento Raskamboni contra o al-Shabaab no último grande reduto do grupo insurgente em Kismayo, na Somália. Começou em 28 de setembro de 2012 e foi referida como Operação Sledge Hammer pelo porta-voz do exército queniano Major Emmanuel Chirchir.

Antecedentes Em agosto de 2008, os combatentes da Al-Shabaab e da União dos Tribunais Islâmicos capturaram a cidade portuária de Kismayo, no sul, durante a uma batalha. Kismayo havia se tornado o quartel-general estratégico do grupo islâmico depois que as forças do Governo Federal de Transição da Somália e tropas aliadas da União Africana expulsaram os militantes de Mogadíscio durante a Batalha de Mogadíscio (2010-2011). O controle do porto, entre outras coisas, permitiu que os insurgentes importassem armas e suprimentos.

Em outubro de 2011, uma operação coordenada entre os militares somalis e os militares quenianos começou contra o al-Shabaab no sul da Somália.Joint Communique – Operation Linda Nchi A missão foi oficialmente liderada pelas Forças Armadas Somalis, com as forças quenianas fornecendo um papel de apoio. No início de junho de 2012, as forças quenianas foram formalmente integradas na AMISOM.

Desenvolvimento No início de setembro, os exércitos somalis e quenianos avançaram em direção a Kismayo e tomaram várias aldeias após lutar contra o al-Shabaab. O ataque iminente faz com que 13 mil dos 200 mil moradores de Kismayo fujam, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.L'Amisom se prépare à la bataille de Kismayo - Rádio França Internacional

Nos dias 25 e 26 de setembro, o exército queniano inicia o ataque bombardeando a cidade.Opération imminente de l'Amisom sur la base shebab de Kismayo - Rádio França Internacional

Na noite de 27 para o dia 28, os militares lançaram uma incursão à cidade. Quatro navios desembarcam soldados na praia, estes participam dos combates terrestres, apoiados por helicópteros Mil Mi-17 e MD 500. Caças F-5 também participam.Les Shebab somaliens reconnaissent la perte de leur dernier bastion - France 24 No solo, os militares dispõem de tanques pesados Vickers MBT e blindados WZ5511.

Em 24 horas, os atacantes tomam o norte da cidade enquanto as forças navais continuavam seu bombardeio.Somalie : l'armée kényane délivre Kismayo des islamistes shebabs - Rádio França Internacional

Finalmente o al-Shabaab inicia a evacuação da cidade, na noite de 28 para o dia 29, recuando principalmente para a cidade de Jilib. Antes da chegada dos soldados, as áreas abandonadas pelos islamitas são invadidas por habitantes que saqueiam tudo o que encontram: alimentos, móveis, computadores, armas e munições.Somalie : les shebabs se retirent de Kismayo, leur dernier bastion - Rádio França Internacional

Os militares avançam lentamente, por receio de emboscadas e bombas escondidas.Somalie : l'armée progresse avec prudence à Kismayo après le retrait des shebabs - Rádio França Internacional Antes de deixar a cidade, o al-Shabaab também teria distribuído armas para a população, convocando os civis para lutar contra a AMISOM.Somalie : le spectre du chaos plane sur Kismayo - Rádio França Internacional

Finalmente, em 1 de outubro, os militares assumiram o controle de Kismayo, com uma coluna de 450 soldados entrando no centro da cidade.Somalie: Kismayo sous le contrôle des soldats somaliens et kényans - Rádio França Internacional Em relação às vítimas, a AMISOM informou que 118 dos seus soldados foram mortos e 60 ficaram feridos.

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