Aborto salino é um método raramente utilizado de aborto tardio, realizado através da injeção de uma solução salina no útero.
Procedimento O aborto salino é feito através da injeção de uma solução química que consiste de substâncias como soro fisiológico, ureia, ou prostaglandina através do abdômen e na bolsa amniótica. O cérvix é dilatado antes da injeção e a solução química induz as contrações uterinas que expelem o feto.James, Denise. (2006). Therapeutic Abortion. Retrieved February 24, 2009. Às vezes faz-se necessário realizar os procedimentos de dilação e curetagem para remover todo remanescente de tecido placentário ou fetal.UIHC Medical Museum. (2006) The Facts of Life: Examining Reproductive Health. Retrieved August 14, 2006.
Os métodos de instilação exigem hospitalização de 12 a 48 horas.UIHC Medical Museum. (2006) The Facts of Life: Examining Reproductive Health. Retrieved August 14, 2006. Em um estudo, quando algas do gênero Laminaria foram usadas para dilatar o cérvix da noite para o dia, o tempo entre a injeção e o fim do processo foi reduzido de 29 para 14 horas.Stubblefield, Phillip G., Carr-Ellis, Sacheen, & Borgatta, Lynn. (2004). Methods of Induced Abortion . Obstetrics & Gynecology, 104 (1), 174-185. Retrieved August 14, 2006.
Uso O método do aborto salino foi desenvolvido em 1934 por Eugen Aburel. Seu uso é mais frequente entre a 16ª e 24ª semana de gestação, mas suas taxas de uso tem caído drasticamente nos últimos anos. Em 1968, aborto por injeção de solução salina contabilizava 28% dos procedimentos desenvolvidos legalmente em São Francisco, Califórnia. Injeções intrauterinas (de todos os tipos) caíram de 10,4% dos abortos legais nos E.U.A em 1972 para 1,7% em 1985Lawson, Herschel W., Atrash, Hani K., Saftlas, Audrey F., Koonin, Lisa M., Ramick, Merrell, & Smith, Jack C. (1989). Abortion Surveillance, United States, 1984-1985. Morbidity and Mortality Weekly Report. Retrieved August 14, 2006., caindo par 0,8% do total de abortos induzidos nos Estados Unidos durante 2002Strauss, Lilo T., Herndon, Joy, Chang, Jeani, Parker, Wilda Y., Bowens, Sonya V., Berg, Cynthia J. Centers for Disease Control and Prevention. (2005-11-15). Abortion Surveillance - United States, 2002. Morbidity and Mortality Weekly Report. Retrieved 2006-02-20., e 0,1% em 2007.
Em 1998, o Guttmacher Institute realizou um estudo estatístico, enviado a hospitais em Ontário, no Canadá, no qual 9% dos hospitais naquela província que ofereciam serviços abortivos usavam soluções salinas, 4% usavam ureia e 25% usavam prostaglandina. Um estudo desse mesmo ano em instalações hospitalares na Nigéria com que realizavam abortos encontrou apenas 5% das instituições realizando abortos salinos.
Complicações Antes de uso comum, o aborto salino caiu em desuso por sua associação com os sérios efeitos adversos por ele causados e por sua reposição com procedimentos menos custos em tempo e que causam menos desconforto físico.Trupin, Suzanne R. (2006). Abortion. Retrieved August 14, 2006.
A solução salina em geral é mais segura e efetiva que as outras soluções intrauterinas porque é mais provável que atue na primeira dose. A prostaglandina possui ação mais rápida, mas frequentemente exige uma segunda injeção e possui maior risco de efeitos adversos, tais como náusea, vômito e diarreia.UIHC Medical Museum. (2006) The Facts of Life: Examining Reproductive Health. Retrieved August 14, 2006.
O uso de solução salina ou de prostaglandina está associado a um maior risco de complicações pós-procedimentais que o outro procedimento abortivo, dilatação e curetagem (D&C). A dilatação e evacuação (D&E) é também reconhecida como mais segura que os métodos de instilação. Um estudo descobriu que o risco de complicações associadas à injeção de ureia e prostaglandina no líquido amniótico era 1,9 vezes maior que o da D&E.
A taxa de mortalidade reportada nos Estados Unidos entre 1972 e 1981 era de 9,6 por 100.000 para os métodos com instilação. Isto comparado a taxas de 4,9 por 100.000 para D&E e 60 por 100.000 em abortos por histerotomia e histerectomia.
Há pelo menos dois casos documentados de abortos salinos que levaram a nascimentos vivos.Elliott, Jane. "'I survived an abortion attempt'." (December 6, 2005.) BBC News. Retrieved April 26, 2007.
Bibliografia
Categoria:Métodos abortivos