Santa Maria de Manu era uma igreja de Roma que ficava localizada na Via dei Cerchi, no rione Campitelli, logo ao norte do Circo Máximo. Era dedicada a Virgem Maria e seu nome é uma referência a uma escultura de uma mão que ficava nas imediações. Aparentemente foi demolida depois de 1527 e é possível que ela esteja localizada no mesmo local onde ficava a também demolida igreja de Santa Maria dei Cerchi.

História thumb|direita|upright=1.2|Cópia da "Mão de Cícero" no edifício barroco na Via dei Cerchi, 87. A opinião de as duas igrejas ficavam no mesmo local foi expressada pela primeira vez pelo arqueólogo alemão Christian Hülsen e ganhou grande notoriedade apesar da falta de evidências históricas. Segundo o escritor italiano Claudio Rendina, por exemplo, eram duas igrejas distintas.

A igreja medieval foi relatada pela primeira vez em 1215 como estando na encosta do Palatino, do lado norte do antigo Circo Máximo, que na época já havia acumulado muitos sedimentos e era um local de cultivo. Para drenar a água, uma canaleta de escoamento foi escava pelo meio do terreno, a Acqua Crabra Marrana. A trilha ao longo de sua fronteira norte era uma importante rota que ligava as docas do Tibre ao Latrão através do Clivo di Scauro, o que significa que o local, apesar de rural, não era isolado. Acredita-se que uma casa de fazenda já havia se estabelecido na altura do número 125 da Via dei Cerchi e acredita-se que a igreja servisse aos moradores das imediações sob o comando do grande mosteiro de San Gregorio Magno al Celio.

O epíteto "manu" é uma referência a uma gigantesca escultura de uma mão de mármore com o indicador apontando para cima que ficava nas imediações e que era chamada pelos romanos de "Mão de Cícero" (), cujo destino é desconhecido. A mão que hoje decora um edifício barroco na altura do número 87 da mesma via, antes pertencente ao Jardins Farnésios, é uma cópia em estuque. Uma lenda medieval conta que ela indicava o preço do vinho ().

A última referência a esta igreja parece ser de 1517 e presume-se que a igreja foi abandonada depois do saque de Roma em 1527. Depois desta época, a região do Circo passou a ser intensamente cultivada e o local foi subdividido em diversos sítios de diferentes proprietários. Em 1587, as últimas ruínas visíveis do Circo foram enterradas quando o papa Sisto V melhorou as ruas do local para permitir que os dois obeliscos que decoravam a espina do Circo fossem removidos.

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