Friedrich Julius Stahl (originalmente: Julius Jolson-UhlfelderHans-Christof Kraus Stahl, Friedrich in: Neue Deutsche Biographie 25, Stadion - Tecklenborg, Berlin, 2013, S. 32 f.); (16 de Janeiro de 1802, Heidingsfeld, WurzburgSeit 1930 Würzburg-Heidingsfeld.  - 10 de Agosto de 1861Nur lt. , Bad Brückenau) foi um filósofo do direito, advogado, assessor do Rei Prussiano e um dos políticos do círculo de Christian Krafft. Inspirado por Schelling e Savigny, escreveu sua principal obra acadêmica: "A Filosofia do Direito a Partir de Uma Perspectiva Histórica (Heidelberg 1830-1837)", que, apesar dos defeitos, foi marcante para a história da ciência política. Stahl opôs-se veementemente contra a teoria do direito natural e justificou seus ensinamentos jurídicos "na base de uma visão de mundo Cristã". Em 1848/49, foi co-fundador, organizador, e diretor do Partido Conservador da Prússia. Foi membro vitalício do Parlamento Prussiano. Até hoje, sua definição de estado de direito é a mais citada na Alemanha.Katharina Sobota: Das Prinzip Rechtsstaat: verfassungs- und verwaltungsrechtliche Aspekte. F.J. Stahl, Die Philosophie des Rechts. 2. Abschnitt „Forschungskontroverse: Gab es eine Etappe der Formalisierung des Rechtsstaatskonzeptes?“ in Rechtsstaatsbegriff miniaturadaimagem|Friedrich Julius Stahl, 1840 (gravura de Lazarus Gottlieb Sichling)

Juventude e Educação Primogênito de pais Judeus, Babette e Valentin Jolson (Goldsohn desde 1813), Julius nasceu no dia 16 de Janeiro de 1802 em Würzburg, onde passou os primeiros anos de sua infância antes de mudar-se para Munique com seus pais. Em 1819, após formar-se com boas notas, Julius quis ser professor de Latim, mas não foi aceito por causa de sua religião. Sob a influência de Friedrich Thiersch, Niethammer, e outros amigos e professores, converteu-se ao Luteranismo. Seu pai concordou desde que a conversão não ocoresse em Munique. Seus amigos organizaram seu batismo com Thiesch e Ludwig Döderlein como seus padrinhos no dia 6 de Novembro de 1819, na Igreja Neustädter em Erlangen. Em seu batismo, adotou o nome Friedrich Julius Stahl. Neue Briefe Friedrich Julius Stahls, herausgegeben von Ernst Salzer, in: Historische Vierteljahrsschrift, Bd. 14, 1911, S. 102 (Zitiert nach Christian Wiegand: Über Friedrich Julius Stahl (1801–1862). Max Lenz: Geschichte der Königlichen Friedrich-Wilhelms-Universität zu Berlin. Bayerische Israelitische Gemeindezeitung vom 10. Gerhard Masur: Friedrich Julius Stahl, Geschichte seines Lebens.

Na véspera de seu batismo, Julius havia sido agredido em um bar estudantil em Erlangen, e, como não poderia representar a si mesmo, buscou a ajuda de Hermann von Rotenhan, a quem desconhecia até então, e desenvolveu uma duradoura amizade. Seguiu a influência de seu novo amigo à fraternidade Germânia em Würzburg. No semestre de 1819/20, envolveu-se com mais intensidade na fraternidade, que o elegeu presidente no seu segundo semestre, uma vez que seus talentos oratórios já eram notáveis. Em 1819, as Resoluções Carlsbad proibiram as fraternidades estudantis. Julius liderou um protesto contra a intervenção do estado nas universidades e fraternidades. Em abril de 1824, foi suspenso da universidade por dois anos, sob a condição de não cometer mais atos polêmicos, após um pedido formal de desculpas de seu pai. So die Formulierung Masurs; laut Chr. Helge Dvorak: Biographisches Lexikon der Deutschen Burschenschaft. Chr.

Stahl retornou à casa de seus pais em Munique, onde muito havia mudado. Sob sua própria influência, seus pais e irmãos haviam abandonado o Judaismo, e, como ele, declaravam-se Cristãos Protestantes. Em 1824 eles foram batizados em Munique, adotaram o sobrenome Stahl, e deixaram o gueto Judeu. Neste período, Stahl entrou com vários recursos, em vão, para ser readmitido na universidade. Também usou esse tempo para ler e estudar. A filosofia de Hegel, por exemplo, começava a ganhar mais reconhecimento neste período. Ao ser permitido a resumir seus estudos em 1826, obteve seu doutorado no mesmo ano em Würzburg.

Obras Acadêmicas Em 1827, Stahl habilitou-se em Munique com uma tese sobre o “direito de ação” Romano, e recebeu uma oferta para lecionar na mesma Universidade. No semestre de 1827/28 iniciou as aulas de direito Romano e Filosofia do Direito. Por motivos desconhecidos, seu pai havia perdido a maior parte de sua fortuna, e após a morte de seus pais em 1830, Julius teve que sustentar os sete irmãos mais novos.

Como contrapeso ao jornal liberal Bávaro “Volksblatt”, publicado em Würzburg por Gottfried Eisenmann, o governo da Baviera fundou em 1830 o jornal “Der Thron- und Volksfreund”, que tinha Stahl como editor. Seu pensamento político e suas atividades jornalísticas eram anti-nacionalistas e anti-revolucionárias, e de acordo com os princípios monárquicos do Rei Ludwig. Porém, o projeto fracassou e foi abandonado após apenas oito edições.Wilhelm Füßl: Professor in der Politik: Friedrich Julius Stahl.

Após várias solicitações rejeitadas pelo Rei Ludwig I, apesar do apoio do Ministro Eduard von Schenk, Stahl foi finalmente nomeado por decreto, no dia 27 de Junho de 1832, professor associado em Erlangen. Foi transferido para Würzburg no mesmo ano mas retornou para Erlangen em 1834, desta vez lecionando filosofia jurídica, direito canônico, e direito constitucional. Em 1835 casou-se com Julie Kindler, filha de um industrialista de Erlangen. Não tiveram filhos. Sob a influência de Christian Krafft, Stahl desenvolveu-se como representante da fé luterana ortodoxa, e em 1837 a Universidade de Erlangen o escolheu como seu representante no Parlamento Bávaro. Ao final de seu mandato, não quis disputar a reeleição. Christian Wiegand: Über Friedrich Julius Stahl (1801–1862).

Em 1840 Stahl foi nomeado professor de filosofia jurídica, direito constitucional, e direito canônico em Berlim. Ao pedido do Rei Frederico Guilherme IV da Prússia, ele lutaria contra o “racionalista” Hegelianismo na Universidade. Ao anunciar suas intenções na sua aula inaugural, foi causado um alvoroço. Varnhagen van Ense descreveu o “barulho dos alunos” como uma “primeira oposição ao novo governo”. À essa reação, Stahl teria dito “Senhores, estou aqui para ensinar-lhes a ouvir, a julgar, mas aqui os senhores não perturbarão a ordem e a paz!”. Já em 1841, Stahl tornou-se membro do conselho da Faculdade de Direito, dentro do qual ele preparava opiniões sobre casos envolvendo o estado e a igreja. Em um relatório da faculdade de direito, Stahl foi supostamente contra a contratação de professores Judeus. Stahl também formulou uma rejeição ao convite para uma reunião de professores no ano revolucionário de 1848 porque era oposto ao reconhecimento do novo Governo Central de Frankfurt. Desde o semestre de 1850/51 ele dava palestras públicas sobre o Estado, a Igreja, e os Partidos, às quais assistiram oficiais do governo e do exército e até Ministros. Zitiert nach Christian Wiegand: Über Friedrich Julius Stahl (1801–1862). HAB Wolfenbüttel, Cod. Stahls „Beteiligung an den Demütigungen des jungen Gneist 1852/53“ erwähnt Christian Wiegand: Über Friedrich Julius Stahl (1801–1862).

Atividade Política Mesmo que as atividades de Stahl dentro da Universidade tenham sido politicamente significativas, certamente não foram o suficiente para suas ambições políticas. Após uma petição em 1848 dos professores da Universidade de Berlim pedindo sua demissão, deixou Berlim às pressas mas logo retornou, ainda no mesmo ano, convidado por Ernst Ludwig von Gerlach para fundar um jornal conservador e um partido político com o mesmo viés. Stahl foi um dos sócios-proprietários do "Neue Preußische Zeitung” (Novo Jornal Prussiano), desde sua fundação em 1848. Seu artigo “A Bandeira dos Conservadores”, publicado no dia 20 de Junho de 1848 foi uma versão reduzida de sua obra “O Princípio Monárquico”, de 1845, porém atualizada e mais concreta. Desde a proclamação de Frederico Guilherme IV do dia 18 de Março, ele explorou o desenvolvimento, realizado pelo Rei, da realidade constitucional Prussiana. Em Setembro, já passou a priorizar a organização de um novo partido político. Entre Fevereiro e Março de 1849, detalhou os passos para a criação de uma política futura conservadora, que tornou-se a base do primeiro programa do recém nascido Partido Conservador.Zweite Abhandlung in: Die Revolution und die constitutionelle Monarchie.Füßl, Wilhelm: Professor in der Politik: Friedrich Julius Stahl.

Porém, Stahl não conseguiria fixar os objetivos do partido Conservador apenas em um programa. Logo, ele tornou-se, outra vez ao lado de Ludwig von Gerlachs, o porta-voz da extrema direita no Parlamento (ocasionalmente referida como a seção Gerlach-Stahl). Em 1849, foi reeleito ao Parlamento pelo distrito de Oberbarnim. Em 1854, Stahl tornou-se um dos membros cativos da Câmara dos Nobres (Herrenhauses), nomeado pelo Rei, e foi posteriormente porta-voz do “Partido Reacionário dos Cavalheiros”.Schoeps, Hans-Joachim: Preußen.  

Na câmara do Parlamento da União Erfurt (que durou apenas um mês), atuou em 1850 contra um plano para um movimento de independência Alemão da Prússia, principalmente porque não queria antagonizar os Habsburgos, onde ainda via uma monarquia legítima. Eventualmente, a união foi desmembrada nos Acordos de Olomütz, quando a Prússia voltou a integrar a Confederação Germânica sob liderança de Viena, e subsequentemente, a Santa Aliança com a Áustria e Rússia foi restaurada. Nessa senda, também foi a favor da neutralidade Prussiana na Guerra da Crimea em 1854, quando partidários da Inglaterra pressionaram Frederico Guilherme IV a intervir. O Rei manteve-se neutro, e Stahl justificou a neutralidade em no Parlamento como “a conclusão de uma política de alto-nível”. Em 1854, Stahl virou Assessor Jurídico do Rei (Kronsyndikus), e membro do conselho de Estado.Schoeps>, Hans-Joachim: Preußen. Der orientalische Krieg (Sitzung der ersten Kammer am 25. Kraus, Hans-Christof, "Stahl, Friedrich" in: Neue Deutsche Biographie 25 (2013), S. 33.

Stahl ainda teria usado de sua posição como membro do Conselho da Antiga Igreja Evangélica Prussiana (1852-1858) para opor a breve e malograda união, para fortalecer o Confessionalismo Luterano (Novo Luteranismo), e para renovar a hegemonia do clero sobre a laicidade. Foi membro do Sínodo Geral Prussiano em 1846 (Com August von Bethmann-Hollweg), Vice-Presidente do Conselho Alemão Protestante de 1848 a 1861, e membro do Comitê Central para a Missão Interna da Prússia.BBKL, Band X (1995), Sp. 1130–1135 (Wilhelm Füßl)Masur, Gerhard: Friedrich Julius Stahl, Geschichte seines Lebens. Wiegand, Hans-Jürgen: Das Vermächtnis Friedrich Julius Stahls: e.

Porém, as mudanças políticas consequentes do adoecimento do Rei e da promoção do novo Príncipe Regente, puseram fim ao trabalho de Stahl no Conselho da Igreja e em 1858 ele pediu demissão do Órgão. No entanto, ele continuou seus esforços políticos contra a orientação liberal do novo governo.  miniaturadaimagem|Túmulo de Friedrich Julius Stahl no cemitério Alten St. Matthäus-Kirchhof Berlin A saúde de Stahl sempre foi instável; ele regularmente passava por tratamentos, inclusive no verão de 1861 em Bad Brückenau, quando morreu inesperadamente no dia 10 de Agosto. Stahl, que era uma das figuras mais destacadas do conservadorismo Prussiano e Alemão, foi enterrado no cemitério Alten St.Matthäus-Kirchhof Berlin. O que foi recebido de sua coleção pessoal está na Biblioteca August Herzog em Wolfenbüttel. 

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