Bruno Arevalo Ganem, (São Paulo, 15 de setembro de 1986), mais conhecido como Bruno Ganem, é um engenheiro e político brasileiro, filiado ao Podemos (PODE).

Atualmente exerce o cargo de deputado federal pelo estado de São Paulo

Foi Eleito em 2022 ao cargo de deputado federal com 141.595 votos.

Biografia Começou cedo na vida política. Em 2008 foi eleito vereador em Indaiatuba aos 22 anos, pelo Partido Verde (PV) com 1.088 votos. Em 2012, foi reeleito.

Em 2016, participou das eleições municipais como candidato a prefeito de Indaiatuba, totalizando 51.358 votos, ficando em segundo colocado. Em 2018, foi eleito deputado estadual com 106.203 votos para a 19ª legislatura (2019-2022).

Deputado Estadual

Pedido de CPI No primeiro dia de mandato como deputado estadual protocolou um pedido de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar maus-tratos e irregularidades na venda de animais por canis, pet shops e estabelecimentos clandestinos em todo o estado de São Paulo.

PL dos Fogos de Artifício Em 2021 foi sancionada a lei nº 17.389/2021, de autoria dos deputados Bruno Ganem e Maria Lúcia Amary, que proíbe a queima, soltura, comercialização, armazenamento e transporte de fogos de artifício e de artefato pirotécnico de estampido no estado. A lei se aplica a ambientes fechados, ambientes abertos, áreas públicas e locais privados. Apenas fogos que produzem efeitos visuais sem estampido podem ser utilizados e vendidos.

Lei 17.477/2021 Em dezembro de 2021 foi sancionada a Lei 17.477/2021, de autoria do deputado, que obriga os responsáveis por condomínios residenciais ou comerciais no Estado de São Paulo a comunicarem às autoridades policiais qualquer indício de violência e maus-tratos contra animais nas áreas comuns ou particulares.

Deputado Federal Nas eleições de 2022 foi eleito Deputado Federal pelo Estado de São Paulo, totalizando 141.595 votos, defendendo a causa animal e as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Comissão Externa da Voepass Em 2024, Bruno Ganem foi designado presidente da Comissão Externa da Câmara dos Deputados criada para acompanhar as investigações do acidente com a aeronave da Voepass Linhas Aéreas em Vinhedo (SP). Sob sua coordenação, a comissão realizou audiências públicas com representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e da própria companhia aérea.

O relatório final, aprovado em 2025, apontou falhas na fiscalização da ANAC, classificadas como “no mínimo hesitantes”, e apresentou recomendações para aumentar a segurança e a transparência no setor aéreo. A partir do trabalho da comissão, foram elaborados dois projetos de lei com foco em melhorias regulatórias e na proteção do consumidor.

As apurações também embasaram a decisão da ANAC de suspender cautelarmente as operações da Voepass em março de 2025, após a identificação de irregularidades e deficiências de segurança.

Castrações Em outubro de 2025, o deputado Bruno Ganem participou do lançamento do programa Castramóvel em Jundiaí (SP), iniciativa itinerante da prefeitura para ampliar as cirurgias gratuitas de castração de cães e gatos.

A ação, viabilizada por emenda parlamentar de Ganem, tem como meta zerar a fila de castrações e promover conscientização sobre guarda responsável. O parlamentar afirmou que a iniciativa é “um modelo de política pública para o bem-estar animal”.

O Castramóvel realiza atendimentos de terça a sábado e pretende alcançar 10 mil procedimentos em quatro meses, em parceria com o Departamento de Bem-Estar Animal (DEBEA) e a Prefeitura de Jundiaí.

PEC da Blindagem No dia 16 de setembro de 2025, Ganem votou a favor da PEC 3/2021, conhecida como PEC da Blindagem. A proposta dificulta a abertura de processos criminais e prisões contra senadores e deputados, restringindo a prisão em flagrante de parlamentares.

Congressistas favoráveis à PEC afirmam que ela volta às regras ao texto da Constituição de 1988. Mas, na verdade, o texto acrescenta novas blindagens, como a votação secreta para prisão de parlamentares. No caso de prisão em flagrante por crime inafiançável, por exemplo, os autos serão enviados à Câmara ou ao Senado dentro de 24 horas para que, pelo voto secreto da maioria de seus membros, se autorize ou não prisão do parlamentar.

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