Camilo Cybo-Malaspina, muitas vezes chamado apenas Camilo Cyboou Camilo Cibo (, Massa, 25 de Abril, de 1681 - Roma, 12 de janeiro de 1743), foi um cardeal Católico italiano, pertencente à família Cybo-Malaspina.

Biografia Primeiros anos Camilo nasce a 25 de abril de 1681, na cidade de Massa, capital do Ducado de Massa e Carrara, estado governado pela sua família, os Cybo-Malaspina, há várias gerações. Era o sexto de onze filhos nascidos do casamento de Carlos II Cybo-Malaspina, Duque soberano de Massa e Príncipe soberano de Carrara, e de sua mulher Teresa Pamphilj, sobrinha-neta do Papa Inocêncio X (Giovanni Battista Pamphilj) e irmã do cardeal Benedetto Pamphilj. Parente dos Cardeais Lorenzo Cybo de Mari (1489), Inocêncio Cibo (1513); e Alderano Cibo (1645).

Ainda jovem, foi para Roma onde deu início aos seus estudos eclesiásticos, tendo estudado na Universidade La Sapienza onde obteve o doutoramento in utroque iure a 13 de setembro de 1702. Ordenado sacerdote a 5 de julho de 1705. Foi nomeado Presidente da Câmara Apostólica a 8 de dezembro de 1705, e torna-se Clérigo da mesma Câmara e presidente dos Arquivos a 6 de agosto de 1707.

Com a morte do seu irmão mais velho, o Duque-Príncipe Alberico III Cybo-Malaspina, é o seu irmão mais novo, Alderano I Cybo-Malaspina, que vem a herdar a sucessão nos Estados da família, dado que Camilo nunca poderia assegurar sucessão legítima.

Contudo, por documento escrito em Montefiascone a 2 de dezembro de 1715 e ratificado em Roma no ano seguinte, Alderano deixou em apanágio a Camilo os feudos e bens que possuía localizados no Reino de Nápoles e nos Estados Pontifícios. Assim, Camilo torna-se duque de Ferentillo, duque de Ajello e barão de Paduli.

A 27 de abril de 1717 torna-se presidente della Grascia (os serviços romanos que administrava o aprovisionamento de carnes, gordura e óleos) e auditor geral da Câmara Apostólica a 29 de janeiro de 1718. Foi neste período que fez construir para si uma villa de campo próxima de Castel Gandolfo que foi posteriormente adquirida pela Câmara Apostólica.

Desacordo com a Cúria romana e exílio voluntário Eleito patriarca titular de Constantinopla a 11 de fevereiro de 1718. Foi consagrado Bispo, a 24 de fevereiro em Roma, pela mão do cardeal Fabrizio Paolucci. Assistente ao Trono Pontifício de 2 de março de 1718, iniciou nesse momento um período difícil dada a sua clara discordância com a Câmara Apostólica onde não consegue implementar nenhuma reforma inovadora e decide resignar retirando-se no “Eremitério das Graças” em Espoleto em 1723. Chamado a Roma pelo Papa Bento XIII, foi nomeado prefeito do Palácio Apostólico a 6 de julho de 1725. Ele lutou com os tribunais romanos primários para manter intacta sua jurisdição civil e criminal sobre os Palatinos; enfrentou em particular o cardeal Niccolò Coscia, que fingiu intervir no caso e aumentar as despesas do Palácio Apostólico. Em 1726, foi considerado o sucessor do Cardeal Paolucci como Secretário de Estado, mas a sua manifesta oposição ao aparelho administrativo pontifício fez com que fosse preterido pelo cardeal Niccolò Maria Lercari, que foi nomeado para o cargo no seu lugar.

Cibo também foi um mecenas. O compositor Pietro Locatelli dedicou-lhe em 1721 a sua primeira obra impressa, os XII Concerti grossi à Quatro è à Cinque.

Cardinalato Criado cardeal-presbítero no consistório de 24 de março de 1729, recebe o barrete cardinalício e o título de Santo Estêvão do Monte Celio a 28 de março desse ano, tomando depois parte no conclave de 1730 que elegeu Clemente XII. Grão-Prior da Ordem Soberana de Malta em Roma de outubro de 1730 a junho de 1731, decide nesse momento retirar-se, dedicando-se à vida privada e solitária no Eremitério de Castellone, em Gaeta. Malgrado o seu distanciamento da vida pública, teve neste período numerosas discussões com o irmão, o Duque de Massa e Príncipe de Carrara, quanto à sucessão nesses títulos. A 8 de janeiro de 1731 optou pelo cardinalício de Santa Maria del Popolo e participou no conclave de 1740, que elegeu o Papa Bento XIV. A 20 de dezembro de 1741 optou pelo título de Santa Maria degli Angeli alle Terme.

Morte A 12 de janeiro de 1743, às 10:30, Camilo Cybo morreu em Roma no seu palacete da Piazza Quattro Fontane com um ataque de gota. O féretro foi exposto na igreja dos Santos XII Apóstolos onde, a 14 de fevereiro de 1743, a capella papalis ocorreu. Foi sepultado na capela Cybo na Igreja de Santa Maria degli Angeli, cuja construção ele orientara em 1742. A capela ainda tem um altar para celebrações com uma lâmpada votiva que queima dia e noite em seu túmulo, tal como estipulado no seu testamento.

Ascendência

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Genealogia episcopal Cardeal Scipione Rebiba Cardinal Giulio Antonio Santori Cardeal Girolamo Bernerio, O.P. Arcebispo Galeazzo Sanvitale Cardeal Ludovico Ludovisi Cardeal Luigi Caetani Cardeal Ulderico Carpegna Cardeal Paluzzo Paluzzi Altieri degli Albertoni Cardeal Gaspare Carpegna Cardeal Fabrizio Paolucci Cardeal Camilo Cybo

Sucessão apostólica Bispo Giovanni Francesco Maria Tenderini (1718) Bispo Raffaele Tosti (1719) Bispo Salvatore di Aloisio (1719) Bispo Francesco Riccardo Ferniani (1731) Bispo Giacinto Verdesca (1733)

Ver também Ducado de Massa e Carrara Lista dos soberanos de Massa e Carrara Cybo-Malaspina Consistórios de Bento XIII

Ligações externas

Bibliografia

Camilo Categoria:Naturais de Massa (Itália) Categoria:Alunos da Universidade de Roma La Sapienza Categoria:Oficiais da Cúria Romana Categoria:Bispos nomeados pelo papa Clemente XI Categoria:Patriarcas latinos titulares de Constantinopla Categoria:Cardeais nomeados pelo papa Bento XIII Categoria:Cardeais da Itália Categoria:Ordem Soberana e Militar de Malta Categoria:Mecenas da Itália Categoria:Bispos do século XVIII Categoria:Italianos do século XVII Categoria:Italianos do século XVIII