Lídia Baís (Campo Grande, Mato Grosso do Sul, 22 de abril de 1900 — Campo Grande, MS, 1985) foi uma pintora e desenhista brasileira. Conhecida pelas suas obras, enigmáticas, uma mulher bem à frente do seu tempo’. Em 2005 foi uma das personalidades homenageadas do Festival América do Sul.

Biografia Lídia morou no casarão da Avenida Afonso Pena, hoje Morada dos Baís, entre os anos de 1918 e 1938. Seus primeiros quadros foram pintados por volta do ano de 1915.

Nos anos 20, convenceu o pai a deixá-la viajar para estudar pintura no Rio de Janeiro com os professores Osvaldo Teixeira e Henrique Bernardelli. Iniciou seus estudos em pintura com Henrique Bernardelli em 1926.

Passa o ano seguinte em viagem pela Europa, permanecendo mais tempo em Berlim e Paris, onde recebeu influências do expressionismo e do surrealismo e onde teve contato com Ismael Nery.

De volta ao Brasil, em 1928, retoma seus estudos sob orientação de Henrique Bernardelli.

Em 1938, Lídia Baís enfim cedeu aos desejos do pai e aceitou se casar com o advogado paulista Arthur Vasconcelos. Mas alterou seu ano de nascimento para 1910, fazendo todos acreditarem que na época do casamento, estava com apenas 28 anos e não com 38 anos. Quinze dias após a cerimônia, o casamento foi desfeito.

Em 1950, funda o Museu Baís em Campo Grande, que não chega a ser aberto ao público, e ingressa na Ordem Terceira de São Francisco de Assis, adotando o nome de Irmã Trindade. A partir daí, passa a dedicar-se exclusivamente aos estudos religiosos e filosóficos. Por volta de 1960 pública um livro com o pseudônimo de Maria Tereza Trindade, o livro História de T. Lídia Baís.

Lídia faleceu em outubro de 1985, em razão de um tombo, que a deixou enfraquecida.

Referências

Categoria:Artistas de Mato Grosso do Sul Categoria:Naturais de Campo Grande (Mato Grosso do Sul)