Raisa Yermolayevna Aronova (; Saratov, 10 de janeiro de 1920 – Moscou, 20 de dezembro de 1982) foi uma navegadora e piloto soviética de Polikarpov Po-2 na Segunda Guerra Mundial, tendo pertencido à formação militar conhecida como Bruxas da Noite. 

Recebeu o título de Heroína da União Soviética em 15 de maio de 1946 pela realização de 960 missões noturnas de bombardeio aéreo contra as forças do Eixo.

Biografia Aronova nasceu em 1920, em Saratov, em uma família camponesa russa. Seu pai, funcionário da ferrovia, abandonou a família em 1936. Sua mãe trabalhava como lavadeira e tinha pouca instrução formal. Apesar das dificuldades, Aronova concluiu o ensino secundário em 1938 e recebeu o distintivo de Atiradora de Elite Voroshilov.

Em seguida, candidatou-se à força aérea, mas foi rejeitada. Posteriormente, ingressou no Instituto de Agricultura de Saratov e, no tempo livre, frequentava o aeroclube local da OSOAVIAKhIM. Mais tarde mudou-se para Moscou, onde continuou o treinamento de voo no aeroclube da cidade até a invasão alemã da União Soviética, em 1941. Tornou-se membro do Partido Comunista em 1942.

Segunda Guerra Mundial Alguns meses após a Alemanha invadir a União Soviética, Raskova recebeu autorização para formar três regimentos de aviação compostos exclusivamente por mulheres. Aronova ingressou nas forças armadas em outubro de 1941 e iniciou o treinamento de navegação na Escola Militar de Aviação de Engels. Em maio de 1942, foi enviada para a Frente Sul com o 588º Regimento de Bombardeiros Noturnos, que mais tarde recebeu o título honorífico de Guardas e foi renomeado como 46º Regimento de Aviação de Bombardeiros Noturnos da Guarda.

Ao longo da guerra, participou de combates em diversas frentes do Leste Europeu, incluindo as frentes Ucraniana e Bielorrussa, além das campanhas no Cáucaso, na Crimeia, no Kuban, em Kerch, na Polônia e na Alemanha. Acumulou 1.148 horas de voo noturno e realizou 914 missões de combate.

Em 28 de março de 1943, durante uma missão de bombardeio sobre a vila de Kievskaya, na região de Krasnodar, foi ferida por estilhaços disparados pela artilharia antiaérea terrestre. Mesmo ferida, continuou a desempenhar suas funções de navegação para que a aeronave pudesse pousar em segurança. No hospital, foram retirados dezessete fragmentos de estilhaços de seu corpo, mas, menos de dois meses depois, em maio, já estava de volta às operações de voo.

Ainda em 1943, frequentou um curso acelerado de pilotagem e obteve certificação para pilotar o Po-2, passando pouco depois a cumprir missões como piloto. Calcula-se que seus bombardeios tenham destruído quatro baterias de artilharia, três holofotes, três balsas, dois depósitos de combustível e munição e oito veículos.

Pós-guerra De maio a outubro de 1945, Aronova permaneceu na Polônia, onde seu regimento estava estacionado até ser dissolvido naquele mesmo mês. Ela, contudo, continuou na carreira militar até 1962. Após formar-se no Instituto Militar de Línguas Estrangeiras, em 1952, ocupou diversos cargos no Partido Comunista e no governo soviético, tornando-se oficial sênior no Ministério do Interior em maio de 1953.

A partir de 1954, passou a trabalhar para a KGB, onde atuava na criptografia de correspondências da agência. Em 1960, alcançou a patente de major e se aposentou em 1961. Após deixar o serviço militar, escreveu um livro sobre suas experiências na guerra intitulado Ночные ведьмы (Bruxas da Noite), publicado em 1969.

Aronova faleceu em 20 de dezembro de 1982, em Moscou, aos 62 anos, e foi sepultada no Cemitério de Kuntsevo.

Ver também Lista de Heroínas da União Soviética Polina Gelman Natalia Meklin

Bibliografia

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