Wagner Valente de Aquino (Rio de Janeiro, 16 de abril de 1969) é um ex-futebolista brasileiro que atuava como atacante e tinha então 1,84 m e 79 Kg. Como futebolista, era mais conhecido apenas como Wagner.Internacional (setembro de 1993). Placar n. 1087. São Paulo: Editora Abril, pp. 82-85Internacional (agosto de 1995). Placar n. 1106-B - Especial "Guia do Brasileiro 1995". São Paulo: Editora Abril, pp. 52-55 Atualmente, exerce a profissão de técnico de futebol do Apucarana, sendo conhecido como Wagner Aquino.
Como jogador, foi visto como bom cabeceador e dotado de oportunismo e senso de colocação na grande área. Teve destaque relativo por , e em especial no .
Carreira de futebolista America Wagner começou no , clube que defendeu entre 1988 e 1990. Quando começou, o clube havia recentemente sido semifinalista do Brasileirão de 1986, mas, em 1987, a despeito da ótima campanha nacional no ano anterior, o time foi ignorado pelo Clube dos 13 quando este organizou a edição de 1987. A equipe recusou-se a fazer parte do módulo amarelo, organizado pela CBF, por considera-lo uma segunda divisão, perdendo todos os jogos por W.O.. No ano seguinte, tal como já havia ocorrido em 1987, brigara contra o rebaixamento no estadual de 1988.
Em compensação à ausência no módulo principal em 1987, o America foi incluído no lugar da Inter de Limeira na elite do Brasileirão de 1988. Enfraquecidos, os rubros desde o início estiveram fadados a um rebaixamento que terminou se consumando, não voltando mais, desde então, a disputar a primeira divisão nacional.
Na campanha, Wagner participou de oito partidas, estreando em 23 de novembro em derrota de 2-0 para o Santos. Marcou seu primeiro gol na rodada seguinte, sendo o primeiro do empate em 1-1 com o Criciúma em São Januário - os catarinenses empataram aos 42 minutos do segundo tempo e venceram nos pênaltis. Wagner também marcou em derrota de 3-2 para o Corinthians e na vitória por 1-0 sobre o .Placar - CD-ROM "História Do Brasileirão de 1971 A 2001"
Fluminense e Internacional
Wagner foi jogar no Baden (Suíça) na temporada 1990/1991, voltando em seguida ao Rio de Janeiro para defender o , onde estreou em 6 de outubro de 1991. Em 89 jogos como tricolor, teve 42 vitórias, 25 empates e 22 derrotas (aproveitamento de 56,55%), marcando 37 gols, uma média de 0,42 por partida.
Teve destaque na campanha finalista da Copa do Brasil de 1992. Nela, Wagner marcou no primeiro jogo da decisão o segundo gol da vitória por 2-1 dos cariocas sobre o Internacional, nas Laranjeiras. O jogo da volta foi no Rio Grande do Sul e o Inter terminou campeão ao, premiado pelo gol fora de casa, vencer por 1-0 ao converter um pênalti polêmico assinalado aos 42 minutos do segundo tempo no Beira-Rio; em 2005, o adversário Pinga admitiria publicamente que a penalidade que teria sofrido do tricolor Souza não existira, apenas um contato mínimo e insuficiente para derruba-lo sem que o próprio colorado se jogasse no chão.
O lance foi bastante contestado pelos visitantes e seguiu por décadas como uma ferida aberta, a ponto de o árbitro José Aparecido de Oliveira chegar a ser retirado do avião que usaria após a partida, coincidentemente o mesmo do Fluminense - Wagner teria sido um dos jogadores derrotados revoltados com a presença de José Aparecido. Quando as mesmas equipes duelaram pelas semifinais da Copa Libertadores da América de 2023, Wagner ainda remoía a polêmica, em depoimento dado ao site Trivela após ter reassistido, na semana anterior, a final de 1992.
No ano seguinte, o Fluminense venceu o primeiro turno do campeonato estadual de 1993. O Vasco da Gama venceu o segundo turno e na decisão Wagner foi autor do primeiro gol tricolor na vitória por 2-1 na segunda partida. O rival, porém, terminou campeão por ter vencido a primeira por 2-0 e segurado o 0-0 na terceira. O jogador rumou em agosto de 1993 ao próprio Internacional, sendo visto como contratação destacada no início da trajetória de Paulo Roberto Falcão como treinador colorado, para o Brasileirão daquele ano. Nesse torneio realizou cinco partidas, com um gol marcado. Campeão estadual de 1994, realizou somente uma partida no Brasileirão seguinte, sem marcar. No Brasileirão de 1995, foram dez partidas e dois gols de Wagner pelo Inter. Ele rumou em 1996 ao .
Paysandu
Em 1997, Wagner esteve no Paysandu, no primeiro semestre. Na ocasião, o clube padecia de um longo jejum no clássico Re-Pa. Ele estreou no duelo precisamente no último confronto de um tabu de 33 jogos, a derrota de virada por 3-1 em 7 de maio, chegando a levar cartão amarelo, ocasião em que o rival Remo também faturou o primeiro turno do estadual de 1997. Wagner, por outro lado, marcou o segundo gol da vitória por 2-0 no confronto que encerrou a série, em 7 de junho.DA COSTA, Ferreira (2015). 1997. Remo x Paysandu - Uma "Guerra" Centenária. Belém: Valmik Câmara, pp. 178-179 O gol, marcando já aos 40 minutos do segundo tempo com Wagner invadindo a área e acertando um forte chute, garantiu uma vitória que quase escapara cinco minutos antes - o rival havia acabado de desperdiçar um pênalti, com a cobrança e seu rebote sendo defendidos pelo goleiro Claudecir. No finzinho, Wagner ainda foi substituído por Zé Aleixo.
O Remo, porém, adiante confirmaria o título estadual, em um pentacampeonato paraense inédito no profissionalismo. Com nove gols, Wagner foi o artilheiro do vice-campeão Paysandu, além de ficar a três gols da artilharia geral do campeonato.DA COSTA, Ferreira (2013). 1997 - Remo levanta o segundo Pentacampeonato de sua história. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 284-288 Ele não ficou ficou em Belém do Pará para o segundo semestre, rumando ao futebol português para defender o na temporada 1997-98. Voltou ao Paysandu em 1998. Dessa vez, o clube superou anos de descrédito faturando de forma invicta o estadual de 1998, tendo em Wagner o artilheiro do torneio, com doze gols, mesmo estreando já na oitava rodada da campanha, em 1 de abril.DA COSTA, Ferreira (2013). 1998 - Ricardo Rezende comanda a recuperação do Paysandu, campeão invicto. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 289-292
Dois desses gols de Wagner vieram em vitória por 3-0 no clássico com a Tuna Luso no jogo seguinte, pelo triangular final do primeiro turno. Chegou a marcar três na vitória por 5-1 sobre o São Francisco e outros três em 6-0 sobre o Bragantino, além de abrir o placar na vitória por 3-1 no jogo final, em nova vitória no Re-Pa. Apesar da invencibilidade alviazul, na ocasião o rival jogava pelo empate para ser novamente campeão. E os azulinos abriram o marcador, aos 20 minutos, com Wagner empatando seis minutos depois. No lance, ajeitou com o pé esquerdo e arrematou com o direito um chute violento no canto, após receber passe do meia Luís Carlos, a recuperar a bola em falha a zaga adversária. Ainda no primeiro tempo, veio o gol da virada. O terceiro veio já aos 33 minutos da segunda etapa.
Após o título, Wagner esteve em 1998 vinculado à , chegando juntamente com o compatriota Edu Manga à equipe chilena. Porém, terminou jogando pouquíssimo em função de uma lesão. Retornou novamente o Paysandu em 1999, ano em que jogou quatro vezes o Re-Pa. Porém, dessa vez foi derrotado em três, marcando um gol, na derrota de 2-1 na primeira das três partidas da decisão do estadual daquele ano. O "Papão" venceu a segunda pelo mesmo placar, e na terceira o rival, vencendo por 1-0, terminou campeão.DA COSTA, Ferreira (2015). 1999. Remo x Paysandu - Uma "Guerra" Centenária. Belém: Valmik Câmara, pp. 182-185 Cerca de vinte anos depois, Wagner assim lembraria de sua carreira no clube paraense, em depoimento dado em 2017 à revista oficial do Paysandu:
Final da carreira
Ainda em 1999, Wagner voltou ao Rio Grande do Sul, dessa vez para defender o . Em 2001, regressou ao , chegando a ter como colega de ataque outro veterano, Sorato. O time ficou a dois pontos do rebaixamento. Wagner encerrou a carreira no CFZ em 2005.
Treinador
Após encerrar a sua carreira como jogador, Wagner seguiu carreira no futebol como técnico, sendo conhecido a partir daí como Wagner Aquino. Em 2015, trabalhou no Grêmio Araponguense. Desde 2017 está no Apucarana.
Títulos
Fluminense
Taça Guanabara: 1993
Internacional
Campeonato Gaúcho: 1994
Paysandu
Campeonato Paraense: 1998
Individual
Artilharia do Campeonato Paraense de Futebol de 1998 (12 gols)
Categoria:Naturais da cidade do Rio de Janeiro Categoria:Futebolistas do America Football Club (Rio de Janeiro) Categoria:Futebolistas do Fluminense Football Club Categoria:Futebolistas do Sport Club Internacional Categoria:Futebolistas do Santa Cruz Futebol Clube Categoria:Futebolistas do Paysandu Sport Club Categoria:Futebolistas do Club Deportivo Universidad Católica Categoria:Futebolistas do Clube de Futebol Os Belenenses