Pharol, SGPS, S.A. é uma sociedade holding especializada na detenção de participações em empresas que operam nos sectores das telecomunicaçõesWebsite Pharol - Informação Corporativa, consultado a 22 Janeiro 2018.. Está cotada na bolsa de valores de Lisboa, onde já integrou até 2022 o seu principal índice, o PSI. Foi o maior accionista da Oi com 27,5% do capital até o plano de recuperação judicial que reduziu sua participação para o entorno de 5%Apresentação Institucional - Julho 2015, consultado a 22 Janeiro 2018..
Resulta da divisão do grupo Portugal Telecom, SGPS, SA na PT Portugal SGPS, SA - empresa com activos como o MEO - e na PT SGPS, holding financeira. A 29 de Maio de 2015, os acionistas da PT SGPS decidem alterar a denominação para Pharol, SGPS S.A. História Antecedentes
A empresa inicial de serviços telefónico com comutação manual (Anglo-Portuguese Telephone Company - APT) tinha uma vintena de assinantes, e estava confinada às regiões de Lisboa e Porto (raio de 30 km em torno de Lisboa e de 20 Km em torno do Porto). O serviço telefónico no resto do país era assegurado pela Direcção-Geral dos Correios, Telégrafo e Telefone.
Em 1968 a APT foi nacionalizada tendo sido criada a empresa pública TLP (Telefones de Lisboa e Porto) e a empresa pública CTT (Correios de Portugal) em substituição da antiga Direcção-Geral. A administração das duas empresas era comum tendo como objetivo a sua fusão.
No início dos anos 70 a situação das telecomunicações ainda tinha pontos fracos. Os cabos eram muito sensíveis às intempéries e as poucas centrais automáticas (de tecnologia eletromecânica) necessitavam de grandes melhorias.
Em 1978 os TLP inauguraram a primeira central telefónica parcialmente electrónica, controlada por computador, destinada à distribuição de chamadas regionais (não locais). As centrais manuais foram progressivamente substituídas por centrais automáticas de tecnologia electromecânica com alguma "inteligência" que facilitava em muito a gestão da rede. As centrais automáticas mais antigas e degradadas foram sujeitas a revisões profundas e foram instalados equipamentos automáticos de supervisão que substituíram os testes de rotina manuais. Em colaboração com o INESC, recém criado, foi desenvolvido o DAAC (Sistema Automático de Diagnóstico de Avarias em Centrais), o acesso ao serviço automático internacional foi antecipado, por baixo custo, com a invenção da Rota Pseudo-Alternativa, nos TLP. Em 1985 foi inaugurada a primeira Central Digital.
Fundação Na primeira metade da década de 1990 o setor das comunicações em Portugal foi profundamente alterado. Em 1990 o governo autoriza a abertura ao mercado concorrencial dos serviços complementares de telecomunicações. Entre estes serviços está o serviço de telemóvel que até então era prestado pelos Correios e Telecomunicações de Portugal e pelos Telefones de Lisboa e Porto, ambas empresas públicas. Em 1991 o governo autoriza os operadores de serviço público a autonomizar os serviços de complementares e constituir novas empresas de capital aberto. No mesmo ano, os CTT e os TLP autonomizam os respetivos serviços móveis de comunicações, fundindo-os numa nova empresa denominada Telecomunicações Móveis Nacionais (TMN), tendo cada uma metade do capital. Em setembro, o capital da TMN é aberto à Companhia Portuguesa Rádio Marconi.
Em 1992 os CTT foram transformados em sociedade anónima. Em maio foi criada uma holding pública denominada "Comunicações Nacionais, SGPS" para agregar e gerir todas as participações do Estado no setor das comunicações: CTT, Telefones de Lisboa e Porto, Companhia Portuguesa Rádio Marconi e Teledifusora de Portugal.
Em dezembro do mesmo ano, o governo cria uma empresa distinta denominada Telecom Portugal, que passou a gerir as operações de telecomunicações que até então eram asseguradas pelos CTT, passando estes a dedicar-se em exclusivo ao serviço postal. Em 14 de maio de 1994 a Telecom Portugal, os TLP e a Teledifusora de Portugal são fundidos numa única empresa de telecomunicações, denominada Portugal Telecom.
Privatização Em 1996, a empresa, até então pública, iniciou um processo para passar para o sector privado e começou a alargar a sua área de intervenção. A privatização da Portugal Telecom decorreu durante mais de dezoito anos e cinco vagas de ofertas públicas de acções. Este processo terminou quando o Estado Português prescindiu das suas 500 acções Golden Share e concedeu o contrato de concessão e da prestação dos demais serviços concessionados em Outubro de 2013, o que permitiu ao estado português lançar o concurso para escolher o novo prestador do serviço universal, cumprir as decisões da união europeia e à Altice Portugal reclamar os custos desta prestação de anos anteriores.
A Portugal Telecom lançou o Mimo, o primeiro pré-pago do Mundo; realizou a primeira vídeo-chamada em Portugal e terceira na Europa; lançou a rede de fibra óptica e o primeiro serviço se televisão interactivo do país, o MEO.
Lançou também uma das primeiras ofertas integradas de fixo e móvel, o M4O, no mundo.
Desde a privatização, cresceu anualmente em média cerca de 11% nas receitas e 37% no lucro líquido. Controlou e geriu no Brasil a Vivo Participações até à venda da sua participação de 50% à Telefónica.
O maior sucesso da Telesp Celular foi o lançamento em abril de 1999 do "Baby", um telemóvel com cartão pré-pago recarregável (tecnologia do MIMO).A PT, até à operação da aquisição pela Altice Group, esteve presente nos mercados de Marrocos, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, Timor-Leste, Angola, Quénia, China e São Tomé e Príncipeportugaltelecom.pt, O Grupo Portugal Telecom, 28 Mai 2004. e ainda no Botsuana.portugaltelecom.pt, PT Inovação e Visa lançam serviço inovador a nível mundial , 26 Abr 2004.
Uma reorganização da empresa efectuada em 1996 levou a que fossem definidas diversas áreas de intervenção: a rede fixa de telefones, a rede de telefones móveis, a televisão por cabo e multimédia, para empresas, a nível internacional, inovação e sistemas de informação.
Expansão internacional Em julho de 1998 a Portugal Telecom entrou no mercado brasileiro ao adquirir a Telesp Celular por 3,59 bilhões de reais, após vencer o leilão da privatização da empresa, e em julho de 2000 comprou também no Brasil a Ceterp Celular por 150 milhões de reais. thumb|esquerda|200px| Edifício sede da Portugal Telecom em Lisboa A TVCABO mudou para a PT Multimédia (PTM) incluindo parte da TELEPAC em julho de 1999 (agora NOS), que operava nas áreas de media, serviços interativos e Internet. Esta empresa chegou a deter cerca de 90% do mercado da televisão por subscrição, seja por cabo ou satélite, que possibilitava o acesso a mais de 50 canais através da TV Cabo. A PTM centralizava as atividades de media e internet, tais como a TV Cabo, PT Conteúdos, Internet, Lusomundo, Páginas amarelas (24,75% de participação), Sportinveste, entre outros.
Em 2007, após uma Oferta Pública de Aquisição, apresentada pela Sonae ao Grupo PT, houve uma cisão (spin-off) entre as duas, tendo a PT Multimedia dado origem à ZON Multimédia. Já em 2013 a ZON fundiu-se com a operadora telefónica do Grupo Sonae (Optimus) tendo dado origem à Zon Optimus. Em Maio de 2014 a Zon Optimus altera a sua denominação, dando origem à NOS.
Entretanto, o Grupo PT, através da Marconi, que participa em 36 cabos submarinos internacionais, disponibilizou uma rede internacional de serviço telefónico, telemática, transmissão TV e Internet. A Marconi tem ainda acesso aos sistemas de satélite Intelsat, Inmarsat e Eutelsat.
Em 2003, a Portugal Telecom (atual Altice Portugal) e a Telefonica formaram uma "joint venture", na altura, a maior operadora de rede móvel do mercado brasileiro e do hemisfério sul, a Vivo com mais de 30 milhões de clientes. A PT porque detinha a Telesp Celular manteve uma posição de peso nesta parceria (50%). Em agosto de 2005 a empresa foi envolvida no escândalo político brasileiro, conhecido como escândalo do mensalão apesar de nunca terem sido apresentadas quaisquer evidências sobre o envolvimento da companhia.
Em 28 de julho de 2010, a Portugal Telecom SGPS perde a gestão da Vivo para a Telefónica devido à compra de 50% da Vivo até então detida pela PT, aprovada em Assembleia Geral por 74% do capital, incluindo os accionistas de referência portugueses. Foi usada pela primeira vez em Portugal uma Golden share, as chamadas ações douradas que permitiam ao governo português o poder de veto num negócio que comprometa o interesse estratégico nacional, apesar do forte apoio dos accionistas para a venda da Vivo e resolução da parceria estratégica com a Telefónica.
No entanto, devido à estratégia de a PT adquirir um posição na Oi, foi permitido deixar o negócio concretizar-se com um negócio que gerou fortes ganhos de capital para a PT, um encaixe de 7,5 mil milhões de euros ficando assim a PT com 22,4% da Oi e aberto o caminho para uma expansão do negócio na América Latina.
O negócio foi inicialmente vetado pelo governo por haver alternativa que garantisse escala para a PT. Depois da negociação com a Oi, a PT passou a ser uma das suas maiores acionistas. A venda da Vivo e o investimento na Oi foram anunciados no mesmo dia, 28 de julho de 2010. As bases da parceria com a Oi ficaram claras à partida uma vez que a PT não queria ser um investidor financeiro. A bases da parceria críticas eram: PT iria tomar 22.4% da Oi e a Oi tomaria 10% da PT; Haveria trocas de administradores nos Conselhos de Administração; A PT iria contribuir para a Oi com a sua tecnologia, inovação e gestão através de comités executivos; O investimento da PT seria de até R$8.4 mil milhões e a parceria ficava condicionada à aprovação dos aumentos de capital da Oi e do regulador de telecomunicações brasileiro, Anatel. A Anatel apenas aprovou a transacção em finais de Outubro e apesar destes atrasos regulatórios a PT e a OI concluíram a parceria em finais de Janeiro de 2011, em linha com as bases que tinham sido anunciadas em finais de Julho de 2010. Este período permitiu também à Portugal Telecom fundir as suas operações de call center no Brasil, Dedic, com a Contax, controlada pelos mesmos accionistas da Oi. Em Outubro de 2013 a PT e a Oi anunciaram a sua fusão.
Em janeiro de 2013, antes da fusão com a Oi, a Portugal Telecom vendeu a sua participação de 28% na Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM) ao grupo Citic por US$ 411,6 milhões.
Fusão com a Oi
Em 2 de outubro de 2013 a Oi e a Portugal Telecom SGPS anunciaram um fusão para criar uma grande multinacional luso-brasileira de telecomunicações e com operações em todos os países que falam a língua portuguesa e com mais de 100 milhões de clientes, com a fusão das duas empresas se cria um nova companhia, com uma estrutura do estilo CorpCo, ainda sem nome oficial anunciado. Esta fusão logrou realizar um aumento de capital superior a R$8 mil milhões mas passou por uma grave crise em razão do investimento que a Portugal Telecom SGPS e a sua subsidiária a 100%, PT Finance BV, fizeram na Rioforte, holding não financeira do Grupo Espírito Santo. A fusão teve um desenlace inesperado e a PT teve de reduzir a sua participação na Oi para acomodar o prejuízo que resultou do investimento de €897 milhões efectuado pela PT SGPS e PT Finance BV na Rio Forte. Perante esta alteração a estratégia da Oi foi alterada e os negócios de telecomunicações e tecnologia portugueses (PT Portugal) foram vendidos à Altice.