Lúcio Publílio Celso (; m. ) foi um senador romano nomeado cônsul sufecto para o nundínio de maio a agosto de 102 com Tito Dídio Segundo e eleito cônsul em 113 com Caio Clódio Crispino. Depois de se envolver numa conspiração, foi executado em 118, logo no começo do reinado do imperador Adriano. Apesar dos dois consulados, pouco se sabe sobre sua vida.
Carreira Celso era amigo do imperador Trajano e participou da Guerra Dácia (101-102 e 105-106). Sabe-se que recebeu a honra de uma estátua de bronze no Fórum de Augusto ainda em vida, uma honra até então concedida a apenas dois outros consulares, Aulo Cornélio Palma Frontoniano por sua anexação da Arábia e Quinto Sósio Senécio, por seu papel decisivo na Dácia.Dião Cássio, História Romana LXIX, 16. No caso de Celso, o motivo é desconhecido. Ronald Syme afirma que a estátua indica apenas que ele havia assumido um comando militar de status consular.Ronald Syme, Tacitus (Oxford: Clarendon Press, 1958), p. 648
Segundo a "História Augusta", Celso e Palma, que foi cônsul em 99 e 109, caíram em desgraça no final do reinado de Trajano "por sempre terem sido inimigos [de Adriano]". Em seguida, Trajano nomeou Adriano seu sucessor, um processo que jamais foi formalizado.Jean-Pierre Martin, Le Haut-Empire dans Histoire romaine, Armand Collin, coll. « U », p.230.
Em 117, Trajano, já muito doente, morreu em agosto e Adriano foi imediatamente aclamado pelas tropas como imperador. Porém, sua posição era delicada: rumores circulavam dando conta que Trajano não queria nomeá-lo sucessor e que a adoção era obra de Plotina, esposa de Trajano.Dião Cássio, História Romana LXX, 1. Adriano passou a temer um golpe dos que haviam até então gozado de influência, fama e riqueza por causa de Trajano.
Por ordem do Senado Romano, Publílio Celso e outros supostos conspiradores foram executados, entre eles Cornélio Palma, Caio Avídio Nigrino, cônsul em 110 e governador da Dácia, e Lúsio Quieto, um dos principais generais de Trajano e legado imperial da JudeiaAnthony Birley, Hadrian, Londinii 1997, pp.87-88.Dião Cássio, História Romana LXX, 2.Paul Petit, Histoire générale de l'Empire romain, tome 1 - Le Haut-Empire, éd. Seuil, 1978, p. 169. por suspeitas de atentado à vida do novo imperador ou de aspirarem ao trono.História Augusta, Vida de Adriano 4 Adriano, que estava na Síria, negou ter ordenado as execuções destes quatro influentes senadores da época de Trajano; é possível que Públio Acílio Aciano, o prefeito pretoriano na época, tenha sido o mandante. O fato é que os assassinatos prejudicaram muito a popularidade de Adriano, que dispensou Aciano indiretamente admitindo-o no Senado sabendo que a posição de prefeito era reservada a equestres.Françoise Des Boscs-Plateaux, Un parti hispanique à Rome ?, Casa de Velazquez, 2006, 611. John D. Grainger sugere que os quatro foram mortos simplesmente porque eram inconvenientes.John D. Grainger, Nerva and the Roman Succession Crisis of AD 96-99 (London: Routledge, 2004), pp. 127f
Celso foi executado na cidade de Baias, na Campânia, em 118.História Augusta, Vida de Adriano 7
Ver também
Bibliografia
PIR ² P 1049 / PIR¹ P 782
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