Sexto Papínio Alênio () foi um senador romano eleito cônsul em 36 com Quinto Pláucio. Alênio é conhecido por ter introduzido duas frutas na península Itálica: a jujuba (), que ele trouxe da África, e uma variedade de maçã silvestre (), que ele encontrou na Síria. Segundo Plínio, Alênio as cultivou em seu acampamento a partir de mudas colhidas e acrescenta que a maçã silvestre "é mais parecida com uma amora do que com uma maça, mas as árvores são particularmente boas para a decoração de terraços"<ref>Plínio, História Natural XV.47; traduzido por H. Rackham em Pliny: Natural History (London: Loeb Classical Library, 1968), vol 4 p. 321</ref>.
Carreira Alênio era um nativo de Patávio. Segundo o historiador Ronald Syme, "seu segundo nome pode ser presumido como sendo materno" e cita dois oficiais equestres com nomes similares, Marco Alênio Crasso Cossônio e Alênio EstrabãoSyme, "Eight Consuls from Patavium", Papers of the British School at Rome, 51 (1983), p. 104. Ségolène Demougin avança um pouco mais e concorda com D. McAlindon que Alênio era ele próprio um equestre originalmente e foi admitido no Senado ao se tornar questor entre 15 e 20Demougin, Prosopographie des chevaliers romains julio-claudiens (43 av. J.-C. - 70 ap. J.-C.), (Rome: École Française de Rome, 1992), pp. 207f.
Sua carreira é conhecida a partir de uma inscrição sem muitos detalhes, o que era típico no início do principadoILS 945. Segundo ela, Alênio foi tribuno militar (mas não cita em qual legião), questor, legado na época de Tibério, tribuno da plebe, pretor, legado propretor e finalmente cônsul. Ele também foi um dos quindecênviros dos fatos sagrados.
Syme oferece uma explicação para estes cargos. Segundo ele, sua primeira vez como legado foi como legado militar, o comandante de uma legião; a data do seus pretorado foi 27; a segunda vez como legado propretor foi como governador de uma das cinco províncias pretorianas sob controle direto do imperador. Syme também deixa implícito que Alênio devia seu consulado à influência de Lúcio Vitélio.
Família "Os Papínios tiveram um rápido e melancólico fim"'', escreve SymeSyme, "Eight Consuls", p. 105. Alênio teve dois filhos: o primeiro, também chamado Sexto Papínio, se matou em 37 para escapar dos avanços sexuais de sua mãe, que depois foi convocada pelo Senado para responder pelo crimeTácito, Anais VI.9, e o outro foi condenado à morte por CalígulaDião Cássio, História Romana LIX.25.5. Ver também
Categoria:Papinii Categoria:Romanos antigos do século I Categoria:Cônsules do Império Romano Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Ano de morte desconhecido Categoria:Mortos no século I Categoria:Tribunos da plebe Categoria:Pretores do Império Romano Categoria:Questores do Império Romano Categoria:Governadores romanos Categoria:Quindecênviros