Joice Cristina Hasselmann, nascida Joice Cristina Bejuska (Ponta Grossa, 29 de janeiro de 1978), é uma jornalista, radialista, escritora, política brasileira, que serviu como Deputada federal do Brasil de 2019 a 2023, filiada ao Podemos (PODE).
Foi eleita deputada federal pelo Partido Social Liberal (PSL) nas eleições de 2018 e foi a mulher mais votada para a Câmara dos Deputados da história do Brasil.
Biografia Trabalhou na rádio CBN, na BandNews FM, na revista VEJA como apresentadora do TVEJA, na Record pela afiliada RIC TV e teve uma breve passagem no SBT pela afiliada Rede Massa. Também teve uma breve atuação na rádio Jovem Pan de São Paulo onde foi âncora do programa Os Pingos nos Is. A jornalista também atua por meio do seu canal no Youtube, onde apresenta e comenta o noticiário nacional, além de regularmente participar de palestras e congressos pelo país.
É uma crítica da ex-presidente Dilma Rousseff, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT. Nos anos de 2015 e 2016, participou ativamente nas manifestações contrárias ao governo Dilma e como convidada de acusação no processo de impeachment de Dilma Rousseff, bem como nas manifestações favoráveis à Operação Lava Jato, e de apoio à Polícia Federal. Em 2016, escreveu uma biografia do juiz federal Sergio Moro, intitulada Sérgio Moro: a História do Homem por Trás da Operação que Mudou o Brasil.
Em 2017, foi considerada pelo instituto ePoliticSchool (ePS) uma das personalidades mais influentes e notórias das redes sociais, no âmbito da temática política. Ainda naquele ano, ganhou o prêmio "Troféu Influenciadores Digitais 2017" pela Revista Negócios da Comunicação. Em 2018 ganhou novamente o mesmo prêmio pelo voto técnico e voto popular. Em abril de 2018, a jornalista se filiou oficialmente no PSL e anunciou a sua pré-candidatura ao Senado Federal representando o Estado de São Paulo. Porém, pouco antes da convenção partidária, decidiu optar pela candidatura a uma vaga na Câmara dos Deputados. Em outubro de 2018 foi eleita como a deputada federal mais votada da história com mais de 1 milhão de votos, o que representou a segunda maior votação no estado de São Paulo. Como parlamentar, foi escolhida pelo presidente Jair Bolsonaro, no início de 2019, como a líder do governo no Congresso Nacional; sendo destituída do cargo pelo Presidente em outubro de 2019.
Em 2015 uma denúncia de plágio contra Hasselmann foi movida pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, que impediu-a de filiar-se ao mesmo e, no mesmo ano, a jornalista foi desligada da Veja, sem um motivo específico sendo dado pela revista. Em 2017, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná anulou a decisão do Sindicato, contestada por Hasselmann. A jornalista esteve envolvida em diversos processos por danos morais, tanto na condição de denunciante como de denunciada - em 2007, processou o então governador do Paraná, Roberto Requião, em 2016 foi processada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sendo absolvida, e em 2017 pela filha do jornalista Luis Nassif, em processo em que foi condenada a uma indenização por ter publicado uma informação falsa a seu respeito em sua rede social. Em 2021, Hasselmann se filia ao PSDB.
Em 2024, se filiou ao Podemos.Pelo Partido se candidatou a vereadora de São Paulo nas Eleições 2024, conquistando apenas 1.673 votos e não sendo eleita.
Vida pessoal Nascida Joice Cristina Bejuska, na cidade de Ponta Grossa, no Estado do Paraná, em 29 de janeiro de 1978. É filha do caminhoneiro Clemente Bejuska e da confeiteira e padeira Terezinha Miketen, e possui uma irmã e um irmão. Joice afirma que quando criança frequentou a igreja Assembleia de Deus e que atualmente é judia, como anunciou durante a disputa pela prefeitura de São Paulo em Novembro de 2020.
O sobrenome alemão foi contraído após o seu primeiro matrimônio com o dentista Evaldo Artur Hasselmann Junior, com quem teve uma filha. O segundo matrimônio de Joice foi com Marcio Oliveira, com quem teve um filho. Desde 2016 é casada com o médico neurocirurgião Daniel França Mendes de Carvalho.
Em 17 de junho de 2020 foi diagnosticada com COVID-19, sendo internada no mesmo dia com 1/4 do pulmão comprometido. Posteriormente, no dia seguinte, recebeu alta, passando a cumprir as orientações médicas de isolamento social.
Em 23 de julho de 2021 sofreu um incidente em seu apartamento funcional, resultando em cinco fraturas no rosto e uma na coluna em investigação pela Polícia Legislativa. Dentre as linhas de investigação em curso, foi levantada a suspeita de atentado contra Joice. Em outra linha de investigação, a polícia civil levantou a hipótese de que os ferimentos, acompanhados por amnésia após a queda, podem ter sido causados pela ingestão do medicamento zolpidem, que afeta a coordenação motora e causa perda de memória. Anos depois, em 2025, Joice declarou em um podcast que a agressão teria sido feita por kids pretos – integrantes das Forças Especiais do Exército – a mando de um integrante da família Bolsonaro. A ex-deputada acusou ainda Anderson Torres, ex-ministro de Jair Bolsonaro e à época secretário de Segurança do Distrito Federal, de ter manipulado e encoberto o caso.
Formação acadêmica e carreira profissional Joice Hasselmann viveu em diferentes estados brasileiros ao longo de sua juventude, como Acre, Roraima e Mato Grosso. Após concluir o ensino médio, prestou vestibular para medicina. Porém, por causa de uma inusitada experiência como apresentadora na TV local de sua cidade natal, ingressou na graduação de jornalismo, na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Após cursar os três primeiros anos da graduação na UEPG, concluiu o curso no Centro Universitário Santa Amélia (UniSecal).
Antes mesmo de completar sua graduação, foi convidada para um teste para repórter na rádio CBN de Ponta Grossa. Aprovada, tornou-se jornalista da emissora enquanto ainda cursava a graduação e, pouco tempo depois, tornou-se ancora de programa jornalístico da rádio. Mais tarde tornou-se diretora de jornalismo da BandNews FM de Curitiba e âncora do jornal matutino da emissora, além de colunista política do noticiário vespertino no período de 2006 a 2012. Tornou-se também naquele período diretora de jornalismo da Rede Estadual de Rádios da AERP e também correspondente do jornal O Globo. Chegou ainda a ter um breve passagem como âncora na Rede Massa filiada do canal SBT do Paraná.
Em 2012 foi contratada como âncora do jornal matutino estadual ‘’Paraná no Ar’’ da RIC TV Record e comentarista de política do RIC Notícias, atividade que conciliava com sua atuação na BandNews FM curitibana.
Em 2014 foi contratada pela revista VEJA para lançar o projeto da TV VEJA, espaço do portal da revista dedicado a produção de conteúdo audiovisual, em que assumiu a condição de apresentadora, realizando comentários dos fatos e acontecimentos do Brasil e entrevistas com personalidades e jornalistas da própria revista. A jornalista foi responsável pelos fatos mais importantes na corrida eleitoral de 2014 e no cenário político, com análises e opiniões. Semanalmente apresentava o quadro ‘’Salto Agulha’’ comentando criticamente assuntos predominantes no noticiário político e econômico da semana. Porém, no final de 2015 foi dispensada da revista.
No início de 2016 lançou o seu canal no Youtube e sua página no Facebook, em que apresenta e comenta as principais notícias e informações sobre os bastidores do mundo político brasileiro.
Em 21 junho de 2017 foi anunciada a sua contratação na Jovem Pan para comandar, juntamente com os jornalistas Claudio Tognolli e Felipe Moura Brasil, o programa Os Pingos nos Is, cuja estreia ocorreu em 3 de julho. Após três meses na atracão, Tognolli foi substituído pelo também jornalista Augusto Nunes. O programa da Jovem Pan tem regularmente ficado a frente do seu principal concorrente no horário, o programa da BandNews FM O É da Coisa do jornalista e ex-apresentador de O Pingo nos Is, Reinaldo Azevedo. Contudo, em fevereiro de 2018, Joice Hasselmann, então âncora do programa, foi substituída no posto por Felipe Moura Brasil, que por sua vez foi substituído em seu antigo posto de comentarista pelo jornalista José Maria Trindade. A mudança ocorreu sem aviso prévio ou anúncio a posteriori da emissora, após um alegado período de férias da jornalista. De acordo com Hasselmann, essa mudança também ocorreu a sua revelia durante a sua ausência do programa, o que teria configurado uma deliberada quebra contratual por parte da Jovem Pan. Ainda segundo Hasselmann, no fim daquele mês, após recusar proposta da emissora para um novo programa, ela foi oficialmente dispensada do veículo em um acordo amigável com a direção, em que ficou combinado uma compensação financeira a jornalista por conta do descumprimento do contrato por parte da emissora. Essa compensação, segundo a jornalista, é a de que ela receberá normalmente o seu salário até o final do contrato.
Em janeiro de 2018 foi anunciada uma série produzida e protagonizada pela jornalista, organizada em 12 capítulos sob o título "Pensando Juntos". A série, filmada nos EUA e disponibilizada em seu canal oficial no Youtube, teve o seu primeiro episódio em 27 de janeiro e descreveu fatos da vida pessoal e profissional da comunicadora. Após o lançamento do episódio de estreia, a série recebeu críticas negativas em relação a sua produção. Em 21 de maio de 2018 lançou a sua própria TV, a JHN Channel, que desde então tem sido transmitida esporadicamente via internet e Youtube. Também foi convidada para ser mediadora de debates e palestrante em eventos pelo Brasil.
Ativismo thumb|240px|Joice Hasselmann (primeira à direita, de branco) junta a Carla Zambelli e Bia Kicis, ao fundo Kim Kataguiri e Fernando Holiday (primeiro e segundo à esquerda respectivamente) em 29 de agosto de 2016 no Senado durante votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Hasselmann representa o espectro político de extrema-direita e se declara conservadora. Em agosto de 2016 foi convidada pela advogada Janaina Paschoal para acompanhar o depoimento de Dilma Rousseff no processo de impeachment da então presidente. Joice participou ativamente do impeachment de Dilma. No mesmo mês participou como signatária de uma carta endereçada à Organização das Nações Unidas (ONU) contrapondo a carta denúncia que o ex-presidente Lula enviou à organização intergovernamental contra o juiz federal Sergio Moro.
Em outubro de 2016 participou da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisou as 10 Medidas contra a corrupção. Joice, como convidada, citou levantamentos que mostram 200 bilhões de reais desviados pela corrupção no Brasil e afirmou que o País "tem, sim, uma cultura de impunidade. A corrupção mata e tem que ser tratada como crime hediondo. Tem que dar cadeia", afirmou a jornalista. Joice manifestou apoio integral às medidas anticorrupção propostas pelo Ministério Público Federal.
Em março de 2017 participou como uma das líderes das manifestações em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, a favor da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF) e pelo fim do foro privilegiado e fim da impunidade. Alo longo da operação, Joice gravou diversos vídeos em defesa da operação, do juiz Sérgio Moro, e da PF, e em julho de 2016, publicou um livro sobre Sérgio Moro e a operação Lava Jato.