Falsa equivalência, também chamada de falsa simetria, falso equilíbrio e falsa analogia, é uma falácia lógica em que dois argumentos opostos parecem ser logicamente equivalentes quando de fato não são.

Essa falácia é categorizada como uma falácia lógica de inconsistência. A falsa simetria, principalmente nos meios de comunicação social e mídias sociais, tem sido citada como uma causa de desinformação.

História da descrição Foi o filósofo britânico John Stuart Mill, em sua obra prima "A System of Logic", de 1843, quem primeiro sistematizou o problema dessa falácia.

Características Uma maneira comum para essa falácia ser perpetuada é quando o compartilhamento de uma característica de dois objetos se assume como demonstração de equivalência entre os mesmos, quando, na verdade, a equivalência não necessariamente é o resultado lógico, desconsiderando, no processo, ordem de magnitude, proporção, méritos e importância real. É, portanto, um viés que frequentemente surge da tentativa de evitar o enviesamento argumentativo e confere a posições sem fundamento ou duvidosas uma ilusão de respeitabilidade.

Muito observada na comunicação social e nas mídias sociais, surge quando uma questão é apresentada como mais equilibrada entre pontos de vista opostos do que as evidências comprovam. Nesse caso específico o emissor busca apresentar argumentos (e até supostas evidências) desproporcionais às evidências reais de cada lado, ou pode omitir informações que comprovariam a infundada alegação de um dos lados. Haveria uma tentativa de impedir ou induzir ao receptor a uma determinada leitura e interpretação da mensagem (informação) a partir de um ideal e da impressão de objetividade da comunicação social (como canal e meio por onde o código circula) — em que a informação do interlocutor da comunicação social é tratada como factual e acima de quaisquer dúvidas ou questionamentos.

Cria uma percepção pública de que algumas questões são socialmente controversas, embora na realidade não o sejam, gerando, portanto, dúvidas sobre o estado das coisas, dos conceitos, dos preceitos, das estruturas, dos processos e do construto social. É bastante empregada por grupos de grande poder econômico, midiático, religioso e por lobistas para buscar a alienação de massas.

Casos e exemplos O artifício da falsa equivalência tenta tratar com roupagem neutra ou objetiva uma informação isolada, minoritária ou sem credibilidade (até mesmo utilizando-se de opiniões baseadas em sendo comum), mas que não se baseia em respaldo histórico-científico ou por fatos comprovados. Cria-se uma falsa simetria no debate público sobre o estado do conhecimento histórico, acadêmico e científico, podendo inclusive levar à disseminação de informações totalmente equivocadas. Os casos mais absurdos se apresentam quando uma similaridade anedótica é apontada como igual. Ou ainda quando uma reivindicação de equivalência não se sustenta pois a similaridade é baseada na simplificação excessiva ou na ignorância de fatos adicionais.

São exemplos de falsa equivalência:

Ver também Equívoco Tu quoque

Categoria:Falácias lógicas