A economia do Japão é a quarta maior do mundo por PIB nominal, a quarta maior em paridade do poder de compra e é o segundo maior país desenvolvido do mundo. De acordo com o Fundo Monetário Internacional, o PIB per capita do país era de US$ 36 899, o 22º maior em 2013. O Japão é um membro do G-7. A economia japonesa é analisada pela Pesquisa trimestral Tankan de sentimento empresarial conduzida pelo Banco do Japão.
O Japão é o terceiro maior produtor de automóveis do mundo, possui as maiores indústrias de bens eletrônicos e frequentemente é considerado um dos países mais inovadores do mundo, estando entre os líderes de registros de patentes globais. Encarando uma competição crescente com a China e a Coreia do Sul, a indústria manufatureira no Japão atualmente foca em bens de alta tecnologia e de precisão, tais como instrumentos óticos, veículos híbridos e robótica. Além da região de Kanto, a região de Kansai é um dos centros industriais líderes e o centro das indústrias manufatureiras da economia japonesa.
O Japão é o maior país credor do mundo, geralmente tendo um superávit comercial anual e tendo um considerável excedente internacional de investimentos. Em 2010, o Japão possuía 13,7% dos ativos financeiros privados (o segundo maior do mundo) com cerca de $ 14,6 trilhões. Em 2013, 62 das empresas do Fortune Global 500 eram sediadas no Japão.
O país é o nono no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.The Global Competitiveness Index 2011-2012 rankings Em 2016, a dívida per capita do Japão é o mais alto ao mundo.
Visão geral da economia Nas três décadas de desenvolvimento econômico após 1960, o Japão ignorou os gastos militares em favor do crescimento econômico,http://www.jei.org/AJAclass/JEcon20thC.pdfhttp://assets.cambridge.org/052166/2915/sample/0521662915wsn01.pdf assim permitindo um rápido desenvolvimento conhecido como milagre econômico japonês. Com a liderança do Ministério da Economia, Comércio e Indústria e taxas médias de crescimento de 10% na década de 1960, 5% na de 1970 e 4% na de 1980, o Japão foi capaz de se estabelecer e se manter como a segunda maior economia do mundo de 1978 a 2010, quando ele foi ultrapassado pela República Popular da China. Em 1990, a renda per capita no Japão igualava ou ultrapassava a da maioria dos países do Ocidente.
No entanto, na segunda metade da década de 1980, os preços crescentes de ações e de propriedades imobiliárias causaram um super-aquecimento da economia japonesa que mais tarde passou a ser conhecido como a bolha financeira e imobiliária do Japão, causada por uma política de baixas taxas de juros do Banco do Japão. A bolha econômica estourou quando a Bolsa de Valores de Tóquio quebrou em 1990-92 e os preços das propriedades imobiliárias tiveram seu pico em 1991. O crescimento de 1,5% no Japão na década de 1990 foi melhor que o crescimento de outros grandes países desenvolvidos, dando origem ao termo década perdida. No entanto, o crescimento da renda per capita de 2001 a 2010 ainda conseguiu ultrapassar o crescimento da Europa e dos Estados Unidos. Mas o déficit público do Japão permanece uma tarefa difícil para o governo japonês devido ao endividamento excessivo, gastos de bem-estar social com uma sociedade envelhecida e falta de crescimento econômico/industrial nos anos recentes. O Japão recentemente incorporou a nova estratégia de crescimento econômico com tais metas a serem atingidas até 2020.http://www.meti.go.jp/english/policy/economy/growth/outline20100618.pdf A moderna indústria de TI gerou o maior produto para a economia japonesa.http://www.jetro.go.jp/en/invest/attract/pdf/e_ict.pdfhttps://members.weforum.org/pdf/gitr/2.3.pdfhttp://www.connectivityscorecard.org/images/uploads/media/CS2011_Japan.pdfhttp://www.itu.int/net/pressoffice/backgrounders/general/pdf/5.pdf
O Japão é o segundo maior mercado de música no mundo. Com menos crianças no Japão, a indústria do anime está encarando um uma competição crescente com os chineses.http://www.nhk.or.jp/bunken/english/reports/pdf/report_13020101.pdf A indústria de mangás japoneseshttp://www.kyoto-seika.ac.jp/edu/manga/curriculum/http://www.seika-mangaworks.jp/2012/ goza de popularidade na maioria dos mercados asiáticos.
Como um país insular montanhoso e vulcânico, o Japão possui recursos naturais inadequados para apoiar sua economia crescente e grande população e, portanto, exporta bens nos quais há uma vantagem comparativa, tais como produtos industriais da engenharia, pesquisa e desenvolvimento em troca da importação de matérias-primas e petróleo. O Japão está entre os três maiores importadores de bens agrícolas no mundo, próximo da União Europeia e Estados Unidos em volume total, para cobrir seu próprio consumo agrícola interno.http://www.oecd.org/trade/agriculturaltrade/38893266.pdf O Japão é o maior importador do mundo de peixes e produtos derivados.http://www.fao.org/docrep/013/i1820e/i1820e01.pdfhttp://www.fao.org/docrep/016/i2727e/i2727e01.pdfhttp://injapan.no/marine/files/2012/03/Miyahara-FA.pdf O Mercado Atacadista Central Metropolitano de Tóquio é o maior mercado atacadista de produtos primários no Japão, incluindo o renomado mercado de peixes de Tsukiji. A caça à baleia no Japão, principalmente com fins de pesquisa, é considerada ilegal sob as leis internacionais.
Embora muitos tipos de minérios sejam extraídos por todo o país, a maioria dos recursos minerais tinham de ser importados no período pós-guerra. Depósitos locais de minérios eram difíceis de processar porque eram de baixa qualidade. Os grandes e variados recursos florestais do país, que cobria 70% do território no final da década de 1980, não eram utilizados extensivamente. Devido a decisões políticas a nível local, de província e nacional, o Japão decidiu não explorar seus recursos florestais para ganhos econômicos. As fontes internas supriam apenas entre 25% e 30% da necessidade de madeira do país. A agricultura e a pesca eram os melhores recursos desenvolvidos, mas apenas com anos de grandes investimentos e trabalho. O país portanto construiu suas indústrias de manufatura e processamento para converter matérias-primas importadas do exterior. Esta estratégia de desenvolvimento econômico necessitava do estabelecimento de uma forte infraestrutura econômica para fornecer a energia, transporte, comunicações e conhecimento tecnológico necessários. Depósitos de ouro, magnésio e prata ajudam a suprir as demandas industriais, mas o Japão é dependente de recursos estrangeiros para muitos de seus minérios essenciais para a indústria moderna. Ferro, cobre, bauxita e alumínio precisam ser importados, bem como muitos produtos da floresta.
História econômica thumb|Um ukiyo-e de 1856 mostrando Echigoya, atual Mitsukoshi
A história econômica do Japão é uma das economias mais estudadas por seu espetacular crescimento em três diferentes períodos. O primeiro foi a fundação de Edo (em 1603) com desenvolvimentos econômicos por toda a ilha, o segundo foi a Restauração Meiji (em 1868) por ser a primeira potência não europeia, e o terceiro foi após a derrota na Segunda Guerra Mundial (em 1945) quando o país surgiu como a segunda maior economia do mundo.
Primeiros contatos com a Europa (século XVI)
O Japão era considerado um país rico em metais preciosos, principalmente graças aos relatos de Marco Polo de templos e palácios dourados, mas também devido à abundância relativa de minérios na superfície característicos de um grande país vulcânico, antes de a mineração profunda em larga escala se tornar possível na era industrial. O Japão era um grande exportador de prata, cobre e ouro durante o período até que as exportações desses minerais fossem proibidas.
No Renascimento, o Japão também era percebido como uma sociedade feudal sofisticada com uma rica cultura e com forte tecnologia pré-industrial. Ele era densamente povoado e urbanizado. Observadores importantes europeus da época pareciam concordar que os japoneses "destacavam-se não apenas em relação a outros povos orientais, eles ultrapassavam os europeus também".Alessandro Valignano, 1584, "Historia del Principo y Progresso de la Compania de Jesus en las Indias Orientales.
Os primeiros visitantes europeus surpreenderam-se com a qualidade do artesanato e instrumentos de metais japoneses. Isso decorre do fato de que o próprio Japão é pobre em recursos naturais encontrados na Europa, especialmente o ferro. Assim, os japoneses eram frugais com seus recursos não renováveis; o pouco que tinham eles usavam com habilidade.
A carga dos primeiros navios portugueses (geralmente cerca de quatro navios menores todo ano) que chegaram no Japão consistia quase inteiramente de bens chineses (seda,porcelana). Os japoneses tinham muita vontade de adquirir estes bens, mas foram proibidos de ter qualquer contato com o Imperador da China, como uma punição pelos ataques piratas Wakō. Os portugueses (que eram chamados de Nanban, literalmente bárbaros do sul), então, descobriram a oportunidade agir como intermediários no comércio asiático.
Período Edo (1603–1868) O início do período Edo coincide com as últimas décadas do período Nanban, quando uma intensa interação com as potências europeias, nos planos econômico e religiosos, ocorreu. Foi no início do período Edo que o Japão construiu seu primeiro navio de guerra ao estilo ocidental, tal como o San Juan Bautista, um navio do tipo galeão de 500 toneladas que transportou uma embaixada japonesa liderada por Hasekura Tsunenaga para as Américas, que depois continuou para a Europa. Durante o período, o bakufu também comissionou por volta de 350 shuinsen, navios comerciais armados de três mastros, para o comércio intra-asiático. Os aventureiros japoneses, como Yamada Nagamasa eram ativos por toda a Ásia.
A fim de erradicar a influência da cristianização, o Japão entrou em um período de isolamento chamado de sakoku, durante o qual sua economia gozou de estabilidade e um progresso moderado.
O desenvolvimento econômico durante o período Edo incluiu a urbanização, aumento do transporte de mercadorias, uma grande expansão do comércio doméstico e, inicialmente, estrangeiro, e uma difusão do comércio e indústrias e artesanato. O comércio de construção floresceu, junto com serviços bancários e associações comerciais. Cada vez mais as autoridades han supervisionaram a produção agrícola crescente e a expansão do artesanato rural.
Em meados do século XVIII, Edo tinha uma população de mais 1 milhão e Osaka e Quioto cada uma tinha mais de 400 mil habitantes. Muitas outras cidades-castelos cresceram. Osaka e Quioto tornaram-se centros de intenso comércio e produção de artesanato, enquanto Edo era o centro da oferta de alimentos e bens de consumo urbanos essenciais.
O arroz era a base da economia, com o daimyo coletando as taxas dos camponeses na forma de arroz. As taxas eram altas, cerca de 40% da colheita. O arroz era vendido no mercado fudasashi em Edo. Para conseguir dinheiro, o daimyo usava contratos a termo para vender arroz que ainda não tinha sido colhido. Esses contratos eram semelhantes ao contrato futuro moderno.
Durante o período, o Japão progressivamente estudou as ciências e técnicas do Ocidente (chamadas de rangaku, literalmente "estudos holandeses") através das informações e livros recebidos dos comerciantes holandeses em Dejima. As principais áreas que foram estudadas incluíam geografia, medicina, ciências naturais, astronomia, arte, línguas, ciências físicas tais como o estudo do fenômeno elétrico e ciências mecânicas como exemplificado pelo desenvolvimento dos relógios japoneses, ou wadokei, inspirados em técnicas ocidentais.
Período pré-guerra (1868–1945) Desde meados do século XIX, após a restauração Meiji, o país se abriu para o comércio e influência ocidentais e o Japão passou por dois períodos de desenvolvimento econômico. O primeiro começou em 1868 e se estendeu pela Segunda Guerra Mundial. O segundo iniciou em 1945 e continuou até meados da década de 1980.