O período da história dos Estados Unidos entre 1945 e 1964 é marcado pela Guerra Fria, e pelo crescimento das tensões diplomáticas e militares entre as duas superpotências militares da época, os Estados Unidos e a União Soviética. Este período também é marcado por uma grande explosão demográfica, e pelo início do movimento dos direitos civis e do movimento feminista no país.

Pós-Segunda Guerra Mundial 250px|miniaturadaimagem|O período pós-segunda guerra mundial viu um momento de exponencial crescimento econômico dos Estados Unidos, puxando a qualidade de vida para cima e proporcionando a base para um acentuado e constante crescimento populacional, desenvolvendo os subúrbios que se tornaram uma das marcas da América. Com o desfecho da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos podiam considerar-se os grandes vencedores, uma vez que o seu território não fora alvo de massivas destruições, a perda de vidas fora diminuta (apesar dos cerca de 400 000 soldados mortos em combate, não contando com os feridos e desaparecidos) e o esforço de guerra proporcionou crescimento económico.

De fato, entre 1939 e 1945, os Estados Unidos entraram num período de desenvolvimento resultante do aumento do produto nacional bruto, do incremento da produtividade agrícola e industrial e da descida das taxas de desemprego. Para dar uma noção, as importações aumentaram aproximadamente 75% enquanto as exportações atingiram os 340%.

Este crescimento económico foi mais notório a partir de 1945, porque os Estados Unidos, além de abastecerem o mercado interno, estavam também a fornecer os países devastados pela guerra.

Nos anos 50, a sociedade americana era vista no exterior como a terra da abundância: de pessoas, de bens e de meios técnicos. E afirmava-se já como uma superpotência capitalista na corrida pela liderança do mundo ocidental. Na origem desta posição hegemónica estiveram vários factores: os investimentos americanos aplicados na Europa durante o pós-guerra, que lhe conferiram uma posição de supremacia tanto a nível comercial como financeiro; a aposta numa política que quebrasse o isolamento da era da Guerra Fria, através de uma abertura a alianças para combater o crescimento dos regimes comunistas; o desenvolvimento do sistema capitalista americano através da implantação de empresas multinacionais fora do país; e o acelerado crescimento económico norte-americano até à década de 1970 acompanhado do aumento da dependência de outros países relativamente aos Estados Unidos. O governo desde a segunda guerra mundial, matou diretamente entre 20 a 30 milhões, fora os homicídios cometidos por ditaduras que foram apoiadas pelo seu governo e/ou alçaram ao poder com apoio americano.Study: U.S. regime has killed 20-30 million people since World War Two

Guerra Fria

Origem da Guerra Fria A aliança entre os Estados Unidos e a União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial foi uma aberração das relações entre ambos os países até então. A rivalidade entre ambos os países data da década de 1890, quando, após mais de um século de boas relações, os americanos e os russos tornaram-se rivais sobre a questão do desenvolvimento da Manchúria. A Rússia czarista, incapaz de competir industrialmente com os Estados Unidos, partiu em busca de novas terras na Ásia Oriental, buscando colonizar estas regiões, enquanto os americanos opuseram-se à esta política russa, querendo ampla abertura dos mercados potenciais de comércio. Em 1917, a rivalidade tornou-se intensamente ideológica. Os americanos nunca se esqueceram que o governo soviético negociou um tratado de paz à parte com a Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial, levando às potências aliadas a lutar contra os Poderes Centrais sozinha. Um sentimento de desconfiança surgiu na União Soviética quando os Estados Unidos desembarcaram tropas americanas em 1918 na União Soviética, envolvendo-se diretamente e indiretamente na Guerra Civil Russa, ajudando os anti-bolcheviques, e contra os comunistas. Além disso, os soviéticos nunca esqueceram-se das repetidas promessas feitas por Franklin Delano Roosevelt durante a Segunda Guerra Mundial, após o início da Operação Barbarossa por parte dos alemães, que os Estados Unidos e o Reino Unido iriam abrir uma segunda frente de batalha no continente europeu. Porém, a invasão aliada ocorreu somente em junho de 1944, mais de dois anos após os primeiros pedidos de socorro por parte dos soviéticos. Durante este período, a União Soviética sofreu grandes baixas, com mais de 20 milhões de mortos. 250px|miniaturadaimagem|Franklin D. Roosevelt (sentado no meio) junto com Joseph Stalin e Winston Churchill. Quando a Segunda Guerra Mundial terminara na Europa, em 8 de maio de 1945, as tropas da União Soviética, dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França estavam localizadas em certas regiões, essencialmente, em uma linha no centro da Europa que tornaria-se conhecida como Linha Oder-Neisse. Posteriormente, com poucas mudanças, esta linha tornaria-se conhecida mundialmente como a "cortina de ferro" da Guerra Fria. Em resumo, o Tratado de Yalta significou o acordo por parte da União Soviética e das potências ocidentais que nenhum dos lados utilizaria-se de força militar para forçar uma recuada do lado oposto. Esta tática valia também na Ásia, como evidenciada pela ocupação militar do Japão e da divisão da Coreia. Politicamente, Yalta fora um acordo pós-guerra que manteve o status quo na qual a hegemonia soviética reinava sobre um terço da Europa e a hegemonia americana sobre os outros dois terços.

Existiam então diversos contrastes fundamentais entre os Estados Unidos e a União Soviética, entre o capitalismo e o comunismo; estes contrastes haviam sido simplificados e refinados em ideologias nacionais para representar dois estilos de vida, cada um vindicado em 1945 por diversos desastres. Modelos conflitantes, entre a autarquia e as exportações, do planejamento da economia por parte do Estado contra o livre empreendimento, foram os principais modelos entre os países desenvolvidos e em desenvolvimentos dos anos pós-guerra.

Os Estados Unidos, liderados pelo Presidente Harry S. Truman desde abril de 1945, estava determinado a abrir os mercados mundiais para o comércio capitalista e para modelar o mundo pós-guerra de acordo com os princípios da Carta dos Estados Unidos: auto-determinação, acessibilidade econômica igualitária, e a reconstrução de uma Europa capitalista que serviria novamente como um centro operacional em assuntos internacionais. Franklin Delano Roosevelt, o predecessor de Truman, nunca esquecera do entusiasmo quando abraçou as ideias da ideologia Wilsoniana durante a Primeira Guerra Mundial, e via sua missão durante a década de 1940 como o de trazer paz mundial e duradoura, e democracia genuína ao mundo. Sua visão também era igualmente uma visão de auto-interesse. A Segunda Guerra Mundial resultou na enorme destruição de infraestrutura e de populações ao longo da Eurásia, com quase nenhum país nestes continentes não afetado pela guerra. A única potência industrial do mundo que iria emergir intacta após a guerra foi os Estados Unidos. Não somente isto, a guerra fortaleceu drasticamente a economia do país (bem como a economia de seu vizinho setentrional, o Canadá). Os Estados Unidos também iniciou um processo de tentativa de imposição de sua visão do mundo com a criação de novas agências governamentais americanas: o World Bank e o Fundo Monetário Internacional, que foram criados para assegurar uma economia aberta e internacional. A União Soviética optou por não fazer parte deste acordo.

Os soviéticos, como os americanos, viam como essenciais e inseguras seus interesses vitais e a segurança nacional, no mundo pós-guerra, que motivaram os soviéticos para modelar a Europa. Estaline impôs governos dominados na Polónia, Romênia, Alemanha Oriental e na Bulgária. Winston Churchill, um anti-comunista assumido, condenou estes atos de Stalin, em construir um novo Império russo com uma "cortina de ferro".

O aumento das tensões Nos Estados Unidos, a contenção da União Soviética logo se tornaria uma doutrina, após os conselhos de pessoas tais como o Oficial do Departamento de Estado George F. Kennan, que disse que os soviéticos tinham que ser contidos através do "uso de forças inalteráveis em todos os pontos", até que a queda da União Soviética ocorresse. Esta política foi desenvolvida no discurso da Doutrina Truman de março de 1947, onde Tryman disse que os Estados Unidos teriam que contribuir quatro milhares de milhões de dólares (em valores atuais) para conter o comunismo.

Os medos por parte do governo americano de um avanço soviético e de sua doutrina em outros países logo levou ao lançamento de massivos programas de reconstrução econômicas por parte do governo americano, inicialmente na Europa Ocidental e então no Japão, bem como na Coreia do Sul e Taiwan. O Plano Marshall fez com que os Estados Unidos investissem mais de 12000 milhões de dólares na reconstrução da Europa Ocidental. Stalin respondeu à estas medidas através do bloqueio terrestre por parte dos soviéticos de Berlim Ocidental, um enclave capitalista em território comunista, esperando conseguir concessões para que este bloqueio fosse terminado. Porém, o plano soviético voltou-se contra os próprios soviéticos. Confrontos militares iniciaram a crescer, enquanto que suprimentos foram fornecidos através do transporte destes suprimentos via aviões, fato que humilhou internacionalmente os soviéticos. O bloqueio, que iniciara-se em 1948, durou até 1949, quando foi removido pelos soviéticos.

Truman juntou-se a outras onze nações em 1949 para formar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a primeira aliança europeia com envolvimento americano em mais de 170 anos (a primeira fora a Revolução Americana de 1776, onde os americanos tiveram o apoio dos franceses e dos Espanhóis). Stalin respondeu através da integração das economias da Europa Oriental em sua versão do Plano Marshall e da explosão da primeira bomba nuclear soviética em 1949, de uma aliança com a República Popular da China em fevereiro de 1950, e da formação do Pacto de Varsóvia, a versão comunista da OTAN.

Em 1949, o governo nacionalista da China de Chiang Kai-shek foi derrubado pelo líder comunista Mao Tse-Tung, que proclamou a República Popular da China. Mao então viajou para Moscou, onde ele negociou o Tratado Sino-Soviético de Amizade, Aliança e Mútua Assistência com a União Soviética.

Confrontado com o crescente sucesso dos soviéticos, oficiais americanos moveram-se rapidamente para reflexão sobre a "contenção". Em um documento secreto de 1950, NSC-68, estes oficiais americanos propuseram o fortalecimento de seus sistemas de alianças, o aumento de verbas para as Forças Armadas dos Estados Unidos em cerca de 500%m e na criação de uma campanha elaborada de propaganda para convencer os americanos a lutar por esta custosa Guerra Fria. Truman ordenou o desenvolvimento de uma bomba de hidrogênio, No início da década de 1950, os primeiros esforços americanos contra forças comunistas no Vietnã tiveram início, bem como planos para a formação de um exército para a Alemanha Ocidental, e propostas por um tratado de paz com o Japão que iriam garantir a instalação de bases militares americanas em caráter permanente em território japonês.

Guerra da Coreia

miniaturadaimagem|Militares americanos na Coreia, em 1950.