miniaturadaimagem|Identificação das figuras. O Grupo do Leão é uma pintura a óleo sobre tela do pintor naturalista português Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929) datada de 1885 e conservada no Museu Nacional de Arte Contemporânea em Lisboa.
A pintura de grandes dimensões representa um grupo de artistas e escritores amigos e conhecidos que frequentavam a Cervejaria Leão, inaugurada em 1878,Página na Net do Restaurante Leão de Ouro, continuação da cervejaria localizada na Rua 1.º de Dezembro, em Lisboa,localização no GoogleMaps, e daí o título da obra e a designação do próprio conjunto de intelectuais e artistas como Grupo do Leão. O quadro mostra-os à mesa da cervejaria, mas foi pintado para ser exposto no Restaurante Leão de Ouro, inaugurado em 1885 na mesma rua (algumas portas ao lado da cervejaria), para onde esta tertúlia de artistas se transferiu naquele ano. O retrato do grupo, o único desta geração naturalista de Lisboa (exceptuando a tela-caricatura sobre os mesmos por Rafael Bordalo Pinheiro, também feita para o restaurante, intitulada "Alegoria ao Grupo do Leão"), esteve exposto no Leão de Ouro até 1939. Em 1953 foi adquirido pelo Estado Português.Nota de Pedro Lapa na página do Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado,
Descrição No quadro estão representados, da esquerda para a direitaːNota de Pedro Lapa na página do Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado
Sentados: Henrique Pinto (1853-1912), pintor; José Malhoa (1855-1933), pintor; João Vaz (1859-1931), pintor; Silva Porto (1850-1893), pintor; António Ramalho (1859-1916), pintor; Moura Girão (1840-1916), pintor; Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), caricaturista, logo abaixo do irmão/autor da obra; e por fim com a mão apoiada no quadril Rodrigues Vieira (1856-1898), pintor;
De pé: Ribeiro Cristino (1858-1948), pintor; Alberto d'Oliveira (1861-1922), jornalista e publicista; o empregado de mesa Manuel de Vasconcelos "Fidalgo", Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929), pintor, de cartola (autoretrato); Dias, outro empregado de mesa; e Cipriano Martins (?-1886/7), pintor.
Segundo Pedro Lapa, Columbano terá visto, em Paris, a Homenagem a Delacroix (1864) e a Esquina de mesa (1872), ambos de Fantin-Latour (e em Galeria), e certamente que estes retratos colectivos o terão inspirado. O fundo claro e abstracto realça o recorte das figuras, tendo o Autor seguido uma economia tonal monocromática. Ainda segundo Pedro Lapa, as figuras apresentam-se com poses individuais de retrato ou trazidas de outras fontes para inserção no conjunto, como se de montagem, ou mesmo colagem, se tratasse. Para o desenvolvimento da obra, Columbano terá recorrido a uma fotografia de 1883 em que constam alguns dos representados, bem como alguns personagens terão posado propositadamente, e até mesmo, talvez no caso do empregado de mesa, o artista tenha desenhado e tirado apontamentos ao natural e posteriormente pintado.
História A obra foi adquirida em 1953 pelo Estado a Ramos da Costa, por 400.000$00 na moeda de então, tendo na altura Assis Chateaubriand, fundador do Museu de Arte de São Paulo, e o banqueiro Artur Cupertino de Miranda, manifestado também interesse na sua aquisição.
Faziam ainda parte do Grupo do Leão, mas não foram representados no quadro de Columbano, os seguintes artistasː Abel Botelho (1854-1917), escritor; Bulhão Pato (1829-1912), poeta; Emídio de Brito, escritor; Fialho de Almeida (1857-1911), escritor; João Anastácio Rosa (1812-1884), actor e escultor; Leandro Braga (1839-1897), entalhador; Mariano Pina (1860-1899), escritor; Monteiro Ramalho (1862-1949), escritor.
Galeria
Referências
Ligações externas Página do Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiadoː
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