Pénis humano (português europeu) ou pênis humano (português brasileiro) é o órgão sexual copulatório masculino que também é o responsável pela micção. As principais partes são: a raiz (radix); o corpo (corpus); e o epitélio do pénis incluindo o corpo cavernoso e o prepúcio cobrindo a glande. O corpo do pénis é constituído de três colunas de tecidos: dois corpos cavernosos, os dorsais e o corpo esponjoso entre os anteriores no lado ventral. A uretra humana masculina passa através da glândula prostática onde une-se com o ducto ejaculatório através do pénis. A uretra atravessa os corpos esponjosos, e a sua abertura, o meato, dependo do tipo de glande. É a saída excretora para a micção e ejaculação de sémen. A maior parte de desenvolvimento do pénis é composto pelo mesmo tecido embrionário que o do clítoris nas mulheres; a pele arredor do pénis e da uretra provém do mesmo tecido embrionário do qual são feitos os lábios menores nas mulheres. A ereção é a mudança de estado do pénis, o qual expande-se aumentado de tamanho e ficando teso e duro; isto acontece durante a excitação sexual, porém, também pode ter lugar em situação não-sexuais. A alteração genital mais comum é a circuncisão, a remoção parcial ou total do prepúcio por vários motivos; culturais, religiosos e mais raramente, médicos. Há bastante controvérsia acerca da circuncisão.

Anatomia

thumb|200x200px|Seção transversal lateral do pénis|esquerda

Partes

Raiz do pénis (radix): É a parte anexada, consistindo no bulbo do pénis no meio e na crus do pénis, um de cada lado do bulbo. Encontra-se dentro da bolsa perineal superficial. Corpo do pénis (corpus): Possui duas superfícies: dorsal (posterossuperior no pénis ereto) e ventral ou uretral (voltado para baixo e para trás no pênis flácido). A superfície ventral é marcada por um sulco na direção lateral. O epitélio do pénis consiste na pele da haste, no prepúcio e na mucosa prepucial na parte interna do prepúcio e cobrindo a glande. O epitélio não está preso à haste subjacente, por isso é livre para deslizar de um lado para o outro.

Estrutura

thumb|x200px|direita|1 Meato 2 Glande 3 Coroa 4 Corpo cavernoso 5 Corpo esponjoso 6 Escroto 7 Crus do pênis 8 Bulbo do pênis 9 Ânus 10 Frênulo prepucial 11 Raiz do pênis. thumb|150x150px|Diagrama anatômico de um pénis humano

O pénis humano é formado por três colunas de tecido: dois corpos cavernosos situam-se lado a lado no lado dorsal e um corpo esponjoso entre eles no lado ventral.

A extremidade alargada e em forma de bulbo do corpo esponjoso forma a glande do pénis com dois tipos específicos de sinusóides, que sustentam o prepúcio, uma prega de pele solta que em adultos pode retrair para expor a glande. A área no lado inferior do pénis, onde o prepúcio é ligado, é chamado o frênulo prepucial. A base arredondada da glande é chamada de coroa. As glândulas Prepuciais, situadas na coroa, secretam substâncias que compõem a secreção esbranquiçada que recobre o pênis, o esmegma. A rafe perineal é a linha perceptível ao longo da parte inferior do pénis.

A uretra, é a última parte do tracto urinário, atravessa o corpo esponjoso, e a sua abertura, conhecida como o meato ureteral, situa-se sobre a ponta da glande do pénis. É uma passagem tanto para a urina quanto para a ejaculação do sêmen. Os espermatozoides são produzidos nos testículos e armazenados no epidídimo anexado. Durante a ejaculação, os espermatozoides são impulsionados pelos canais deferentes, dois ductos que passam por cima e por trás da bexiga. Os fluidos são adicionados pelas vesículas seminais e os vasos deferentes transformam-se nos ductos ejaculatórios, que se unem à uretra dentro da próstata. Tanto a próstata quanto as glândulas bulbouretrais adicionam mais secreções e o sêmen é expelido pelo pénis.

A rafe perineal é a crista visível entre as metades laterais do pénis, encontrada na parte ventral ou inferior do pénis, indo do meato (abertura da uretra) através do escroto até o períneo (área entre o escroto e o ânus).

O pénis humano difere da maioria dos outros mamíferos, pois não possui o báculo (ou osso erétil) e, em vez disso, depende inteiramente do ingurgitamento de sangue para atingir seu estado ereto. Um ligamento distal apoia a glande do pénis e desempenha um papel integral no fibroesqueleto peniano, e a estrutura é chamada de "os analog", um termo cunhado por Geng Long Hsu na Encyclopedia of Reproduction. É um remanescente do báculo que evoluiu provavelmente devido à mudança na prática de acasalamento.

O pénis humano é maior do que a média no reino animal em proporção à massa corporal. O pénis humano alterna de um algodão macio para uma rigidez óssea resultante do fluxo arterial peniano variando entre 2-3 a 60-80 mL /min implica o meio mais ideal para aplicar a lei de Pascal em todo o corpo humano; a estrutura geral é única.

Tamanho

As medidas penianas variam, com estudos que se baseiam em auto-medidas relatando um tamanho médio significativamente maior do que aqueles que se baseiam em medidas feitas por profissionais de saúde. A partir de 2015 uma revisão sistemática de 15 521 homens concluiu que a medida média de um pênis ereto humano é 13,12 cm (5,17 polegadas) de comprimento, enquanto a circunferência média de um pénis humano ereto é 11,66 cm (4,59 polegadas).

Entre todos os primatas, o pénis humano é o maior em circunferência, mas é comparável ao pénis de chimpanzé e aos pénis de alguns outros primatas em comprimento. O tamanho do pénis é afetado pela genética, mas também por fatores ambientais, como medicamentos para fertilidade e exposição a produtos químicos/poluição. O pénis humano mais grande documentado oficialmente foi encontrado pelo médico Robert Latou Dickinson. Tinha 34,3 cm (13,5 polegadas) de comprimento e 15,9 cm (6,26 polegadas) de diâmetro.

Variações normais

Pápulas penianas peroladas são protuberâncias de cor um pouco mais claras ao redor da base (sulco) da glande, que normalmente se desenvolvem em homens com idade entre 20 e 40 anos. Em 1999, diferentes estudos haviam produzido estimativas de incidência variando de 8 a 48% de todos os homens. Eles podem ser confundidos com verrugas, mas não são prejudiciais ou infecciosos e não requerem tratamento. As manchas de Fordyce são manchas brancas amareladas pequenas, elevadas, de 1 a 2 mm de diâmetro que podem aparecer no pénis, as quais também são comuns e não infecciosas. As proeminências sebáceas são protuberâncias semelhantes às manchas de Fordyce na haste do pénis, localizadas nas glândulas sebáceas e são normais. Fimose é a incapacidade de retrair totalmente o prepúcio. É normal e inofensivo na infância e na pré-adolescência, ocorrendo em cerca de 8% dos meninos aos 10 anos de idade. De acordo com a British Medical Association, o tratamento (creme esteróide tópico e/ou alongamento manual) não precisa ser considerado até os 19 anos. Curvatura: poucos pénis são completamente retos, com curvas comumente vistas em todas as direções (para cima, para baixo, esquerda, direita). Às vezes, a curva é muito proeminente, mas raramente inibe a relação sexual. Uma curvatura de até 30 ° é considerada normal e o tratamento médico raramente é considerado, a menos que o ângulo exceda 45 °. Alterações na curvatura de um pénis podem ser causadas pela doença de Peyronie.

Desenvolvimento

thumb|239x239px|Estágios no desenvolvimento da genitália externa masculina|esquerda

Diferenças entre órgãos femininos e masculinos

No feto em desenvolvimento, o tubérculo genital se desenvolve na glande do pénis nos homens e na glande clitoriana nas mulheres; eles são homólogos. A prega urogenital se desenvolve na pele ao redor do corpo do pénis e da uretra nos homens e nos pequenos lábios nas mulheres. Os corpos cavernosos são homólogos ao corpo do clitóris; o corpo esponjoso é homólogo aos bulbos vestibulares abaixo dos pequenos lábios; o escroto, homólogo aos grandes lábios; e o prepúcio, homólogo ao capuz clitoridiano. A rafe não existe no sexo feminino, porque ali as duas metades não estão conectadas.

Puberdade

miniaturadaimagem|200x200px|Desenvolvimento de um pénis humano não circuncidado (cinco estágios de Tanner)Na puberdade, os testículos começam a amadurecer e o pênis aumenta. O pénis cresce, mais ou menos, até aos 18 anos, e o crescimento na largura começa, aproximadamente, aos 11. Durante o processo, os pelos púbicos crescem acima e em torno do pénis. É também no início da puberdade que se dão as primeiras ejaculações, normalmente durante o período em que o rapaz está a dormir (polução noturna).

Fisiologia

Micção

thumb|175x175px|Pénis em função excretora|esquerda

Nos homens, a expulsão da urina do corpo é feita pelo pénis. A uretra drena a bexiga através da próstata, onde é unida pelo ducto ejaculatório e, em seguida, para o pénis. Na raiz do pénis (a extremidade proximal do corpo esponjoso) está o músculo esfíncter externo . Este é um pequeno esfíncter de tecido muscular estriado e está em homens saudáveis ​​sob controle voluntário. O relaxamento do esfíncter da uretra permite que a urina na parte superior da uretra entre no pénis de maneira adequada e, assim, esvazie a bexiga.

Fisiologicamente, a micção envolve a coordenação entre os sistemas nervoso central, autônomo e somático. Em bebês, alguns idosos e aqueles com lesões neurológicas, a micção pode ocorrer como um reflexo involuntário. Os centros cerebrais que regulam a micção incluem o centro de micção pontina, o cinza periaquedutal e o córtex cerebral. Durante a ereção, esses centros bloqueiam o relaxamento dos músculos do esfíncter, de modo a agir como uma separação fisiológica da função excretora e reprodutiva do pénis, evitando que a urina entre na parte superior da uretra durante a ejaculação.

Ereção

Ereção é o enrijecimento e elevação do pénis, que ocorre durante a excitação sexual, embora também possa acontecer em situações não sexuais. As ereções espontâneas ocorrem frequentemente durante a adolescência devido à fricção com roupas, bexiga cheia ou intestino grosso, flutuações hormonais, nervosismo e despir-se em uma situação não sexual. Também é normal que ocorram ereções durante o sono e ao acordar. O mecanismo fisiológico primário que provoca a ereção é a dilatação autonôma das artérias que fornecem sangue ao pénis, o que permite que mais sangue encha as três câmaras de tecido erétil esponjoso do pénis, fazendo com que ele se alongue e enrijeça. O tecido erétil, agora ingurgitado, pressiona e contrai as veias que transportam o sangue para fora do pénis. Mais sangue entra do que sai do pénis até que um equilíbrio seja alcançado, onde um volume igual de sangue flui para as artérias dilatadas e para fora das veias contraídas; um tamanho erétil constante é alcançado neste equilíbrio. O escroto geralmente fica tenso durante a ereção.

A ereção facilita a relação sexual, embora não seja essencial para várias outras atividades sexuais.

Ejaculação

thumb|200px|Ejaculação de um pénis humano

A ejaculação é a ejeção do sêmen do pénis e geralmente é acompanhada pelo orgasmo. Uma série de contrações musculares liberam sêmen, contendo gametas masculinos conhecidos como espermatozoides. Geralmente é o resultado de estimulação sexual, raramente, é devido a doenças da próstata. A ejaculação pode ocorrer espontaneamente durante o sono (conhecida como polução noturna ou sonho molhado). Anejaculação é a condição de não conseguir ejacular.

A ejaculação tem duas fases: a emissão e a ejaculação propriamente dita. A fase de emissão do reflexo ejaculatório está sob controle do sistema nervoso simpático, enquanto a fase ejaculatória está sob o controle de um reflexo espinhal no nível dos nervos espinhais S2-4 via nervo pudendo. Um período refratário se segue à ejaculação e a estimulação sexual a precede.

Aumento peniano