é um jogo eletrônico de ação-aventura desenvolvido pela Nintendo Entertainment Planning & Development e publicado pela Nintendo. É o décimo nono título da série The Legend of Zelda e foi lançado mundialmente para Wii U e Nintendo Switch em 3 de março de 2017. A história segue Link, que acorda em uma Hyrule devastada após cem anos de sono e precisa recuperar suas memórias e derrotar o mal causado por Calamity Ganon. A jogabilidade é apresentada em um mundo aberto e os jogadores podem explorá-lo livremente, completando diferentes tipos de missões e resolvendo quebra-cabeças para a obtenção de recompensas.
O desenvolvimento de Breath of the Wild começou pouco depois da estreia de The Legend of Zelda: Skyward Sword e durou cinco anos. A equipe tinha a intenção de reinventar a estrutura da série, assim introduziram elementos inéditos como um motor de física detalhado, visuais em alta definição e dublagem. O mundo de jogo foi projetado para recompensar exploração e experimentação, com a história sendo pensada para poder ser completada de forma não-linear. Breath of the Wild originalmente tinha previsão de lançamento para 2015 como um exclusivo de Wii U, porém foi adiado duas vezes por problemas de desenvolvimento. Ele acabou servindo como um dos títulos de lançamento do Switch e o último jogo publicado pela Nintendo para o Wii U.
Breath of the Wild foi aclamado pela crítica ao ser lançado, sendo elogiado pela profundidade de sua jogabilidade de mundo aberto e atenção aos detalhes, com diversas publicações especializadas o considerando como um dos melhores jogos eletrônicos de todos os tempos, com as únicas críticas sendo direcionada para pequenos problemas técnicos na época da estreia. Dois conteúdos para download intitulados The Master Trials e The Champions' Ballad foram lançados alguns meses depois, adicionando novos modos de jogo, itens, quebra-cabeças, desafios e elementos de história. Breath of the Wild venceu vários prêmios, incluindo muitos de jogo do ano. Além disso, foi um grande sucesso comercial, com mais de vinte milhões de cópias vendidas mundialmente.
Jogabilidade thumb|esquerda|270px|Os jogadores são livres para explorarem o mundo de jogo usando uma variedade de ferramentas. Por exemplo, ao pular de um lugar alto e ativar o paraglider, Link pode viajar por grandes distâncias rapidamente. The Legend of Zelda: Breath of the Wild é um jogo eletrônico de ação-aventura em mundo aberto que os jogadores podem explorar livremente enquanto controlam Link. O título incentiva uma jogabilidade não-linear, que é ilustrada pela falta de entradas os saídas definidas no mapa, poucas instruções fornecidas ao jogador e encorajamento a livre exploração. Breath of the Wild possui um sistema de física que permite que os jogadores abordem problemas de diferentes maneiras em vez de tentarem encontrar uma solução única. O jogo também integra um sistema de "química" que define as propriedades da maioria dos objetos presentes e governa como eles interagem uns com os outros e com o jogador. Por exemplo, é possível tirar vantagem do sistema climático dinâmico ao jogar objetos de metais em inimigos durante tempestades de raios com o objetivo de atrair uma descarga elétrica. Isto tudo resulta em um mundo interativo e desestruturado que recompensa experimentação e permite uma progressão não-linear pela história.
O jogador pode realizar ações como correr, escalar, nadar e voar com um paraglider, porém todas são limitadas pelo fôlego de Link. É possível produzir itens a partir de elementos colhidos do ambiente, como armas, comidas e outros recursos. Diferentemente de jogos anteriores da série The Legend of Zelda, as armas se deterioram com o passar do tempo. Muitos itens podem ter mais de uma utilidade; por exemplo, armas de madeira podem ser incendiadas ou coletar flechas inimigas, enquanto escudos também podem ser utilizados como pranchas de surfe na neve. Comida pode ser obtida a partir da caça de animais, coleta de frutos ou coleta de partes de inimigos derrotados. O jogador pode cozinhar combinações de comidas e materiais e assim criar refeições ou elixires que podem preencher as barras de vida e fôlego de Link, ou mesmo proporcionar bônus como aumento de força ou resistência. Uma das ferramentas mais importantes de Link é sua "Tábua Sheikah", que pode ser usada para marcar pontos de interesse no mapa. O personagem, no decorrer do jogo, adquire novos poderes para a tábua, como bombas remotas, a habilidade de manipular objetos metálicos, formar blocos de gelo a partir de água e congelar objetos temporariamente no tempo. Jogadores podem travar sua mira em inimigos durante o combate a fim de infligirem ataques mais precisos, enquanto certas combinações de botões permitem movimentos de ataque e defesa mais avançados. Também é possível derrotar adversários sem armas, como rolar rochas gigantes colina a baixo sobre algum acampamento.
Além da exploração, os jogadores podem realizar missões ou desafios para obterem certas recompensas. Ativar torres e santuários adiciona pontos de viagem rápida no mapa. Ativar torres também revela segmentos do mapa, porém os nomes dos locais só aparecerem depois do jogador ter explorado as áreas pela menos uma vez. Os santuários estão espalhados por todo o mapa e contém diversos tipos de desafios que vão desde quebra-cabeças até combates contra oponentes robóticos. Completar santuários dá ao jogador Orbes de Espírito, que podem ser trocadas por mais pontos de vida ou aumento de fôlego. Também espalhados estão outros quebra-cabeças que revelam Sementes de Korok, que podem ser trocados por aumento no inventário de Link para armas, arcos e escudos. Vilarejos são onde muitas das missões paralelas podem ser ativadas e onde há lojas que vendem materiais e roupas. Exploradores e outros viajantes também oferecem missões, pistas ou conversas. Além disso, é possível escanear Amiibo no console a fim de receber itens bônus para Link, como seu tradicional cavalo Epona de jogos anteriores ou o Link Lobo de The Legend of Zelda: Twilight Princess.
Enredo The Legend of Zelda: Breath of the Wild se passa no fim da cronologia de The Legend of Zelda, depois de todos os outros jogos. No passado, por repetidas vezes, o mal conhecido como Calamity Ganon ameaçou o Reino de Hyrule, sempre sendo derrotado pela princesa Zelda, descendente da deusa Hylia, com a ajuda de seu fiel protetor Link. Hyrule com o passar dos séculos tornou-se uma civilização avançada, protegida por quatro Feras Divinas – máquinas animalescas enormes – e por um exército de Guardiões, armas robóticas autônomas. Quando Ganon retornou mais uma vez, quatro grandes guerreiros receberam o título de Campeões e pilotaram as Feras Divinas, protegidos por Zelda, Link e pelos Guardiões. Link derrotou Ganon com a Espada Mestra, permitindo que Zelda o selasse para longe.
Hyrule regrediu a um estado medieval dez mil anos depois. Os hyrulianos leram as profecias de seus ancestrais e reconheceram os sinais do retorno de Ganon, escavando e recuperando as Feras Divinas e os Guardiões. Os Campeões das raças de Hyrule – Daruk, guerreiro dos montanhosos goron; Mipha, princesa dos aquáticos zora; Revali, arqueiro dos pássaros rito; e Urbosa, chefe das guerreiras gerudo – reuniram-se para pilotar as Feras Divinas, enquanto Zelda e Link batalharam Ganon. Entretanto, este tomou controle dos Guardiões e das Feras Divinas, fazendo-os atacar Hyrule. O rei Rhoam e os Campeões foram mortos, o Castelo de Hyrule foi destruído e Link foi seriamente ferido. Zelda levou Link para um local seguro, escondeu a Espada Mestra e usou sua magia para prender Ganon dentro do castelo.
Link acorda cem anos depois, porém sem suas memórias e descobrindo que Hyrule está toda em ruínas. Ele encontra um velho, que revela ser o espírito do falecido rei Rhoam. Este explica que Ganon, selado dentro do Castelo de Hyrule, está se fortalecendo; Rhoam pede para que Link derrote Ganon antes que este mal se liberte e destrua o mundo. Link viaja por Hyrule, voltando a diversos locais de seu passado e resgatando suas memórias de Zelda. Ele entra nas quatro Feras Divinas com a ajuda das raças hyrulianas, expurgando os monstros de Ganon e libertando os espíritos dos antigos Campeões. Ele recupera a Espada Mestra nos Bosques Perdidos, entra no Castelo de Hyrule e derrota Ganon com a ajuda das Feras Divinas e do Arco da Luz entregue por Zelda. Ela sela Ganon novamente, restaurando a paz e permitindo que os espíritos de Rhoam e dos Campeões vão embora. Zelda percebe que Hyrule precisa ser reconstruída e que ela e Link precisam iniciar o processo. Caso o jogador cumpra certos pré-requisitos, é possível desbloquear um final alternativo em que Zelda e Link avaliam Hyrule e falam sobre a reconstrução do mundo.
Desenvolvimento thumb|200px|O produtor Eiji Aonuma quis repensar as convenções da série com Breath of the Wild. The Legend of Zelda: Breath of the Wild foi desenvolvido pela Nintendo Entertainment Planning & Development, uma divisão interna da Nintendo, para os consoles Wii U e Nintendo Switch. Segundo o produtor Eiji Aonuma, a equipe tinha a intenção de "repensar as convenções" da série The Legend of Zelda. Aonuma recebeu vários comentários após The Legend of Zelda: Skyward Sword de 2011 de jogadores que queriam ver um mapa mais interconectado para explorarem locais entre as áreas de jogabilidade. Dois anos depois a Nintendo experimentou com uma jogabilidade mais não-linear e de mundo aberto em The Legend of Zelda: A Link Between Worlds, um título lançado para o portátil Nintendo 3DS. Um dos objetivos dos desenvolvedores era levar em conta as críticas feitas a Skyward Sword e tentar abordá-las no próximo título da franquia para consoles de mesa, com Aonuma afirmando que desejo com Breath of the Wild era "expandir e fazer Skyward Sword melhor". Outras áreas que o produtor desejava retrabalhar eram os calabouços e os quebra-cabeças, além de reprojetarem o jogo a fim de permitir que os jogadores alcançassem o final sem progredirem pela história. Como a Nintendo nunca havia criado um jogo de mundo-aberto moderno antes, eles se inspiraram em outros títulos como The Elder Scrolls V: Skyrim.
Antes de iniciarem o real processo de desenvolvimento do jogo, a equipe criou um protótipo bidimensional similar ao The Legend of Zelda original para que pudessem experimentar com os quebra-cabeças baseados em física. O jogo finalizado utiliza uma versão modificada do motor de física Havok. Aonuma definiu o sistema de física de Breath of the Wild como um grande desenvolvimento para a franquia The Legend of Zelda, dizendo que ela "sustenta tudo no mundo [de jogo]" e faz as coisas operarem de um "modo lógico e realista", permitindo que os jogadores abordassem quebra-cabeças e problemas de jeitos diferentes. O desenvolvimento desse sistema foi difícil, com o produtor dando o exemplo de um dia ter descoberto que todos os objetos de determinada área haviam sido levados pelo vento.