Jorge Luiz Zelada (Porto Alegre, 20 de janeiro de 1957) é um engenheiro brasileiro e foi diretor da área internacional da Petrobras, como sucessor de Nestor Cerveró, de 2008 a 2012.
Foi preso em 2 de julho de 2015, na 15ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Conexão Mônaco, por envolvimento no maior esquema de corrupção da história, conhecido como Petrolão. Foi o quarto diretor da Petrobras preso na Lava Jato, após as prisões de Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Nestor Cerveró.
Em agosto de 2015, foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), foi convocado para CPI da Petrobras, e em janeiro de 2016 foi condenado a quatro anos por fraude em licitação. No mesmo ano foi condenado a 12 anos e meses de prisão em regime fechado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Foi solto em junho de 2019, beneficado pelo indulto natalio que extinguiu sua pena. Em 2024, foi absolvido em um dos processos que era investigado por corrupção.
Operação Lava Jato Investigações A Polícia Federal (PF) localizou o registro de viagem de Jorge Zelada, para abrir uma conta no Principado de Mônaco. O executivo saiu do País, em 7 de fevereiro de 2011, às 21h03, rumo a Paris, no mesmo voo em que estava ex-sócio do lobista do PMDB João Augusto Rezende Henriques na empresa Trend. De acordo com a PF, Jorge Zelada abriu sua conta no Banco Julius Bar, em Mônaco, em 15 de fevereiro de 2011, período em que estava na França.
Em 27 de agosto de 2015, a CPI da Petrobras aprovou a convocação de Jorge Zelada e José Dirceu para depor em 31 de agosto sobre o esquema de corrupção investigado pela Lava Jato. No dia 31 de agosto de 2015, Zelada permaneceu em silêncio durante a CPI.
Em 8 de maio de 2018, foi um dos alvos da Operação Déjà vu, 51ª fase da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de propina de 200 milhões de reais na Petrobras.
Confisco de bens O juiz federal Sergio Moro decretou o confisco de 123,6 milhões de reais dos saldos sequestrados em duas contas em nome de Zelada e da offshore Rockfield International, constituída no Panamá, no Banco Julius Baer, no Principado de Mônaco, com saldo total de cerca de 11,6 milhões de euros.
Condenações
Em 12 de janeiro de 2016, a Justiça do Rio de Janeiro condenou Zelada a 4 anos por fraude em licitação. Em 1º de fevereiro de 2016, a Justiça Federal do Paraná condenou Zelada a 12 anos e 2 meses de prisão Jorge Luiz Zelada, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Ver também Lista de pessoas envolvidas na Operação Lava Jato Operação Lava Jato
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