Esta é a lista de prefeitos de São Paulo do Potengi, município do estado brasileiro do Rio Grande do Norte. A relação compreende as pessoas que exerceram formalmente a chefia do Poder Executivo municipal desde a instalação do município, em 1.º de janeiro de 1944, incluindo prefeitos nomeados pelas autoridades estaduais, titulares eleitos por sufrágio direto e ocupantes provisórios do cargo.
Desde 1944, catorze pessoas exerceram a chefia do Executivo municipal. A sucessão histórica compreende 22 períodos ininterruptos de exercício do cargo, uma vez que mandatos consecutivos de um mesmo titular são reunidos sob uma única posição na ordem cronológica. Retornos à prefeitura após a gestão de outro titular, por sua vez, constituem novos períodos e recebem numeração própria. Entre os prefeitos que exerceram mais de um mandato, Azevedo ocupou o cargo quatro vezes, distribuídas em três períodos de governo, e foi o primeiro prefeito do município a obter uma reeleição consecutiva, no pleito de 2000. Cabral e Marinho exerceram a prefeitura em três períodos não consecutivos cada; Naldinho cumpriu três mandatos distribuídos em dois períodos; Geraldo Macêdo governou em dois períodos não consecutivos; e Pacelli Souto exerce, desde 2021, um único período ininterrupto, composto por dois mandatos consecutivos após sua reeleição em 2024.
A duração dos mandatos municipais variou ao longo do tempo de acordo com a legislação brasileira. Atualmente, prefeito e vice-prefeito são eleitos para mandatos de quatro anos, admitida uma única reeleição para o período imediatamente subsequente. Entre os titulares de São Paulo do Potengi, Zé Gomes exerceu o mais longo mandato individual, com seis anos, entre 1977 e 1983, em decorrência da prorrogação dos mandatos municipais estabelecida pela Emenda Constitucional n.º 14, de 1980.
História do cargo e sucessão municipal A povoação de São Paulo do Potengi foi elevada à categoria de vila durante o governo do interventor Rafael Fernandes Gurjão, por meio do Decreto-Lei nº 603, de 31 de outubro de 1938. A instalação oficial da vila ocorreu no dia 1º de janeiro de 1939, com a posse do primeiro subprefeito, Manoel Henrique de Azevedo, figura responsável por iniciar a estruturação administrativa local.
O processo de emancipação política da vila aconteceu durante a interventoria do general Antônio Fernandes Dantas, quando foi sancionado o Decreto-Lei nº 268, em 30 de dezembro de 1943, que criou oficialmente o município de São Paulo do Potengi. Este decreto foi sancionado pelo desembargador João Dionísio Filgueira, que ocupava a função de secretário-geral do Estado e, naquele momento, exercia interinamente o papel de interventor estadual. A instalação do novo município foi efetivada em 1º de janeiro de 1944, marcando a posse do primeiro prefeito municipal, Severino Raul Gadelha.
Nos primeiros anos após a emancipação (1944-1948), a gestão municipal foi marcada por prefeitos nomeados pelo interventor federal do Rio Grande do Norte, refletindo a estrutura política do Estado Novo. A partir de 1948, com a redemocratização do país, São Paulo do Potengi passou a eleger seus gestores por meio do voto direto, consolidando suas instituições políticas locais.
A história política de São Paulo do Potengi é marcada pela alternância de poder entre diferentes figuras públicas que exerceram o cargo de prefeito ao longo das décadas. O mais jovem a assumir a chefia do executivo municipal foi José Azevedo, que, aos 31 anos, tomou posse em 1989. Em contraste, o prefeito mais idoso a tomar posse foi Francisco Cabral, aos 63 anos, em 1958. Cabral também se destacou por ser o ex-prefeito mais longevo, alcançando a idade de 100 anos e 81 dias. Por outro lado, o ex-prefeito João Marques detém o recorde de menor longevidade entre os líderes municipais, tendo falecido aos 59 anos e 66 dias.
Entre as figuras políticas mais notáveis, Nini Souto é lembrada como a ex-prefeita que viveu por mais tempo na condição de ex-chefe do executivo, somando 47 anos e 1 dia após o término de seu mandato, de 1977 até sua morte em 2024. Já José Azevedo foi o prefeito que permaneceu no cargo por mais tempo acumulado, totalizando 16 anos de mandato, divididos em quatro períodos distintos: 1989-1992, 1997-2000, 2001-2004 e 2009-2012.
Seis prefeitos da história do município exerceram o cargo por mais de um mandato:miniaturadaimagem|O prefeito Zé Gomes, a primeira-dama Zefinha Gomes e o vice-prefeito Pedro Ferreira, respectivamente, na sede da Prefeitura. Francisco Cabral exerceu o cargo em três períodos: primeiramente em 1945, embora tenha permanecido apenas dois meses no posto; foi eleito novamente em 1948, governando até 1953; e retornou ao poder de 1958 a 1963. Sebastião Marinho assumiu a prefeitura pela primeira vez em 1945, sendo afastado após cinco meses. Ele voltou a ser nomeado em 1946, mas renunciou em 1947. Em 1953, foi eleito e governou até 1958. Geraldo Macêdo governou em dois períodos: de 1983 a 1988 e de 1993 a 1996. José Azevedo serviu como prefeito em quatro ocasiões, sendo as mais longas de 1989 a 1992, de 1997 a 2004, tendo sido reeleito em 2000; e de 2009 a 2012. Naldinho ocupou a chefia do executivo em três mandatos, o primeiro de 2005 a 2008 e o segundo de 2013 a 2020, tendo sido reeleito em 2016. Naldinho é notável por ter disputado seis eleições para a prefeitura, sendo o político com o maior número de candidaturas ao cargo no município. Pacelli Souto governou em dois períodos distintos: o primeiro de 2021 a 2024 e o segundo de 2025 até a atualidade.
O cargo de prefeito de São Paulo do Potengi esteve vago em uma única ocasião ao longo da história do município. Essa vacância temporária ocorreu nos dias 5 e 6 de junho de 1948, quando o poder executivo municipal foi exercido de forma provisória por Reinaldo Iglesias, que assumiu a função com o objetivo de garantir a continuidade administrativa durante o curto período em que o cargo esteve sem um titular permanente.
Em 2025, pela segunda vez na história do município de São Paulo do Potengi, apenas um ex-prefeito encontra-se vivo. O fato ocorreu após o falecimento de José Azevedo, passando a ser Naldinho, o único ex-prefeito vivo da cidade. A primeira ocorrência semelhante foi registrada entre 2 de fevereiro e 8 de abril de 1945, quando Raul Gadelha deixou o cargo de prefeito, sendo sucedido por Francisco Cabral. Durante esse intervalo, Gadelha era o único ex-prefeito vivo, uma vez que, naquela época, os prefeitos eram nomeados pelo governo estadual em decorrência do regime do Estado Novo. Esses dois momentos configuram as únicas vezes, em oito décadas de história política municipal, em que apenas um ex-prefeito esteve vivo em São Paulo do Potengi.
Primeiro prefeito eleito pelo voto direto Em 21 de março de 1948, realizou-se a primeira eleição municipal de São Paulo do Potengi. No pleito, Francisco Cabral, candidato da União Democrática Nacional (UDN), tornou-se o primeiro prefeito eleito por voto direto no município. Sua posse ocorreu em 6 de junho de 1948, juntamente com o vice-prefeito João Marques. Conforme a legislação eleitoral vigente à época, os cargos de prefeito e vice-prefeito eram escolhidos em votações independentes. Francisco Cabral obteve 985 votos, enquanto João Marques recebeu 965 votos, em uma disputa marcada pela reduzida diferença entre os candidatos eleitos e seus adversários.
A eleição de 1948 marcou o início das eleições municipais por sufrágio direto em São Paulo do Potengi, consolidando a instalação do sistema representativo local após os primeiros anos de organização político-administrativa do município.
Primeira mulher prefeita miniaturadaimagem|Nini Souto na Missa em Ação de Graças pela sua posse em 1973.Nini Souto foi a primeira mulher eleita prefeita de São Paulo do Potengi. Sua eleição, realizada em 15 de novembro de 1972, ocorreu em contexto político marcado pela disputa contra João Marques, candidato apoiado pelo então prefeito Antônio Azevedo e vinculado à Aliança Renovadora Nacional (ARENA).
Durante a campanha eleitoral, Nini Souto realizou visitas domiciliares, reuniões comunitárias e encontros em áreas rurais do município, buscando ampliar sua base de apoio político. Entre os elementos associados à campanha destacou-se a utilização da chamada “Cartilha da Igreja”, vinculada a movimentos de conscientização política e eleitoral difundidos no período, cuja mensagem enfatizava a rejeição à compra de votos. No pleito, Nini Souto obteve 1.508 votos, correspondentes a 51,64% dos votos válidos. Foi empossada em 31 de janeiro de 1973, tendo Francisco Dias como vice-prefeito.
Sua eleição representou um marco na história política local, sendo, até o momento, a única mulher eleita para o cargo de prefeita de São Paulo do Potengi.
Prefeito eleito miniaturadaimagem|Pacelli Souto fazendo seu primeiro discurso como prefeito de São Paulo do Potengi, em janeiro de 2021.O candidato vencedor da eleição para o cargo de prefeito de São Paulo do Potengi passa a ser oficialmente denominado prefeito eleito a partir da divulgação oficial do resultado do pleito até a data de sua posse, que ocorre em 1º de janeiro do ano seguinte à eleição. Esse título é formalmente reconhecido no ato de diplomação, cerimônia realizada pela Justiça Eleitoral, na qual os candidatos eleitos — incluindo prefeito e vice-prefeito — recebem seus diplomas que os habilitam a tomar posse e exercer o mandato.
A diplomação é uma etapa essencial do processo eleitoral brasileiro e tem como objetivo atestar que o candidato foi eleito regularmente, respeitando as regras da eleição e tendo suas contas de campanha aprovadas. A partir desse momento, o eleito adquire o status jurídico necessário para assumir o cargo. Entretanto, em casos de reeleição, o título de prefeito eleito não é habitualmente utilizado, pois o titular já se encontra no exercício do cargo, não havendo uma transição de mandato, apenas continuidade da gestão.
Posse e Juramento Constitucional miniaturadaimagem|Termos de Compromisso e de Posse de Pacelli Souto e Lucas Macedo assinados em 2025. O prefeito e o vice-prefeito tomarão posse no dia 1º de janeiro do ano subsequente à eleição, em sessão solene na Câmara Municipal ou, caso esta não esteja reunida, perante autoridade judicial competente, ocasião em que prestarão o seguinte compromisso:Prometo cumprir a Constituição Federal, a Constituição Estadual e a Lei Orgânica Municipal, observar as leis, promover o bem geral dos municípios e exercer o cargo sob inspiração da democracia, da legibilidade e da legalidade.Ao longo da história municipal, as datas de posse dos prefeitos de São Paulo do Potengi acompanharam as alterações do calendário político brasileiro. Nos primeiros mandatos constitucionais, as posses ocorreram em 31 de março. Após as reformas institucionais do regime militar, o calendário foi ajustado para 31 de janeiro. Com a Constituição Federal de 1988, consolidou-se a posse em 1º de janeiro do ano subsequente à eleição.
Se, até o dia 10 de janeiro, o prefeito e o vice-prefeito — salvo motivo de força maior devidamente comprovado e aceito pela Câmara Municipal — não tiverem assumido o cargo, este será declarado vago. Enquanto não ocorrer a posse do prefeito, o cargo será assumido pelo vice-prefeito e, na ausência ou impedimento deste, pelo presidente da Câmara Municipal.
Sucessão e substituição Em caso de impedimento do prefeito e do vice-prefeito, ou de vacância dos respectivos cargos, o presidente da Câmara Municipal será convocado para assumir o exercício do cargo de prefeito.
Verificando-se a vacância, nos 2 (dois) primeiros anos do mandato, far-se-á eleição direta, 90 (noventa) dias após sua abertura, cabendo aos eleitos complementar o período de seus antecessores. Ocorrendo a vacância no 3º (terceiro) ano do período governamental, a lei para ambos os cargos, será feita 30 (trinta) dias depois da última vaga, pela Câmara Municipal na forma da Lei.