Diabo na Cruz foi uma banda portuguesa formada por Jorge Cruz em 2008 e extinta em 2019. Combina uma base rock com a tradição oral portuguesa, instrumentos tradicionais e influências musicais muito variadas. História Diabo na Cruz era uma ideia antiga que estava a germinar na cabeça do músico Jorge Cruz desde a altura em que integrava os Superego, um power-trio de Aveiro que formou em meados dos anos 90. No ano 2000 começou a idealizar um projecto de rock tradicional com a FanfarraMotor. O projecto foi cancelado quando ia entrar em estúdio, mas as primeiras sementes de Diabo na Cruz estavam aqui lançadas.
Jorge Cruz mudou-se para Lisboa, onde conheceu uma série de músicos da família FlorCaveira com quem partilhava afinidades musicais e referências comuns. Produziu discos de João Coração e d'Os Golpes, o que o estimulou a voltar a explorar a ideia de um rock português enraizado no legado musical que é específico de Portugal.
Em 2008, formou os Diabo na Cruz. Inicialmente juntou-se a João Pinheiro (bateria) e Bernardo Barata (baixo) porque encontrou neles "uma secção rítmica infalível na atitude e com afinidades evidentes com as intenções que tinha na mesa". Mais tarde juntaram-se B Fachada na viola braguesa e João Gil nos teclados. Em 2009 foi editado o primeiro EP Dona Ligeirinha e o álbum de estreia Virou!, que foi considerado um marco na música nacional pela forma como integrou sonoridades da música tradicional e do rock contemporâneo."Diabo na Cruz põem fim à banda", Comunidade Cultura e Arte, Consultado 26 de maio de 2020.
Após três anos na estrada e centenas de concertos, os Diabo na Cruz sofreram uma reformulação. B Fachada deixou a banda uma semana antes da gravação do segundo álbum, Roque Popular (2012), mas acabou por participar em alguns temas como convidado. Com os novos elementos Manuel Pinheiro (percussões) e Sérgio Pires (braguesa), em 2012 a banda cimentou a formação que se manteve até ao seu fim.
O terceiro álbum, Diabo na Cruz, chegou em 2014. Jorge Cruz descreveu-o como um disco mais pop, "muito menos negro, muito mais positivo" e "mais aberto às pessoas", onde procuram "fazer grandes canções". Jorge Cruz: "Nós podemos fazer o que quisermos que vai ser Diabo. Já percebemos que conseguimos fazer Diabo das mais diversas maneiras. Não estamos presos a um formato, a um estilo musical. O nosso estilo é Diabo na Cruz."
O ano de 2015 levou a banda a percorrer Portugal de Norte a Sul num total de 50 concertos. No final de 2015, os Diabo na Cruz sagraram-se vencedores nos Portugal Festival Awards na categoria de "Melhor Actuação ao Vivo".
Após dois anos sem concertos, a banda regressa aos palcos e aos discos em 2018, com o álbum Lebre.
No dia 21 de Maio de 2019, o fim dos Diabo na Cruz foi anunciado através de um comunicado. A banda deixou de existir no final da digressão de 2019, em Óbidos no dia 18 de outubro desse mesmo ano, digressão essa que foi feita sem o vocalista e fundador Jorge Cruz, entrando Daniel Mestre na guitarra elétrica e Sérgio Pires como vocalista e guitarrista na viola braguesa.
Formação Membros Jorge Cruz (voz, guitarra eléctrica, composição) Bernardo Barata (baixo) João Pinheiro (bateria) João Gil (teclados) Manuel Pinheiro (percussão, electrónica) Sérgio Pires (voz, viola braguesa) Daniel Mestre (guitarra)
Membros anteriores B Fachada (viola braguesa) Márcio Silva (viola braguesa)
Discografia Álbuns Virou! (2009) Roque Popular (2012) Diabo Na Cruz (2014) Lebre (2018)
EPs Dona Ligeirinha (2009) Combate (2010) Saias (2016)
Álbuns ao vivo Diabo Na Cruz Ao Vivo (2018)
Categoria:Bandas extintas de Portugal Categoria:Bandas extintas em 2019