Caio Fânio Estrabão () foi um político da gente Fânia da República Romana eleito cônsul em com Cneu Domício Enobarbo. Era um dos membros do Círculo dos Cipiões.

Família Caio Fânio era filho de Marco Fânio, provavelmente irmão de Caio Fânio Estrabão, o cônsul em . Ele se casou com Lélia, filha de Caio Lélio Sapiente e, aconselhado por seu sogro, assistiu aos discursos do filósofo estoico Panécio, em Rodes.Smith III, pg. 922

Carreira Assumindo que este Caio Fânio não seria o mesmo que lutou na Terceira Guerra Púnica, ele estava, em , na corte de Quinto Cecílio Metelo Macedônico na Macedônia. Ele foi enviado, como embaixador, à Liga Acaia com a missão de convencê-los a não iniciarem uma nova guerra contra Roma.Cornell, pg. 246; Broughton III, pg. 89 Depois que sua embaixada foi insultada e seus alertas, ignorados, Fânio partiu para Atenas.Broughton I, pg. 468

Ele reaparece em servindo com distinção como tribuno militar na Hispânia Ulterior sob Quinto Fábio Máximo Serviliano em sua guerra contra Viriato (Guerra Lusitana).Broughton I, pg. 478 Assume-se que, em algum momento depois de (possivelmente ), Fânio foi eleito tribuno da plebe.Cornell, pg. 246 Então, provavelmente, por volta de 127-, foi eleito pretor e foi mencionado num decreto respondendo a um pedido de ajuda aos romanos feito por João Hircano, do Reino Hasmoneu.Broughton I, pg. 509

Foi eleito cônsul em com Cneu Domício EnobarboSmith II, pg. 296 e ele contou com o forte apoio de Caio Semprônio Graco e seus aliados (populares), que não queria que Lúcio Opímio, seu inimigo político, ascendesse ao consulado. Porém, assim que foi eleito, Estrabão passou a apoiar aristocracia (os optimates) e a se opor abertamente às medidas propostas por Graco.Broughton I, pg. 516 Obedecendo uma ordem do Senado Romano, mandou publicar uma proclamação na qual ordenava que todos os aliados romanos que deixassem RomaSmith II, pg. 297 e discursou publicamente contra a proposta de Graco de conceder a cidadania romana aos latinos. O seu discurso foi preservado até o tempo de Cícero e era considerado uma obra-prima da retórica. Muito se discutia sobre a possibilidade de que este discurso não fosse seu, pois Estrabão era considerado um orador medíocre, mas Cícero o atribuiu a ele sem reservas.<ref>Cícero, Brut. 26; Plínio, História Natural II 32; Plutarco, C. Gracch. 8, 11, 12; Cic. de Orat. III 47.</ref>Cornell, pg. 247; Smith III, pg. 922

Ver também

Notas

Bibliografia

Cornell, T. J. The Fragments of the Roman Historians (2013) Smith, William, Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology, Vol II (1867) Smith, William, Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology'', Vol III (1867)

Categoria:Cônsules da República Romana Categoria:Romanos antigos do século II a.C. Categoria:Ano de nascimento desconhecido Categoria:Ano de morte desconhecido Categoria:Nascidos no século II a.C. Categoria:Mortos no século II a.C. Categoria:Pretores da República Romana Categoria:Fannii Categoria:Tribunos da plebe Categoria:Controvérsia dos irmãos Graco Categoria:Guerra Lusitana Categoria:Quarta Guerra Macedônica Categoria:Optimates