Porta Esquilina era um portão da antiga Muralha ServianaPlatner, S.B. & Ashby, T. A Topographical Dictionary of Ancient Rome. London: Humphrey Milford Oxford University, Press. 1929 . Segundo a tradição, sua construção remonta ao , quando se acredita que a muralha teria sido construída pelo rei Sérvio Túlio. Porém, segundo os estudiosos modernos e as evidências arqueológicas, ela seria do Holloway, R. Ross. The Archaeology of Early Rome and Latium. London and New York: Routledge Press. 1994 .

Localização A Porta Esquilina se abria entre Roma e o monte Esquilino, a leste da cidade e que servia, na época republicana, como cemitério. Depois, a região foi tomada pelos mais belos jardins dos imperadores romanos, como os Jardins de MecenasSpeake, Graham. A Dictionary of ancient history. Oxford, OX, UK: Blackwell Reference, 1994. . Ao norte da Porta Esquilina estava o áger (aterro), uma seção fortificada da Muralha ServianaPalmer, Robert E. A. Jupiter Blaze, Gods of the Hills, and the Roman Topography of . American Journal of Archaeology, Vol. 80, No. 1, pp. 43-56. (Winter, 1976) . A sudoeste estavam alguns monumentos notáveis, como a Casa Dourada de Nero, as Termas de Tito e as Termas de TrajanoBunson, Matthew. Encyclopedia of the Roman Empire. New York: Facts on File, 1994. . Duas grandes estradas romanas, a via Labicana e a via Prenestina, partiam da Porta EsquilinaThe Geography of Strabo. London. George Bell & Sons. 1903. , mas deixavam Roma como uma única via até se separarem definitivamente perto da muralha exterior da cidade, a Muralha Aureliana.

História

Seguindo o conceito do pomério, aparentemente havia uma "tradição" não oficial romana de que certos tipos de assassinatos deveriam ser realizados "fora" da cidade e, por isso, diversos autores antigos incluem a Porta Esquilina em suas descrições de atos do tipo. Por exemplo, Cícero conta que a morte de Asino de Larinum teria ocorrido "fora da Porta Esquilina"Cic. Pro. Clu. 37. M. Tullius Cicero. The Orations of Marcus Tullius Cicero, trad. C.D. Yonge, B. A. London. Henry G. Bogn, York Street, Covent Garden. 1856. e Tácito afirma que o astrólogo Públio Márcio teria sido executado pelos cônsules fora da Porta EsquilinaTac. Ann. ii. 32. Complete Works of Tacitus. Tácito. Alfred John Church. William Jackson Brodribb. Sara Bryant. New York: Random House, Inc. Random House, Inc. ed. 1942. .

A Porta Esquilina também foi mencionada na literatura antiga como uma importante via de entrada e saída de Roma. Lívio narra o plano estratégico do cônsul Valário para atrair salteadores etruscos que atacavam os romanos. Valário ordenou que o gado, que havia sido recolhido para o interior da muralha por segurança, fosse retirado pela Porta Esquilina para que os etruscos fossem atraídos para o sul para que os romanos pudessem emboscá-los e envolvê-los por todos os ladosLívio. ii. 11. 5. History of Rome. Trad. Rev. Canon Roberts. New York, New York. . Cícero, num discurso minimizando a grandiosidade dos triunfos, menciona como ele pisoteou seus louros macedônios ao entrar na cidade pela Porta Esquilina, o que sugere que este portão era utilizado para os triunfos da épocaCic. In Pis. 61, M. Tullius Cicero. The Orations of Marcus Tullius Cicero, trad. C. D. Yonge, B. A. London. George Bell & Sons, York Street, Covent Garden. 1891. . Outro exemplo é a descrição de Plutarco sobre a primeira marcha sobre Roma de SulaPlut. Sulla 9. 6, que ordenou que a Porta Esquilina fosse conquistada e enviou algumas de suas forças para tomá-la. Porém, pedras e tijolos foram atirados nelas por cidadãos romanos que Mário havia recrutado para defender a cidadeCarney, T. F.The Flight and Exile of Marius. Greece & Rome, 2nd Ser., Vol. 8, No. 2, pp. 98-121 (Out., 1961). .

Inicialmente, a Porta Esquilina era um arco simples construído no , que depois foi transformado numa estrutura tripla no século IIIHolland, Leicester B. The Triple Arch of Augustus. American Journal of Archaeology, Vol. 50, No. 1, pp. 52-59 (Jan. - Mar., 1946). que alcançava 8,8 metros de altura, uma obra patrocinada pelo equestre Marco Aurélio Vítor em 262 em homenagem ao imperador romano GalianoMarindin, G. E., William Smith LLD,and William Wayte. A Dictionary of Greek and Roman Antiquities. Albemarle Street, London. John Murray. 1890. . Apesar de as evidências arqueológicas terem revelado sinais das fundações de um pilar a mais, os arcos adicionais de Aurélio Vítor não sobreviveram e atualmente apenas o arco central original permanece no local.

Ver também Lista das portas de Roma

Esquilina Categoria:Século I no Império Romano Categoria:Roma R. XV Esquilino